- Abuso de Poder
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo Partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin. A decisão reconhece que o processo preenche todos os requisitos legais para apurar suposto abuso de poder político nas eleições de 2026.
O ministro determinou a notificação oficial dos alvos para que apresentem defesa no prazo de cinco dias. A ação aponta que o governo federal editou 35 atos normativos — entre medidas provisórias e decretos — apenas entre janeiro e outubro de 2026 para criar ou ampliar benefícios sociais, número que iguala toda a produção de benesses somada nos três anos anteriores (17 em 2023, 4 em 2024 e 14 em 2025).
Prazo para defesa: Lula e Alckmin têm 5 dias para manifestar esclarecimentos à corregedoria do TSE;
Próximos passos: após a resposta dos advogados, o TSE decidirá se colherá depoimentos de testemunhas e produzirá provas para o julgamento final
Pressão jurídica: esta é a 12ª ação aberta na corregedoria da Corte Eleitoral com foco na chapa presidencial.
- Mais caros
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

O governo federal publicou uma Medida Provisória que fixa o início da cobrança do Imposto Seletivo — popularmente chamado de “imposto do pecado” para o dia 2 de fevereiro de 2027. A regulamentação faz parte da transição do novo modelo de tributação sobre o consumo previsto pela reforma tributária.
A nova taxa incidirá sobre produtos e serviços considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente, com a cerveja recebendo uma alíquota de 4,2% no período inicial. O objetivo principal da medida tem caráter extrafiscal, visando encarecer o consumo de itens prejudiciais e desestimular a sua produção.
Entenda a aplicação: o tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, veículos poluentes, extração mineral e apostas esportivas/fantasies;
Manutenção da carga em 2027: a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões no primeiro ano, mantendo o nível atual da carga tributária durante a transição;
Aumento a partir de 2028: o governo enviará ao Congresso, até maio de 2027, um projeto de lei com as alíquotas definitivas que passam a vigorar a partir de 2028 para elevar a tributação.
- “Caso master paraguaio”
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5.nov.2026). O anúncio ocorre em meio ao agravamento de uma crise no sistema financeiro do país, deflagrada pela intervenção e liquidação do Ueno Bank, uma das maiores instituições bancárias digitais do Paraguai.
A crise política escalou rapidamente após o descobrimento de uma grave insuficiência no índice de solvência da instituição, provocando a renúncia prévia do presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo. Pressionado pela oposição, que articulava a abertura de um processo de impeachment no Congresso com denúncias de conflito de interesses, Peña optou por encaminhar a sua renúncia.
Origem do escândalo: a crise eclodiu com a suspensão das operações do Ueno Bank pelo Banco Central após constatação de insolvência, atingindo cerca de 3 milhões de correntistas;
Efeito dominó: antes do anúncio de Peña, o presidente do Banco Central do Paraguai já havia entregado o cargo e o governo cancelara a participação em compromissos internacionais;
Transição política: o pedido de renúncia foi enviado ao Congresso Nacional do Paraguai, que se reúne de emergência para formalizar a sucessão presidencial.
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta (5/11), em São Luís/MA, um mandado de busca e apreensão no endereço de um suspeito de diversas fraudes na concessão de financiamento de veículos.
Utilizando informações pessoais das vítimas sem autorização, eram elaborados contratos de financiamento de veículos, só descobertos quando a dívida era cobrada pela instituição financeira.
As investigações apontam que uma das táticas criminosas consistia na oferta de brindes às vítimas, sob a justificativa de que se tratava de uma promoção. Para a liberação do brinde, era solicitada a coleta da biometria das vítimas, posteriormente utilizada para a contratação dos financiamentos fraudulentos.
As investigações prosseguem na tentativa de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema de fraude a financiamentos veiculares.
A Polícia Federal recomenda que haja especial cautela em relação aos dados biométricos, ainda quando solicitados em situações aparentemente corriqueiras ou inofensivas. Tais dados podem ser utilizados por organizações criminosas para a aplicação de golpes e prática de diversos crimes.
