Homem é preso em Teresina por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-companheira

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem identificado pelas iniciais M.B.S.S., de 26 anos, é preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (13/08), no bairro Pedro Balzi, zona Sudeste de Teresina. Segundo as investigações, ele é suspeito de praticar violência doméstica contra a ex-companheira.

De acordo com as apurações, entre as condutas atribuídas ao investigado estão perseguição, ameaças e episódios de violência moral e psicológica. As autoridades também apontam que, além dessas denúncias, o homem teria desrespeitado medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça para resguardar a vítima.

Após a prisão, M.B.S.S. é encaminhado para os procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça. As acusações contra ele seguem em apuração ao longo do processo, sendo assegurados ao investigado o direito à defesa e a presunção de inocência.

A prisão ocorre em um momento considerado simbólico para as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil. Em 2026, a Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, completa 20 anos de vigência, marco que tem sido lembrado como referência na proteção legal às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Casos como esse reforçam a importância do cumprimento das medidas protetivas de urgência como instrumento de segurança para vítimas de violência doméstica, além de evidenciar a atuação contínua das forças de segurança no combate a esse tipo de crime em Teresina e no Piauí.

Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, publica nesta quinta-feira (13) um pronunciamento nas redes sociais em que afirma que sua função atual de juiz o impede de participar cotidianamente de debates públicos mais acalorados. Segundo o magistrado, essa limitação o obriga a suportar em silêncio agressões, injustiças e o que classifica como distorções monumentais sobre fatos relacionados à sua atuação.

O texto vem a público dois dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, autorizar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão. De acordo com a Polícia Federal, Cutrim atuaria como fonte do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens críticas a Dino. Na mesma decisão, cumprida na terça-feira (11), Moraes autoriza medidas contra o advogado Diogo Diniz Lima, ex-secretário de Urbanismo e Habitação da Prefeitura de São Luís, apontado como outro possível informante do jornalista. Segundo o despacho, Lima teria efetuado um pagamento de R$ 100 mil a Luís Pablo para quitação de um imóvel, informação que o jornalista nega.

Em sua manifestação, Dino afirma que, em funções anteriores, podia se pronunciar com mais liberdade e frequência sobre temas que o afetavam diretamente, mas que agora esse tipo de posicionamento se torna excepcional, como parte do ônus do cargo que ocupa. O ministro diz assumir essa condição com naturalidade, em razão da responsabilidade que envolve o exercício da jurisdição, e destaca que sua biografia e sua trajetória profissional constituem, para ele, a principal forma de defesa diante das críticas recebidas.

A operação contra os supostos informantes de Luís Pablo reacende o debate sobre a proteção ao sigilo da fonte jornalística. Entidades de jornalismo manifestam preocupação com a medida determinada por Moraes, argumentando que ela pode comprometer uma garantia prevista na Constituição. As associações reforçam que essa proteção deve valer para qualquer veículo de comunicação, independentemente de sua linha editorial, e que qualquer ação capaz de violá-la representa um risco ao livre exercício da atividade jornalística.

Especialistas ouvidos sobre o caso também apontam ressalvas ao procedimento adotado. Para eles, identificar uma fonte a partir de dados extraídos de equipamentos apreendidos de um jornalista pode configurar uma forma indireta de driblar a proteção ao sigilo, ainda que a busca não tenha sido feita diretamente contra o profissional de imprensa. Segundo essa avaliação, esse tipo de ação tende a gerar um efeito de intimidação sobre jornalistas e possíveis fontes, o que poderia inibir a produção de reportagens investigativas no futuro.

Vale lembrar que o próprio Luís Pablo já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em março, após publicar reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino e familiares no Maranhão. A repetição de medidas judiciais ligadas ao trabalho do jornalista mantém o episódio no centro da discussão sobre os limites entre investigação criminal e proteção à liberdade de imprensa.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Maranhão, em conjunto com o Ministério Público do Estado, deflagra nesta quinta-feira (13) a Operação Hidra, com o objetivo de desmontar os núcleos operacional, financeiro e logístico do Comando Vermelho em municípios maranhenses. A ação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, resultando em 15 prisões distribuídas entre Maranhão, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará.

