Felipe Camarão chama Braide de bolsonarista e acusa Orleans de representar projeto familiar

 

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), fez duras críticas aos grupos políticos liderados por Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB). Ao defender sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026, Camarão afirmou que o Maranhão vive a disputa entre “três projetos” distintos e classificou os adversários como representantes do bolsonarismo e de um “projeto familiar”.

Em sua fala, Felipe Camarão afirmou que nunca adotou uma postura de neutralidade na política e declarou que sempre esteve ao lado do mesmo grupo político.

“Eu sempre tive lado, eu sempre estou do mesmo lado, e eu não sou de desistir, não sou de me vender e nem sou de me render”, afirmou.

Ao comentar o cenário eleitoral para 2026, o vice-governador disse que há três projetos em disputa pelo comando do Executivo estadual.

Sem citar nominalmente Eduardo Braide no primeiro momento, Camarão afirmou que um dos projetos é “assumidamente bolsonarista”, fazendo referência à composição da chapa anunciada pelo ex-prefeito de São Luís, que terá Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidato ao Senado.

Segundo o petista, esse grupo estaria alinhado à direita e à extrema direita e, por isso, não representaria o Maranhão.

Na sequência, Felipe Camarão direcionou críticas ao grupo político ligado ao governador Carlos Brandão (PSB) e ao ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), pré-candidato ao Governo do Estado.

O vice-governador classificou esse grupo como um “projeto oligárquico e familiar” e afirmou que haveria uma tentativa de continuidade política dentro da mesma família. Também citou parlamentares aliados do governo estadual que, segundo ele, fazem críticas ao PT, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao defender sua pré-candidatura, Camarão afirmou que representa uma terceira alternativa para o eleitorado maranhense e o único a contar com o apoio do presidente Lula. O petista também afirmou ser alvo de ataques políticos e de notícias falsas.

“Sou vítima de violência política constante e de ataques com mentiras em todas as esferas”, declarou.

As declarações ocorrem em meio ao avanço das articulações para as eleições estaduais de 2026. Na última quinta, Eduardo Braide anunciou o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado em sua chapa, enquanto Orleans Brandão segue em franca ascensão nas pesquisas eleitorais.

Felipe Camarão, por sua vez, reafirmou  publicamente a manutenção da sua candidatura pelo PT.

Em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa ajuizada nesta quinta-feira, 9, o Ministério Público do Maranhão (MPMA), pediu, em caráter liminar, a exoneração de familiares do prefeito de Fortuna, Sebastião Pereira da Costa Neto, que ocupam cargos ligados ao controle interno, arrecadação tributária e consultoria jurídica do Município.

Outros pedidos liminares são a proibição de novas nomeações em desacordo com a legislação e adoção de medidas para adequar a estrutura administrativa do Município.

A cidade de Fortuna é termo judiciário da comarca de São Domingos do Maranhão.

Assina a manifestação o titular da Promotoria de Justiça de São Domingos do Maranhão, Ronaldo Martins Rebelo da Silva.

Entre os acionados, estão o prefeito, o Município, o controlador-geral, Lynarck Dassaev Soares (cunhado do gestor municipal); a chefe do Setor de Tributos, Olga Regina Soares (sogra de Sebastião Costa Neto) e o procurador-geral do Município, Silas Soares (primo da esposa do administrador de Fortuna).

A multa sugerida por descumprimento da liminar é de R$ 2 mil diários, a ser paga pessoalmente pelo prefeito.

CONCENTRAÇÃO

Na Ação, o promotor de justiça argumenta que referidas nomeações “não representam escolhas técnicas isoladas, mas, sim, uma concentração familiar na cúpula da administração local, o que anula a independência exigida pelos cargos de fiscalização e consultoria”.

Também de acordo com o membro do MPMA, a ocupação dos cargos por integrantes do núcleo familiar do prefeito enfraquece a autonomia dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos atos administrativos, controle das finanças públicas e defesa jurídica do Município, além de favorecer a violação dos princípios constitucionais da administração pública.

PENAS

O Ministério Público também solicitou que, ao final do processo, sejam anulados os atos de nomeação de Lynarck Dassaev Soares, Olga Regina Soares e Silas Soares, incluindo o pagamento dos respectivos salários.

Requereu, ainda, que os acionados sejam condenados ao pagamento de multa de 24 vezes o valor das remunerações recebidas e à proibição de firmar contratos com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de quatro anos.

A aliança entre o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), segue repercutindo no cenário político do Maranhão e é vista por analistas e interlocutores como uma movimentação estratégica para as eleições de 2026. Após o anúncio de Lahesio como pré-candidato ao Senado na chapa liderada por Braide, a composição passou a ser interpretada como uma tentativa de ampliar o alcance eleitoral do grupo na região Sul do Maranhão.

