- 22 de julho de 2026
- Por: Redação

Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional. 

Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado.
No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além: o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão.
Nova rodada de taxas
A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas.
O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como forma de resposta à taxação, classificada como “injusta”.
Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).
“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao jornal.
Alegação norte-americana
A provável nova taxação é fundamentada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59 países e a União Europeia.
O escritório norte-americano aponta que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de que acordos internacionais coíbem a importação desses produtos.
“Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, essas disposições não proíbem juridicamente a importação para o mercado interno de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de junho.
Brasil rebate
Durante a investigação, o Brasil forneceu à Casa Branca informações técnicas sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.
Em 3 de junho, o governo brasileiro manifestou, por meio de nota, “profunda discordância” da conclusão preliminar americana e classificou a medida como “protecionista”, ou seja, uma defesa da economia dos Estados Unidos contra a concorrência internacional.
“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, diz o governo brasileiro.
O Brasil acrescentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas, reconhece há décadas o país como “referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”.
O Decreto 12.857, de fevereiro de 2026, formaliza a adesão do Brasil à Convenção nº 29 da OITsobre o trabalho forçado. De todos os 187 países que fazem parte da organização, apenas seisconstam como não signatários da convenção, entre eles os Estados Unidos.
O Brasil sustenta ainda que as autoridades aduaneiras, que atuam na entrada e saída de mercadorias do país, detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública.
“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, reforça o comunicado.
Agência Brasil
- Filiação retroativa
- 22 de julho de 2026
- Por: Redação

O ex-senador Roberto Rocha anunciou, nesta quarta-feira (22), sua filiação ao PRTB e confirmou que disputará uma vaga no Senado pelo Maranhão nas eleições de 2026. Até então filiado ao Novo, ele informou que a mudança foi oficializada em abril, dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral.
Segundo Roberto Rocha, a filiação foi mantida em sigilo por estratégia política. De acordo com ele, a medida buscou evitar articulações que poderiam inviabilizar sua candidatura.
“Enquanto muitos acreditavam que o meu destino estava preso no Partido Novo e comemoravam por terem fechado a porta na minha cara, eu já havia saído pela janela. Eu já estava no PRTB. Agora chegou a hora do xeque-mate”, afirmou.
Sem citar nomes, o ex-senador acusou adversários de tentar impedir sua participação na eleição por meio do controle de partidos pelos quais poderia concorrer. Para ele, a filiação ao PRTB encerra esse movimento.
Roberto Rocha também afirmou que pretende representar o campo conservador na disputa pelo Senado. Segundo ele, sua candidatura busca garantir representação da direita no Maranhão durante o próximo processo eleitoral.
- Nome na disputa
- 22 de julho de 2026
- Por: Redação

O Partido Missão oficializou, nesta terça-feira (21), a candidatura do empresário André Luís ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante convenção estadual realizada de forma online, em São Luís. O professor Cadu Aguiar foi confirmado como candidato a vice-governador.
A legenda também definiu que disputará apenas as vagas para deputado estadual, com seis candidatos. O partido não lançará candidatos ao Senado nem à Câmara dos Deputados.
Após a homologação, André Luís afirmou que pretende apresentar um projeto voltado ao desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, a proposta inclui o fortalecimento da atividade econômica no interior, a verticalização da produção e a criação de regras que incentivem o crescimento dos municípios.
“Estamos felizes com a convenção estadual do Partido Missão, oficializando a nossa candidatura ao governo do Estado e marcando um novo jeito de se fazer política no nosso Estado. Nós queremos ver o Maranhão rico, desenvolvido por meio de um projeto pensado para enriquecer o nosso Estado”, declarou.
Aos 41 anos, André Luís é empresário e disputa pela primeira vez um cargo majoritário. Ele cursou Engenharia Civil, mas não concluiu a graduação. A candidatura marca a estreia do Partido Missão na disputa pelo Governo do Maranhão, com chapa própria e estratégia voltada exclusivamente para a eleição estadual e para a Assembleia Legislativa.
- Candidatura mantida
- 22 de julho de 2026
- Por: Redação

