PF decide expulsar Eduardo Bolsonaro da corporação por abandono

Eduardo está em solo norte-americano desde o ano passado, alegando suposta perseguição política -  (crédito:  Paola De Orte/Agência Brasil)

 

A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e decidiu recomendar a demissão do político da corporação por abandono de cargo. Eduardo é escrivão da instituição e está fora das funções, sem justificativa, desde que viajou aos Estados Unidos. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima.

Eduardo está em solo norte-americano desde o ano passado, alegando suposta perseguição política. No entanto, no período, ele atuou pela sanção por parte do governo do país a autoridades brasileiras, inclusive pela imposição de tarifas para diversos setores da economia. Na segunda-feira (20), o governo dos EUA concedeu o green card, para Eduardo. Com isso, ele tem autorização de residência no país.

O documento permite que ele possa viver na região, tendo validade inicial de 10 anos. No fim do ano passado, a Mesa-Diretora da Câmara também decretou cassação do mandato de Eduardo, em razão da quantidade de faltas sem justificativa.

Em junho deste ano, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Os magistrados da Corte entenderam que ele agiu criminosamente para tentar coagir autoridades brasileiras e tentar impedir o andamento do processo contra o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado por tentativa de golpe de Estado.

O cargo de escrivão da Polícia Federal tem salário inicial de R$ 14 mil, com aumento na medida que ocorre progressão de carreira. Após assinatura do ministro da Justiça, a expulsão se torna definitiva.

 

O deputado federal André Fufuca (PP) manifestou solidariedade a Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) após o parlamentar anunciar a retirada de sua pré-candidatura ao Senado e a retomada do projeto de reeleição à Câmara dos Deputados. Em pronunciamento divulgado nas redes, Fufuca classificou como um “ato de desrespeito” a forma como o colega foi retirado da disputa majoritária.

Segundo Fufuca, Pedro Lucas perdeu a oportunidade de apresentar seu projeto político aos eleitores maranhenses e de participar de uma disputa que deveria ser decidida nas urnas.

“Foi retirada de Pedro a chance de participar de uma disputa legítima e apresentar o seu projeto ao povo maranhense. O ato de desrespeito com Pedro poderia ter acontecido com qualquer outro pré-candidato, inclusive comigo”, declarou.

A manifestação ocorre após Pedro Lucas atribuir seu recuo à entrada da deputada federal Roseana Sarney (MDB) na corrida pelo Senado. De acordo com o presidente estadual do União Brasil, sua pré-candidatura havia sido construída com base no entendimento de que a chapa governista teria apenas dois nomes para as vagas senatoriais.

Com a candidatura de Roseana, integrante do mesmo partido do pré-candidato ao Governo do Maranhão Orleans Brandão, Pedro Lucas avaliou que a composição negociada anteriormente se tornou inviável. Diante do novo cenário, decidiu buscar novamente um mandato de deputado federal.

Fufuca também ressaltou a amizade e a parceria parlamentar mantidas com Pedro Lucas, que, além de comandar o União Brasil no Maranhão, exerce a liderança da bancada da legenda na Câmara.

O deputado estendeu a solidariedade ao prefeito de Arame e ex-deputado federal Pedro Fernandes, pai de Pedro Lucas, assim como aos familiares, aliados e integrantes do grupo político do parlamentar.

Blog do Gilberto Léda

Brasília - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, durante coletiva após reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a prestar depoimento no dia 7 de agosto em Brasília. O depoimento ocorrerá no âmbito das investigações de fraudes envolvendo o Banco Master.

A PF apura se Wagner recebeu algum tipo de benefício em troca de apoio no Congresso a projetos de interesse do banco. O senador conversou com jornalistas em Salvador nesta terça-feira (21) e negou ter cometido qualquer irregularidade. Ele afirmou que está tranquilo e provará sua inocência.

Em junho, ele foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, por supostas relações com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. Na ocasião, o senador já havia negado qualquer vínculo com o banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, ainda que admitisse conhecer Augusto Lima.

Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (21) um mandado de busca e apreensão contra o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Os agentes apreenderam carros das marcas de luxo BMW e Audi, além de um Opala Diplomata de colecionador. Os veículos foram localizados na garagem de um edifício em Brasília e seriam de propriedade do empresário, conforme a investigação.

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (21/7), no Distrito Federal, mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Foto: Polícia Federal/ DivulgaçãoOpala Diplomata de colecionador apreendido pela Polícia Federal. Foto: Polícia Federal/ Divulgação

O mandado foi cumprido por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado é relator das investigações que tratam da Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais de mensalidades associativas dos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na semana passada, Antunes e mais 47 investigados foram indiciados pela PF pela participação no esquema de desvios. O empresário está preso no presídio da Papuda, no Distrito Federal.

