Dezenove anos após “banho”, Messi reencontra Yamal em final histórica

Lionel Messi, Bebê, Yamal, Banho© Joan Monfort/Unicef

A classificação de Argentina e Espanha à final da Copa do Mundo fez com que fotos de 2007, que viralizaram há dois anos, voltassem a repercutir. 

No ensaio fotográfico, realizado para um calendário beneficente produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o jornal espanhol Sport, uma jovem estrela do futebol chamada Lionel Messi, então com 20 anos, dava banho – ou tentava – em um bebê de cinco meses.

A família daquela criança residia em Mataró, na Catalunha, uma das comunidades autônomas da Espanha. A mãe, Sheila, nasceu em Guiné Equatorial. O pai, Mounir, é marroquino. Eles foram sorteados para que o menino participasse da ação.

Quase duas décadas se passaram até que uma publicação de Mounir nas redes sociais, em meio à Eurocopa de 2024, revelasse a identidade do neném na banheira: o craque espanhol Lamine Yamal.

Dezenove anos depois, os personagens daquele ensaio, registrado pelo fotógrafo Joan Monfort, estarão novamente frente a frente neste domingo (19), porém como adversários no maior jogo de futebol possível: uma final de Copa do Mundo.

O jogo será em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a partir das 16h (horário de Brasília).

Quando os destinos se cruzam

A história deles se cruza definitivamente após coincidências de carreira. Aos sete anos, Yamal foi levado ao Barcelona por Jordi Roura, então diretor de La Masia, como é conhecida a famosa academia de formação do clube.

O jovem acompanhou de perto a trajetória de Messi na base do time espanhol, para onde migrou aos 13 anos, levado por Carles Rexach, à época dirigente dos Blaugranas (azul-grená, na tradução do catalão, apelido da equipe).

Ambos também pularam etapas e chegaram cedo à equipe principal do Barcelona e às respectivas seleções.

O argentino, aos 17 anos e três meses, estreou de maneira oficial no time adulto do Barça aos 38 minutos do segundo tempo de uma vitória por 1 a 0 sobre o Espanyol, em outubro de 2004, pelo Campeonato Espanhol. Messi substituiu o luso-brasileiro Deco, que marcou o gol do triunfo dos catalães.

A primeira vez com a camisa da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina) foi aos 18 anos e um mês, em amistoso contra a Hungria, em 17 de agosto de 2005. A então jovem promessa entrou em campo aos 18 da etapa final, mas ficou apenas 47 segundos em campo. Tempo suficiente para acertar uma cotovelada no zagueiro Vilmos Vanczak e ser expulso.

Menos de um ano depois, porém, lá estava Messi na primeira das seis Copas do Mundo de sua carreira. A uma semana de completar 19 anos, o atacante foi a campo aos 30 do segundo tempo da vitória por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, no lugar de Maxi Rodríguez.

Ao contrário das outras estreias, o atacante desta vez balançou as redes, fechando o placar com o “gol um” dos 21 anotados em Mundiais, que o tornaram o maior artilheiro da história do evento.

Quando Yamal tinha 12 anos, uma reportagem do diário espanhol Marca o descreveu justamente como “uma cópia fiel” de Messi “em todos os aspectos: dribles, tabelas e finalizações”. Ele, porém, é ainda mais precoce.

Na primeira vez no time principal do Barcelona, o atacante tinha somente 15 anos e nove meses quando foi a campo, em 29 de abril de 2023, na vitória por 4 a 0 sobre o Real Betis, pelo Espanhol. Curiosamente, assim como o argentino, o jovem estreou aos 38 minutos da etapa final.

Outra marca de Yamal foi se tornar, aos 16 anos e pouco mais de um mês, o titular mais novo da história do Barça, ao iniciar o duelo contra o Cádiz pela liga nacional, em 20 de agosto de 2023.

Em questão de dias, veio a convocação à equipe principal da Espanha pelo técnico Luis de la Fuente – com quem já tinha trabalhado nas seleções de base – seguida pelo primeiro gol, na goleada por 7 a 1 sobre a Geórgia, em 8 de setembro.

A Copa de deste ano é a primeira da joia catalã. Ao contrário de Messi, Yamal estreou em Mundiais já como titular e campeão europeu pela Fúria (apelido da seleção espanhola) em 2024.

O primeiro gol, que inaugurou o placar da vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, pela segunda rodada da fase de grupos, fez dele o oitavo jogador mais jovem a balançar as redes na história do torneio, aos 18 anos e 357 dias, superando em duas semanas a marca do próprio camisa 10 argentino.