O deputado federal Duarte Júnior afirmou nesta terça-feira (21) que permanece como pré-candidato ao Senado pelo Avante. A declaração foi feita após reunião com a direção nacional do partido, em Belo Horizonte (MG).
Segundo o parlamentar, ele apresentou pesquisas de intenção de voto que indicariam a viabilidade da candidatura. Após a reunião, a executiva nacional do Avante manteve o apoio ao projeto.
“Apresentei todas as pesquisas de opinião, que demonstram a liderança do nosso projeto, e mostrei aos dirigentes a importância dessa postulação para o Maranhão”, declarou.
Duarte afirmou que a resistência à sua candidatura é consequência da atuação que desenvolveu em cargos públicos. Ele citou a presidência do Procon-MA e o trabalho como vice-presidente da CPMI do INSS, com foco no combate a fraudes contra aposentados e pensionistas.
O deputado também destacou a defesa das pessoas com deficiência, da causa animal e o combate à corrupção como prioridades de sua atuação política. Segundo ele, a pré-candidatura recebeu apoio de mães atípicas, lideranças comunitárias, prefeitos e vereadores do Maranhão.
“Nossa coragem e nossa presença na política representam uma ameaça constante àqueles que buscam cargos apenas para se servir. Nossa pré-candidatura ao Senado representa a independência moral, a vontade e a esperança de quem acredita em um Maranhão sem corrupção”, afirmou.
Com o respaldo da direção nacional do Avante, Duarte Júnior informou que manterá a agenda de pré-campanha no Maranhão.
- Exonerado
- 21 de julho de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e decidiu recomendar a demissão do político da corporação por abandono de cargo. Eduardo é escrivão da instituição e está fora das funções, sem justificativa, desde que viajou aos Estados Unidos. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima.
Eduardo está em solo norte-americano desde o ano passado, alegando suposta perseguição política. No entanto, no período, ele atuou pela sanção por parte do governo do país a autoridades brasileiras, inclusive pela imposição de tarifas para diversos setores da economia. Na segunda-feira (20), o governo dos EUA concedeu o green card, para Eduardo. Com isso, ele tem autorização de residência no país.
O documento permite que ele possa viver na região, tendo validade inicial de 10 anos. No fim do ano passado, a Mesa-Diretora da Câmara também decretou cassação do mandato de Eduardo, em razão da quantidade de faltas sem justificativa.
Em junho deste ano, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Os magistrados da Corte entenderam que ele agiu criminosamente para tentar coagir autoridades brasileiras e tentar impedir o andamento do processo contra o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado por tentativa de golpe de Estado.
O cargo de escrivão da Polícia Federal tem salário inicial de R$ 14 mil, com aumento na medida que ocorre progressão de carreira. Após assinatura do ministro da Justiça, a expulsão se torna definitiva.
- Fora da disputa
- 21 de julho de 2026
- Por: Redação

O deputado federal André Fufuca (PP) manifestou solidariedade a Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) após o parlamentar anunciar a retirada de sua pré-candidatura ao Senado e a retomada do projeto de reeleição à Câmara dos Deputados. Em pronunciamento divulgado nas redes, Fufuca classificou como um “ato de desrespeito” a forma como o colega foi retirado da disputa majoritária.
Segundo Fufuca, Pedro Lucas perdeu a oportunidade de apresentar seu projeto político aos eleitores maranhenses e de participar de uma disputa que deveria ser decidida nas urnas.
“Foi retirada de Pedro a chance de participar de uma disputa legítima e apresentar o seu projeto ao povo maranhense. O ato de desrespeito com Pedro poderia ter acontecido com qualquer outro pré-candidato, inclusive comigo”, declarou.
A manifestação ocorre após Pedro Lucas atribuir seu recuo à entrada da deputada federal Roseana Sarney (MDB) na corrida pelo Senado. De acordo com o presidente estadual do União Brasil, sua pré-candidatura havia sido construída com base no entendimento de que a chapa governista teria apenas dois nomes para as vagas senatoriais.
Com a candidatura de Roseana, integrante do mesmo partido do pré-candidato ao Governo do Maranhão Orleans Brandão, Pedro Lucas avaliou que a composição negociada anteriormente se tornou inviável. Diante do novo cenário, decidiu buscar novamente um mandato de deputado federal.
Fufuca também ressaltou a amizade e a parceria parlamentar mantidas com Pedro Lucas, que, além de comandar o União Brasil no Maranhão, exerce a liderança da bancada da legenda na Câmara.
O deputado estendeu a solidariedade ao prefeito de Arame e ex-deputado federal Pedro Fernandes, pai de Pedro Lucas, assim como aos familiares, aliados e integrantes do grupo político do parlamentar.
Blog do Gilberto Léda