Procurados pela Agência Brasil, os advogados do empresário declararam que a própria defesa informou ao Supremo que os veículos já estavam com ordens de bloqueio e que não tinham sido recolhidos pela PF.

“A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informa que comunicou nos autos, em outubro de 2025, a existência de veículos que não haviam sido apreendidos apesar da ordem judicial. Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada. Desde então, a defesa reiterou a informação em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para apreensão”, disse a defesa.

Agência Brasil

 

Em clima de entusiasmo e esperança, moradores e lideranças do bairro Liberdade se reuniram em um grande evento de apoio à pré-candidatura do vereador Dr. Joel a deputado federal. A mobilização demonstra o crescimento da aprovação do parlamentar entre os ludovicenses para representar a capital maranhense na Câmara dos Deputados.

Durante a reunião, Dr. Joel destacou as principais necessidades do Maranhão e ressaltou a importância de uma representação política fortalecida para promover as transformações necessárias no Estado.

“Nós precisamos ter representação, precisamos ter políticos fortes que possam fazer as devidas solicitações e que elas sejam atendidas. É isso que a população do Maranhão precisa. Eduardo Braide fez um trabalho enorme em São Luís, e agora precisamos que todo o Maranhão também se desenvolva e se transforme. Por isso, nós estamos aqui, o time do Braide, para nos colocarmos à disposição para representar a nossa gente e trabalhar cada dia mais por ela. Afinal, a minha missão principal é cuidar das pessoas”, disse.

O evento contou ainda com a presença do pré-candidato ao Senado, Lahésio Bonfim, e do pré-candidato a deputado estadual, Marcos Miranda. Ambos destacaram apoio a Dr. Joel e defenderam o projeto político do pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Braide, como uma alternativa para o desenvolvimento do Maranhão.

A reunião reforçou a mobilização de apoiadores e lideranças em torno do projeto político apresentado por Dr. Joel. O encontro também evidenciou a disposição do pré-candidato em ampliar o diálogo com a população e ouvir as demandas das comunidades, fortalecendo a construção de uma agenda voltada para o desenvolvimento de São Luís e de todo o Maranhão.

O ex-senador Roberto Rocha ingressou com uma ação na 3ª Zona Eleitoral de São Luís pedindo o reconhecimento judicial de sua filiação ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Isolado no Partido Novo, ele tenta nova sigla para viabilizar uma candidatura, provavelmente ao Senado.

No processo, protocolado na segunda-feira, 20, ele sustenta que assinou a ficha de filiação em 4 de abril de 2026, dentro do prazo legal para disputar as eleições deste ano, mas seu nome não foi inserido no sistema FILIA da Justiça Eleitoral por uma falha administrativa que atribui ao próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na petição, Roberto Rocha afirma que o PRTB estava impossibilitado de cadastrar novos filiados porque a senha de acesso ao sistema permanecia bloqueada, apesar de já existir decisão judicial reconhecendo Leonardo Avalanche como presidente legítimo da legenda. Segundo o ex-senador, o partido solicitou a liberação da senha em 12 de março, mas o pedido só foi atendido pelo TSE em 16 de junho, mais de dois meses após o encerramento do prazo de filiação partidária para candidatos.

A defesa argumenta que a ausência do registro não decorreu de desídia do filiado nem da direção partidária, mas de uma omissão administrativa da própria Justiça Eleitoral. Com base no artigo 19, § 2º, da Lei dos Partidos Políticos e na Resolução nº 23.596/2019 do TSE, Roberto Rocha pede que sua filiação seja reconhecida com efeitos retroativos à data de 4 de abril de 2026, bem como a inclusão dessa informação no sistema FILIA e a expedição da respectiva certidão.

Como reforço à tese, os advogados citam precedente do Tribunal Superior Eleitoral que admitiu a regularização de filiação partidária quando comprovada a existência de ficha de filiação e a ocorrência de desídia do partido. No caso de Roberto Rocha, a defesa sustenta que a situação é ainda mais excepcional, pois a impossibilidade de registro teria sido causada pela demora do próprio TSE em restabelecer o acesso do PRTB ao sistema eletrônico de filiações. Entre os documentos anexados ao processo estão a ficha de filiação assinada, comprovantes da tentativa de regularização junto ao TSE e a decisão judicial que reconheceu a direção nacional da legenda.

Blog do Gilberto Léda