Uma “quase” dupla de ataque

O curioso é que os dois poderiam estar lado a lado nesta Copa. Em 2004, ainda desconhecido em seu país, Messi tinha 17 anos e já era monitorado para representar a Espanha na base.

O empresário Horácio Gaggioli, natural de Rosário, assim como o craque argentino, entregou uma fita com lances dele a Claudio Vivas, auxiliar do então treinador da Albiceleste, Marcelo Bielsa.

Na ocasião, se um jogador atuasse por uma seleção de base em um jogo oficial, competitivo ou amistoso, ele ficava impossibilitado de representar outra nação. Por isso, a Associação de Futebol Argentino (AFA) organizou, às pressas, uma partida entre as equipes sub-20 do país e do Paraguai. Os hermanos venceram por 8 a 0 e foi justamente Messi, vestindo a camisa 17, quem fez o último gol.

No ano seguinte, Messi liderou a Argentina ao título do Campeonato Mundial sub-20, na Holanda. Decisivo, balançou as redes nos quatro jogos das fases eliminatórias.

Entre as “vítimas”, estiveram o Brasil nas semifinais (vitória por 2 a 1) e, ironicamente, a própria Espanha, que sofreu dois gols do craque no triunfo da Albiceleste por 3 a 1.

Se era o destino que Messi, de fato, vestisse a camisa argentina ao invés da espanhola, quis ele também que a despedida do camisa 10 em Copas do Mundo ocorresse justamente diante da Fúria e com Yamal – o bebê por ele “banhado” – do outro lado. Uma simbólica passagem de bastão para decidir o campeão deste Mundial de protagonistas.

Agência Brasil

Quatro pessoas sentadas lado a lado em mesa de madeira escura em ambiente formal, com público ao fundo. Dois homens à esquerda, um homem e uma mulher à direita, todos com roupas formais. Placas com nomes indicam Flavio Bolsonaro e Leticia Sarti Massoli.

 

Novo recorte de pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (16) mostra que a maioria dos brasileiros culpa mais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que o presidente Lula (PT) pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Questionados sobre o motivo do anúncio, 51% dos entrevistados responderam concordar mais com Lula de que Flávio apoiou o tarifaço do país estrangeiro para prejudicar o governo federal. Outros 30% disseram acreditar mais na versão do senador, que afirma ter pedido para Trump não taxar o Brasil.

Foram entrevistados 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas domiciliares face a face feitas de 10 a 13 de julho. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-07181/2026.

A pesquisa foi realizada antes de o governo de Donald Trump acolher recomendação do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) e confirmar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, decisão divulgada nesta quarta-feira (15).

Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados responderam ter conhecimento das notícias sobre as novas tarifas do governo americano, naquele momento ainda na fase de análise, ante 38% que disseram não ter ficado sabendo.

Quase metade dos brasileiros (49%) disse concordar mais com Lula no sentido de que as sobretaxas são uma retaliação dos Estados Unidos ao Pix. Por outro lado, cerca de um terço (33%) expressou alinhamento a Flávio, para quem essas tarifas foram uma resposta a declarações do petista contra os americanos.

No início deste mês, o pré-candidato do PL afirmou, em audiência nos Estados Unidos promovida pelo USTR, que a adoção de uma tarifa beneficiaria Lula e que agora seria “o pior momento” para implantá-la. Também afirmou que um novo tarifaço poderia aproximar o Brasil da China e defendeu o Pix.

Mesmo assim, para 42%, essa nova proposta de sobretaxa de Trump faz ter mais vontade de votar em Lula. Em relação ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 27% responderam o mesmo. Outros pré-candidatos apareceram na resposta de 23%.

Indagados sobre se acreditavam que essas tarifas poderiam prejudicar sua vida ou a de sua família, 63% responderam afirmativamente, enquanto 31% afirmaram que não.

Como mostrou a Folha, o PT espera intensificar os ataques ao adversário após a decisão do novo tarifaço. O plano é investir na pecha de traidor da pátria e martelar o termo que cunhou para associá-lo à medida: “tariflávio”.

Nesta quinta, o filho do ex-presidente comentou a decisão sobre as tarifas nas redes sociais, atribuindo a responsabilidade ao petista: “A culpa do tarifaço é do Lula!”. Cunhou, inclusive, seu próprio apelido, “PT, o Partido do Tarifaço”.

“Enquanto eu estava nos EUA tentando evitar o tarifaço, Lula preferiu provocar Trump. O Brasil sequer enviou representantes para defender os nossos interesses. O Brasil tem futuro, mas não tem mais tempo a perder! Vamos nos unir e resgatar o Brasil!”, escreveu ele.