- Operação
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), em São Luís/MA, a Operação Recuperação. Trata-se da segunda fase da Operação Dupla Usurpação, deflagrada em 2023, relativa a crimes de extração ilegal de ouro em garimpos ilegais próximo à Vila Aurizona, zona rural do município de Godofredo Viana/MA.
Os registros demonstram que os garimpos ilegais estão inseridos na Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses.
Os fatos investigados configuram crimes ambientais, mas também crimes de usurpação de bens da União e de associação criminosa.
Por tais motivos, a Justiça Federal determinou a expedição de três mandados de prisões preventivas, referentes aos principais envolvidos, além de outras medidas cautelares, como o bloqueio de bens e valores em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.
Os prejuízos calculados, considerando apenas o dano ambiental, já são superiores a 10 milhões de reais.
Os presos foram conduzidos aos presídios de Godofredo Viana e São Luís.
- Redução
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

A redução da maioridade penal será discutida no Parlamento por meio da PEC 32/2015, atualmente em análise em comissão especial na Câmara dos Deputados. A comunicação foi feita aos senadores pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sessão desta quarta-feira (4).
O anúncio de Davi veio após o desmembramento de duas emendas sobre o tema à PEC 18/2025 — a PEC da Segurança Pública, aprovada na terça-feira (3). As emendas, dos senadores Rogerio Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE), foram transformadas em duas propostas autônomas.
Parte dos senadores esperava a aprovação de um calendário especial para a análise das propostas, com dispensa de prazos e votação direta no Plenário. Segundo Davi, porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta, ponderou que o tema já está em discussão pelos deputados em comissão especial desde agosto.
— Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados — disse Davi, acrescentando que o compromisso de Motta é colocar o texto em votação ainda no mês de novembro.
Prazo
Autor do requerimento de calendário especial para as PECs do Senado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que não discordaria da decisão de Davi, mas propôs que seja definido um prazo para a deliberação da Câmara. Caso contrário, o Senado deliberaria as PECs desmembradas.
— Vossa Excelência poderia estabelecer uma data: 1º de dezembro. Se até o dia 1° de dezembro a PEC não vier da Câmara dos Deputados, há o requerimento assinado por mais de 50 senadores para colocar em votação com quebra de interstício, em urgência, a PEC sobre a maioridade — disse Braga, apoiado pelo senador Cid Gomes (PSB-CE).
Senadores oposicionistas afirmaram que a decisão do presidente do Senado descumpre compromisso firmado na terça-feira após o desmembramento das propostas.
— O senhor é o presidente do Congresso, senador. Não é a Câmara dos Deputados que diz como vai ser, o Senado é a Casa alta. O senhor fez um compromisso e compromisso é para ser cumprido — disse o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder de seu partido.
Em resposta, Davi Alcolumbre fez um desabafo sobre a polarização política no país.
Cláusula pétrea
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o melhor caminho seria fazer a alteração por meio de um projeto de lei já aprovado pelo Senado em 2025 e enviado à Câmara. Para ele, o Senado deveria cobrar a análise do texto, já que a redução da maioridade penal é considerada por alguns como cláusula pétrea, tema que não pode ser alterado na Constituição.
O PL 1.473/2025, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), não reduz a maioridade penal, mas aumenta o tempo máximo de internação de adolescentes infratores. Esse tempo poderia ser dobrado nos casos mais graves. A alteração seria feita no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
— Por que é mais interessante, tecnicamente, este caminho do que a PEC? Porque a PEC vai ser objeto de questionamentos. Há a possibilidade de votar uma PEC e não ter o resultado, e deixar de lado um projeto de lei que garante o resultado — alertou o senador.
Propostas
Uma das propostas desmembradas da PEC da Segurança Pública é a PEC 20/2026, do senador Camilo Santana, que reduz a maioridade penal para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, a maioridade continua aos 18 anos. A proposta era tida como a com maior probabilidade de consenso para votação no Senado.
A outra proposta é a PEC 19/2026, do senador Rogerio Marinho, que busca reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Já a PEC 32/2015, do ex-deputado Gonzaga Patriota, estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão especial da Câmara junto com outras PECs sobre o tema.
Fonte: Agência Senado