O nome de maior destaque entre os capturados é David Oliveira Sodré, apontado pelas investigações como um dos principais líderes da facção no estado. Ele é encontrado escondido na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde vivia desde 2024 enquanto seguia comandando o tráfico de drogas em pelo menos seis municípios maranhenses. No momento da prisão, agentes apreendem com ele uma pistola de uso restrito, munições, carregadores, um veículo de luxo e cadernos com registros das movimentações do tráfico. Também são presos no Rio Jadiely Marques de Araújo, companheira de David e responsável pela área financeira do grupo, e Luan Cardoso da Silva, ligado ao casal e à organização.

No Maranhão, oito pessoas são presas nas cidades de Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto. Os investigados respondem por integrar organização criminosa armada, além de suspeitas de extorsão e lavagem de dinheiro. A operação também determina o bloqueio de mais de R$ 17,2 milhões, a interdição de um provedor de internet em Coelho Neto e o sequestro de dez veículos.

As apurações têm origem em um ataque sofrido por um provedor de internet em Brejo, em setembro de 2025, motivado pela recusa do proprietário em pagar a chamada “caixinha” cobrada pela facção. A partir desse episódio, a polícia mapeia a estrutura do Comando Vermelho na região, identificando lideranças, executores conhecidos como “soldados”, disciplinadores e operadores financeiros. Segundo os investigadores, parte do dinheiro de origem ilícita era inserida na economia formal por meio de um provedor de internet criado em Coelho Neto por integrantes ligados aos núcleos de Brejo e da própria cidade, empresa que é interditada durante a ação desta quinta-feira.

A operação se estende ainda ao Mato Grosso, onde duas mulheres de uma mesma família são presas em Nova Mutum sob suspeita de liderar o braço do Comando Vermelho em Coelho Neto e comandar suas finanças, e ao Pará, onde dois homens apontados como operadores financeiros da facção são capturados em São Miguel do Guamá e Bragança. De acordo com a Polícia Civil, a expansão da operação para outros estados ocorre após as investigações identificarem integrantes e lideranças ligados aos núcleos maranhenses atuando fora do território do estado.

Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral confirma nesta quinta-feira que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão parte de um representante da própria legenda. O caso surge horas antes do prazo final para o registro de candidaturas à Presidência da República e coloca em xeque a candidatura do senador pelo PL.

A equipe de campanha de Flávio percebe o problema ao tentar concluir o registro nos sistemas do TSE nesta quinta. Os dados mostram que o senador aparece desfiliado do PL desde quarta-feira e, na sequência, filiado ao Missão, sigla que lança Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto. A movimentação surpreende o entorno de Flávio, que mantinha vínculo contínuo com o PL desde 2021.

Diante da situação, representantes da campanha anunciam que vão pedir à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar como a alteração ocorre no sistema Filia, plataforma usada pelos partidos para registrar filiações. A hipótese de uma falha ou ataque ao sistema entra no radar da equipe jurídica, embora nenhuma confirmação oficial exista até o momento.

Ainda nesta quinta, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, integrante do time jurídico de Flávio, reúne-se com o presidente do TSE, ministro Nunes Marques. Ao final do encontro, o ministro promete adotar as providências cabíveis para resolver a pendência antes do fechamento do prazo de registro.

O episódio acontece em um momento crítico da corrida presidencial de 2026, com as convenções partidárias já encerradas e o TSE com prazo apertado para receber as candidaturas oficiais. A confusão levanta dúvidas sobre a segurança dos sistemas eleitorais às vésperas de uma disputa já marcada por tensões entre diferentes campos políticos.

Foto: 18 horas (Manaus/AM)

A Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Amazonas (Gaeco/MPAM), deflagra nesta quinta-feira (13/8) a Operação La Máquina, que mira uma organização criminosa suspeita de estruturar o transporte aéreo de drogas a partir da Amazônia para outras regiões do Brasil. As ações judiciais acontecem simultaneamente em oito estados: Amazonas, Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina.