Segundo avaliações de bastidores, a aproximação entre os dois líderes vai além da formação da chapa majoritária. A leitura predominante é que Braide busca fortalecer sua presença política na Região Tocantina e no Sul do Maranhão, áreas onde ainda enfrenta desafios para ampliar sua base eleitoral.

Essa região  têm papel relevante na eleição estadual. Nesse contexto, Lahesio Bonfim é apontado como uma das principais referências políticas nesses municípios, especialmente após sua atuação como prefeito de São Pedro dos Crentes e sua participação na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022.

A escolha de Lahesio para compor a chapa como pré-candidato ao Senado é interpretada como uma estratégia para agregar esse capital político ao projeto eleitoral de Braide. A expectativa é que a aliança fortaleça a presença do grupo no interior do estado e amplie sua capacidade de articulação junto ao eleitorado dessas regiões.

Além do aspecto eleitoral, a composição também representa um movimento de aproximação entre duas lideranças que, até recentemente, atuavam em campos distintos da política maranhense. O anúncio da parceria sinaliza uma reorganização das forças políticas de oposição no estado, ainda que as articulações para 2026 permaneçam em fase inicial.

Embora o impacto eleitoral da união ainda não possa ser mensurado, a expectativa é que os próximos levantamentos de intenção de voto indiquem se a aliança produzirá reflexos na preferência do eleitorado. Também deverão servir como termômetro da estratégia as agendas conjuntas e a capacidade de mobilização política dos dois líderes nos municípios do interior.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A medida integra os desdobramentos da Operação Transparência, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Segundo a decisão, todos os ativos de titularidade de Valdemar ficarão indisponíveis até o limite do valor fixado.

Operação Transparência investiga suposto esquema de emendas

A investigação teve origem na Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na indicação e execução de emendas parlamentares. Conforme a decisão do STF, há indícios de que um grupo teria utilizado uma estrutura paralela na Câmara dos Deputados para direcionar recursos públicos, mesmo sem que alguns dos envolvidos exercessem mandato parlamentar.  

De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto é suspeito de ter influenciado a destinação de 21 emendas parlamentares, que somam aproximadamente R$ 119 milhões. As investigações apontam que as indicações eram formalmente atribuídas a deputados federais, embora, segundo os investigadores, a definição do destino dos recursos partisse de um núcleo paralelo ligado ao dirigente partidário.  

Na decisão, Flávio Dino determinou a indisponibilidade de todos os bens e ativos de Valdemar Costa Neto até o montante de R$ 119 milhões. O ministro também determinou a suspensão da execução das despesas relacionadas às emendas sob investigação e solicitou à Câmara dos Deputados documentação sobre a tramitação dos recursos questionados.  

Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação da defesa de Valdemar Costa Neto sobre a decisão judicial.  

 

 

A senadora Eliziane Gama (PT), pré-candidata à reeleição ao Senado, comentou a aliança entre o prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), e o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo).

A declaração foi feita após o anúncio de Lahesio Bonfim como o segundo pré-candidato ao Senado na chapa liderada por Braide para as eleições de 2026.

“E chapa bolsonarista para o governo do Maranhão agora completa”, disse a senadora ao comentar a composição política.

O anúncio da aliança entre Braide e Lahesio na noite dessa quinta-feira movimentou o cenário da política maranhense e provocou reações entre adversários políticos.

 

O ex- prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), anunciou o apoio ao ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio das redes sociais, onde Braide destacou que a aliança representa um passo para ampliar o projeto político iniciado na capital maranhense para todo o estado.

Braide confirma apoio a Lahesio Bonfim

Em publicação nas redes sociais, Eduardo Braide apresentou Lahesio Bonfim como o nome do grupo político para disputar uma vaga no Senado Federal.

Na mensagem, o político afirmou que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes está “escalado para entrar em campo no time da mudança”, reforçando o alinhamento entre os dois líderes para o pleito de 2026.

Braide também destacou que a construção da aliança tem como objetivo reunir lideranças que defendam o desenvolvimento do Maranhão.

Aliança mira eleições de 2026

Ao comentar a composição política, Braide afirmou que o grupo busca ampliar o projeto que, segundo ele, teve início em São Luís.

“Estamos unindo quem quer o bem do nosso estado. É assim que a transformação que começou na nossa capital vai chegar em todo o Maranhão”, escreveu o prefeito.

A declaração reforça a estratégia de articulação política em torno da pré-candidatura de Braide ao Governo do Estado e da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado.

Movimento fortalece articulações políticas

O anúncio ocorre em um momento de intensificação das movimentações políticas para as eleições de 2026, período em que partidos e lideranças buscam consolidar alianças e ampliar suas bases de apoio.

A aproximação entre Braide e Lahesio Bonfim representa mais um movimento dentro das articulações que antecedem a campanha eleitoral.