Folha de SP

 

A pré-candidatura do deputado federal Duarte Júnior (Avante) ao Senado pode sofrer um duro revés. O partido não deve conceder legenda ao parlamentar para disputar as eleições de outubro, decisão que inviabiliza sua participação na corrida eleitoral.

A informação foi divulgada pelo blog Café Quente, do ex-deputado Rogério Cafeteira. Segundo a publicação, Duarte atribui sua retirada da disputa à atuação de outros dois pré-candidatos ao Senado, cujos nomes não foram revelados. O Avante estaria disposto apenas a dar legenda para Duarte concorrer à reeleição de deputado.

Nos bastidores, já havia sinais de que a permanência de Duarte no projeto enfrentava resistência dentro do Avante. Nas últimas semanas, cresceram as articulações em torno do comando da legenda, deixando o deputado em estado de alerta.

Em uma das publicações, o parlamentar afirmou que o Maranhão precisa de “um senador que vote pelo povo, não por grupos poderosos”, defendendo um mandato independente e sem vínculos com interesses políticos tradicionais.

Apesar da estratégia para tornar sua candidatura irreversível, a decisão do Avante encerra, ao menos por enquanto, o projeto de Duarte Júnior de disputar uma vaga no Senado. Sem legenda, o deputado federal não poderá participar das eleições de outubro.

O prefeito de Imperatriz anunciou apoio ao ex- prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na disputa pelo governo do Maranhão, destacando que a decisão foi tomada com foco nos interesses da população e no desenvolvimento do município.

Em manifestação pública, o gestor afirmou que sua prioridade sempre foi a cidade e ressaltou que a experiência administrativa de Braide foi determinante para a escolha. Segundo ele, a parceria busca ampliar o diálogo institucional, fortalecer a cooperação entre os municípios e viabilizar novos investimentos para Imperatriz.

O prefeito também destacou que a responsabilidade de quem administra uma cidade exige decisões voltadas ao interesse coletivo, independentemente de questões políticas, e defendeu que a população deve estar em primeiro lugar.

Ao justificar o apoio, afirmou confiar na capacidade de gestão de Eduardo Braide e na possibilidade de que a união entre as lideranças contribua para acelerar projetos e ações em benefício do município.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil protocolou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pedindo que seja assegurada a comunicação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. 

O pedido considera que o senador tem direito a se comunicar com o ex-presidente por ser seu advogado e que essa comunicação é indispensável ao exercício da natureza técnica da advocacia

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante sessão da corte em Brasília
04/09/2024 REUTERS/Adriano Machado

 

 

O documento foi apresentado após representação encaminhada pelo advogado Flávio Bolsonaro à Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas. Nesta segunda-feira (13), Moraes ordenou a suspensão de visitas de Flávio a Jair, após o senador divulgar em redes sociais uma carta do ex-presidente.

A divulgação, feita no sábado (11) representa, para o ministro do STF, desrespeito a determinação de afastamento de Jair Bolsonaro das redes sociais e desvio de finalidade no exercício do direito de visita. 

Segundo a OAB, a manifestação tem caráter técnico e exclusivamente institucional e não ingressa no mérito da decisão judicial nem das circunstâncias que a motivaram. O objetivo, informa a OAB, é o de “assegurar o exercício da defesa técnica, em observância às prerrogativas da advocacia previstas no Estatuto da Advocacia”.

“A OAB está à disposição para defender as prerrogativas profissionais de todas as advogadas e de todos os advogados do país, independentemente de quem eles representem ou de qualquer circunstância relacionada ao caso concreto. Trata-se de assegurar direitos previstos em lei e indispensáveis ao pleno exercício da advocacia”, afirmou via assessoria o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas da OAB, Alex Sarkis.

O ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o ofício da OAB. Em sua decisão na segunda-feira, o ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.

No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Após passar por cirurgia, obteve autorização judicial para cumprir a pena em prisão domiciliar.

Após determinar o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nova decisão que ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir na destinação de emendas parlamentares. O magistrado acrescentou que as leis vigentes proíbem a “terceirização e a privatização” de emendas.

O ministro ordenou na semana passada restrições patrimoniais a Valdemar e Cunha afirmando que ambos, mesmo sem mandato, eram responsáveis por indicação de emendas, papel que cabe apenas a deputados e senadores.

“Uma oligarquia parlamentar já seria um grave equívoco constitucional; ainda é pior quando um pequeno grupo se acha legitimado até mesmo para transferir a terceiros — que não são parlamentares — o controle sobre a alocação de recursos do Orçamento Geral da União”, frisou em despacho assinado nesta manhã na ação que trata da transparência e rastreabilidade das emendas.