Segundo as investigações, o grupo utiliza aviões de pequeno porte, pilotos próprios, pistas clandestinas e empresas de fachada para viabilizar a logística do tráfico interestadual, além de movimentar recursos financeiros milionários por meio de pessoas físicas e empresas ligadas aos investigados. As apurações apontam movimentação superior a R$ 35 milhões vinculada ao esquema.

Ao todo, mais de 100 policiais federais e integrantes do Gaeco cumprem 43 mandados judiciais nesta manhã: 13 de prisão preventiva, quatro de medidas cautelares diversas da prisão e 26 de busca e apreensão. A Justiça determina ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 7,7 milhões em ativos financeiros, o sequestro de 31 veículos e de dois centros comerciais, além da destruição de duas pistas de pouso clandestinas localizadas em Tefé e Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.

O nome da operação faz referência à expressão usada pelos próprios investigados nas comunicações monitoradas para se referir às aeronaves empregadas no transporte das drogas, tratadas como “fretes” nas conversas apuradas. Entre os episódios que embasam a investigação estão uma interceptação aérea seguida de ação policial na região de Tefé e o desaparecimento de uma aeronave durante voo próximo à fronteira com a Venezuela, em circunstâncias compatíveis com acidente aeronáutico.

Os investigados podem responder, de acordo com a participação individual de cada um, pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das investigações. O coordenador do Gaeco, promotor Leonardo Tupinambá do Valle, destaca que a atuação conjunta entre o MPAM e a Polícia Federal foi decisiva para o avanço do caso e para a deflagração da operação.

A investigação segue em andamento, com a análise do material apreendido nesta fase, o que pode resultar na identificação de novos envolvidos e de outros crimes conexos ao esquema.

Foto: EFE/EPA/KYLE MAZZA / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina nesta quarta-feira (12) um memorando que autoriza autoridades policiais federais do país a empregar ferramentas cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que atuam fora do território americano. Entre os grupos que podem ser alcançados pela medida estão as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas em junho deste ano. O texto do memorando, no entanto, não cita nominalmente nenhuma das duas facções.

De acordo com a Casa Branca, o documento orienta o Centro Nacional de Coordenação da Força-Tarefa de Segurança Interna a estruturar um programa voltado à realização de operações cibernéticas capazes de interromper as atividades de organizações classificadas como terroristas estrangeiras. A iniciativa prevê a criação de uma categoria específica para grupos que utilizam meios digitais para cometer crimes contra cidadãos, empresas ou interesses norte-americanos.

O governo republicano planeja recorrer à capacidade técnica do setor privado para executar parte dessas ações. Empresas que aderirem voluntariamente ao programa poderão firmar parcerias com outras companhias e com agências federais, estaduais, locais e territoriais, reunindo informações sobre ameaças e propondo operações cibernéticas para enfrentá-las. O modelo prevê dois tipos de atuação: operações de vigilância, voltadas à coleta de dados e inteligência, e operações de efeitos cibernéticos, que podem incluir a interrupção, degradação ou até destruição de sistemas e redes usados pelas organizações investigadas.

As empresas interessadas em participar precisam passar por um processo de seleção rigoroso, com critérios como experiência técnica, histórico em operações do gênero e segurança das instalações. A adesão ao programa depende ainda da assinatura de contratos com o Departamento de Justiça ou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, que ficam responsáveis por avaliar e supervisionar as companhias selecionadas.

O memorando também estabelece limites para as ações autorizadas. As operações não podem representar risco de morte ou ferimentos graves, tampouco configurar uso da força ou ataque armado segundo o direito internacional. Caso atinjam de forma não intencional cidadãos americanos ou sistemas localizados nos Estados Unidos, as atividades devem ser interrompidas imediatamente, com comunicação ao governo. As autoridades têm um prazo de até 60 dias para definir as regras completas de funcionamento do programa.

Para a Casa Branca, a medida amplia os instrumentos à disposição do governo americano no combate a organizações que exploram cidadãos dos Estados Unidos por meio do ciberespaço. Ainda não está claro se PCC e Comando Vermelho, de fato, serão enquadrados nos critérios cibernéticos previstos pelo memorando para se tornarem alvos concretos das operações.