PT confirma convenção que deve oficializar candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão

O PT confirmou a realização da convenção estadual no dia 1º de agosto, evento que deve oficializar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026.

A confirmação foi reforçada pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, durante encontro em Brasília. Segundo o dirigente, o partido manterá candidatura própria no estado e seguirá alinhado ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Felipe Camarão afirmou que permanece na disputa pelo Palácio dos Leões e convocou filiados, militantes e apoiadores para participarem da convenção, que também deverá definir os demais integrantes das chapas petistas para as eleições de 2026.

A deputada federal Roseana Sarney (MDB) anunciou, nesta quarta-feira (22), sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026. O comunicado foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.

No pronunciamento, Roseana também falou sobre o tratamento contra o câncer enfrentado nos últimos meses. Segundo ela, a experiência reforçou a decisão de voltar à disputa eleitoral.

A parlamentar afirmou que pretende representar o Maranhão no Congresso Nacional com foco no diálogo e na defesa dos interesses do estado. Disse ainda que não retorna à política para revisitar disputas do passado, mas para colocar sua experiência a serviço da população.

Com o anúncio, Roseana passa a integrar a lista de pré-candidatos que disputarão as duas vagas ao Senado pelo Maranhão. A lista já conta com pelo menos dez nomes.

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. Com isso, a legenda não participará da campanha do pré-candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na noite de terça-feira (21), conduzida pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), com dirigentes do partido. A expectativa é de que a posição seja oficializada pela federação nos próximos dias.

Segundo integrantes da legenda, a maioria da União Progressista defendeu a neutralidade para preservar a autonomia dos diretórios estaduais, permitindo que cada estado defina seus próprios alinhamentos políticos durante a campanha eleitoral.

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (22), mandado de busca e apreensão no gabinete do secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, localizado no Palácio Henrique de La Rocque, no bairro Calhau, em São Luís. A diligência integra a investigação que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação ocorre poucos dias após o ministro Flávio Dino determinar o afastamento cautelar de Cutrim do cargo e impor prisão domiciliar ao ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Na mesma decisão, o ministro autorizou a apreensão de documentos, computadores, celulares, tablets, pen drives, HDs e qualquer outro material que possa contribuir com as investigações.

Raimundo Cutrim é investigado por suposta obstrução de Justiça, coação e monitoramento ilegal. Além do afastamento, ele foi proibido de conceder entrevistas, utilizar redes sociais, fazer declarações públicas sobre a operação, gravar áudios e realizar ligações telefônicas.

Durante o cumprimento das primeiras medidas cautelares, na última semana, a Polícia Federal apreendeu armas curtas e longas na residência do ex-secretário. Um motorista ligado a Cutrim e um policial militar que integrava sua equipe também foram presos. As decisões que fundamentaram essas medidas permanecem sob sigilo.

O Informante

 


Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional. 

Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado.

No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além: o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão.

Nova rodada de taxas

A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas.

O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como forma de resposta à taxação, classificada como “injusta”.

Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).

“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao jornal.

Alegação norte-americana

A provável nova taxação é fundamentada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59 países e a União Europeia.

O escritório norte-americano aponta que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de que acordos internacionais coíbem a importação desses produtos.

“Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio, essas disposições não proíbem juridicamente a importação para o mercado interno de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de junho.

Brasil rebate

Durante a investigação, o Brasil forneceu à Casa Branca informações técnicas sobre o arcabouço legal nacional para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

Em 3 de junho, o governo brasileiro manifestou, por meio de nota, “profunda discordância” da conclusão preliminar americana e classificou a medida como “protecionista”, ou seja, uma defesa da economia dos Estados Unidos contra a concorrência internacional.

“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas  protecionistas unilaterais”, diz o governo brasileiro.

O Brasil acrescentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas, reconhece há décadas o país como “referência internacional no combate ao trabalho forçado, graças à combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político”.

O Decreto 12.857, de fevereiro de 2026, formaliza a adesão do Brasil à Convenção nº 29 da OITsobre o trabalho forçado. De todos os 187 países que fazem parte da organização, apenas seisconstam como não signatários da convenção, entre eles os Estados Unidos. 

O Brasil sustenta ainda que as autoridades aduaneiras, que atuam na entrada e saída de mercadorias do país, detêm competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que seja contrária à moral pública, aos bons costumes, à saúde pública ou à ordem pública.

“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, reforça o comunicado.

Agência Brasil

O ex-senador Roberto Rocha anunciou, nesta quarta-feira (22), sua filiação ao PRTB e confirmou que disputará uma vaga no Senado pelo Maranhão nas eleições de 2026. Até então filiado ao Novo, ele informou que a mudança foi oficializada em abril, dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral.

Segundo Roberto Rocha, a filiação foi mantida em sigilo por estratégia política. De acordo com ele, a medida buscou evitar articulações que poderiam inviabilizar sua candidatura.

“Enquanto muitos acreditavam que o meu destino estava preso no Partido Novo e comemoravam por terem fechado a porta na minha cara, eu já havia saído pela janela. Eu já estava no PRTB. Agora chegou a hora do xeque-mate”, afirmou.

Sem citar nomes, o ex-senador acusou adversários de tentar impedir sua participação na eleição por meio do controle de partidos pelos quais poderia concorrer. Para ele, a filiação ao PRTB encerra esse movimento.

Roberto Rocha também afirmou que pretende representar o campo conservador na disputa pelo Senado. Segundo ele, sua candidatura busca garantir representação da direita no Maranhão durante o próximo processo eleitoral.