O ministro rechaçou o que chamou de “mercado de terceirização ou privatização” de emendas. Afirmou que tal regime é “totalmente incompatível” com a Constituição e viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade.

Ele também fez um alerta envolvendo a eleição deste ano: ponderou que as violações são ainda maiores se se verificar uma ligação entre a “esdrúxula terceirização de emendas e projetos eleitorais”. Segundo o ministro, tal cenário implicaria em um “choque frontal” contra os valores da Constituição.

Ainda de acordo com o ministro, as “terceirizações” e “cessões” de emendas são “obviamente ilegais”. Dino indicou que o Congresso pode até alterar a Constituição para criar novas modalidades de emendas, como “emendas de partidos políticos, de ONGs, de Igrejas, Sindicatos, abaixo-assinados, votação pela internet, emendas de Estados, Municípios”.

No entanto, segundo o ministro, “no atual momento jurídico”, somente deputados e senadores podem se dirigir a funcionários do Congresso e indicar emendas. “As condutas díspares já identificadas ou em identificação estão sendo tratadas em autos específicos”, assinalou ainda, em referência as apurações que chegaram a Cunha e Valdemar, por exemplo.

Anomalia

Indiretamente, o ministro acabou rebatendo as alegações de Valdemar, Cunha e de outros políticos sobre as investigações por suposto peculato-desvio e associação criminosa em razão da indicação de emendas parlamentares.

O ministro destacou, por exemplo, que acordos partidários podem ser celebrados, mas “jamais podem implicar o descumprimento da Constituição Federal”. “Seria normal que um parlamentar atendesse a uma sugestão eventual de um aliado político, mas é totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar”, explicou.

Dino ressaltou que as prerrogativas dos deputados e senadores “não podem ser delegadas, cedidas ou informalmente transferidas” a outras pessoas, sob pena de “afronta aos princípios da indisponibilidade do interesse público e do patrimônio público”. Segundo o ministro, a indicação de uma emenda não pode ser terceirizada vez que a legitimidade do mandato de um parlamentar está ligada à parcela da população que o elegeu.

“A definição da destinação dos recursos públicos é incompatível com a atuação de centros informais de deliberação orçamentária, sejam eles integrados por parlamentares que atuem à margem dos procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação de regência — a exemplo da inconcebível transformação de “emendas de comissão” em “emendas de líder partidário”, prática inexistente na ordem jurídica e expressamente vedada —, sejam por ex-parlamentares, dirigentes partidários ou quaisquer outros agentes privados destituídos de legitimidade para interferir na alocação de recursos públicos, hipótese que se revela ainda mais excêntrica.”, frisou.

Dino afirmou que as emendas não são partes do “patrimônio privado” dos Congressistas de modo que os mesmos não podem “ceder, emprestar ou vender” as mesmas. Chegou a ilustrar a indicação citando outras prerrogativas dos parlamentares, como o direito ao gabinete e ao apartamento funcional.

“Um membro do Congresso Nacional resolve não utilizar o seu gabinete de trabalho ou o apartamento funcional a ele destinado. Ele pode cedê-los a terceiros que não são parlamentares? Ou alugá-los a um particular? Evidente que não, pois há a indisponibilidade do patrimônio público e a afetação a finalidades normativamente estabelecidas”, salientou.

Autor de emenda não é “proprietário” de parte do orçamento, diz Dino
Os recados constam de despacho dado na ação que acompanha o cumprimento do julgamento do STF sobre a rastreabilidade e a transparência das emendas parlamentares. No documento, Dino determinou, por exemplo, que relatórios da Controladoria-Geral da União com indícios de desvios sejam encaminhados à Polícia Federal para abastecer ou gerar novos inquéritos sobre o tema.

Outra determinação foi para que autoridades se manifestem sobre relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS que identificou “fragilidades relevantes” no planejamento, gestão, execução, monitoramento e prestação de contas relacionadas a emendas da saúde.

Ao tratar do tema, Dino defendeu a atuação do STF no caso das emendas, destacando que a Corte tem “zelado” pela constitucionalidade e legalidade da tramitação das mesmas.

“Jamais houve qualquer medida atinente ao “mérito” das deliberações parlamentares ou governamentais, por exemplo quanto a cidades destinatárias de recursos, ações financiadas e finalidades. Ocorre, entretanto, que dinheiro público não comporta execução privada, como se cada autor de emenda se transformasse em “proprietário” de parcelas do orçamento federal, com o suposto direito absoluto a usar e dispor, com “liberdade””, advertiu.