- Mudanças
- 15 de setembro de 2026
- Por: Redação

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou um pacote de medidas emergenciais para reforçar e melhorar o funcionamento do sistema de ferryboats que faz a ligação entre São Luís e a Baixada Maranhense. As ações começam a ser implantadas imediatamente.
As medidas foram apresentadas durante uma reunião realizada no domingo (13), no Palácio dos Leões, que reuniu prefeitos e representantes de 19 municípios da região, além de secretários estaduais, dirigentes de órgãos públicos e representantes das empresas responsáveis pelo transporte aquaviário.
O pacote contempla ações em áreas como saúde, segurança, atendimento aos passageiros, fiscalização das empresas operadoras, ampliação da capacidade do sistema e utilização de novas ferramentas tecnológicas.
Segundo Brandão, o objetivo é garantir mais segurança, eficiência e respeito aos usuários do serviço.
“Estamos adotando medidas imediatas para garantir mais segurança, saúde e respeito a todos que utilizam o ferryboat. Também estamos cobrando das empresas operadoras uma prestação de serviço de qualidade.”
Frota será ampliada
O Governo do Estado também anunciou a ampliação da frota de ferryboats. No início da atual gestão, em 2022, apenas duas embarcações estavam em operação. Com a incorporação de outras duas, o número passou para quatro.
Nos próximos dias, o ferry São Miguel deverá ser incorporado ao sistema. Posteriormente, está prevista a chegada do São Rafael, elevando a frota para seis embarcações.
Os terminais do Cujupe e da Ponta da Espera também passaram por intervenções, incluindo reformas, ampliação das áreas de estacionamento e melhorias nas rampas de embarque e desembarque.
Reforço na estrutura de saúde
Entre as principais medidas anunciadas está a instalação de uma sala de estabilização no Terminal do Cujupe, que contará com equipe médica 24 horas e uma ambulância UTI de prontidão.
Na Ponta da Espera, também haverá uma ambulância disponível para atendimento. Em situações de maior gravidade, o Governo poderá utilizar aeronaves do Centro Tático Aéreo (CTA) para o transporte de pacientes.
Outra medida prevista é a construção de um heliponto no Cujupe, com o objetivo de agilizar a transferência de pacientes para São Luís.
O Estado também anunciou o reforço da integração com as secretarias municipais e a disponibilização de uma ambulância UTI em Viana.
Além disso, serão abertos mais dez leitos de UTI no Hospital Macrorregional Jackson Lago, em Pinheiro. As transferências continuarão obedecendo aos critérios de regulação do sistema de saúde.
Mais segurança e fiscalização
Na área da segurança, duas viaturas foram destinadas aos terminais da Ponta da Espera e do Cujupe, onde permanecerão de plantão. Também serão instalados totens de monitoramento.
Para melhorar o atendimento aos passageiros, novos profissionais serão contratados e identificados com a camisa “Posso Ajudar?”. Eles terão a função de orientar os usuários, esclarecer dúvidas e auxiliar durante o embarque.
O Governo também pretende ampliar a divulgação dos horários das viagens, permitindo que os passageiros se programem com antecedência e reduzam o tempo de espera nos terminais.
Outra medida anunciada é o reforço da atuação do Procon, que manterá equipes diariamente nos dois terminais para fiscalizar a prestação do serviço. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas multas e outras medidas previstas na legislação.
A expectativa do Governo do Estado é que o conjunto de ações contribua para melhorar a qualidade, a segurança e a eficiência da travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense.
Imirante
- Dark Horse
- 14 de setembro de 2026
- Por: Redação

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o empresário Fernando José Macieira Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. Também foi alvo da ação uma pessoa ainda não identificada, apresentada como “pastor e amigo de longa data” de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No documento, Flávio relata que Karina foi procurada, em maio e agosto deste ano, por Fernando Sarney e pelo pastor, que supostamente ofereceram apoio jurídico e a promessa de imunidade em troca de uma delação premiada com conteúdo direcionado para prejudicar o candidato à presidência.
A produtora disse que recusou a proposta. Em setembro, Karina foi alvo de operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino, relator das investigações no STF.
A denúncia de Flávio aponta para possível crime de coação no curso do processo, pois a produtora, segundo seu relato, teria sido pressionada sob a promessa de evitar operações policiais se aceitasse delatar.
Fernando Sarney e o pastor ainda não foram oficialmente acusados, pois não houve confirmação das versões conflitantes apresentadas. O senador pede que as investigações sejam públicas, com sigilo apenas para documentos que possam comprometer diligências.
A notícia-crime levanta questões graves sobre possível uso da delação premiada para interesses políticos e pressões indevidas em ano eleitoral, um tema que certamente continuará no foco das investigações e da atenção do STF.
- 14 de setembro de 2026
- Por: Redação

O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim, relator do registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), votou pelo indeferimento da candidatura de Roberto Coelho Rocha (PRTB) ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026.
O voto foi apresentado no julgamento de uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura apresentada por Lariane Telles Mendonça e acompanha o parecer do Ministério Público Eleitoral.
Para o relator, o caso apresenta indícios de fraude e simulação relacionados à filiação partidária de Roberto Rocha. O principal ponto questionado é o registro da filiação do candidato ao PRTB com efeitos retroativos a 4 de abril de 2026, justamente a data-limite para o cumprimento do prazo mínimo de seis meses de filiação partidária exigido para a disputa.
Segundo Bonfim, Roberto Rocha havia se filiado ao NOVO em 1º de abril de 2026, em ato público que contou com a presença de lideranças nacionais da legenda. Um mês depois, passou a sustentar que já estaria filiado ao PRTB desde 4 de abril.
O relator, porém, considerou incompatível essa alegação com a atuação pública de Roberto Rocha nos meses seguintes. De acordo com o voto, em 1º de maio, o político anunciou sua pré-candidatura ao Senado pelo NOVO, enquanto o próprio partido apresentou representações eleitorais em sua defesa, demonstrando que o considerava filiado e pré-candidato da legenda.
A situação teria se prolongado até junho. Em 21 de junho, mais de dois meses após a suposta filiação ao PRTB, Roberto Rocha voltou a reafirmar publicamente sua pré-candidatura ao Senado e admitiu a possibilidade de disputar o Governo do Estado pelo NOVO. A manifestação foi repercutida pela imprensa como sendo de um pré-candidato da legenda.
Para Sebastião Bonfim, a sequência de fatos é incompatível com a existência de uma filiação genuína ao PRTB desde 4 de abril.
“Esse comportamento público, reiterado e nunca desmentido pelo próprio Impugnado, é, em sua sucessão temporal, incompatível com a existência de filiação genuína e efetiva a outra legenda desde 04 de abril”, afirmou o relator no voto.
A decisão do TRE-MA não é definitiva e Roberto Rocha ainda poderá recorrer às instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
Sistema do PRTB
A defesa de Roberto Rocha alegou que problemas de acesso aos sistemas FILIA e SGIP, provocados por uma disputa interna pelo comando do PRTB, teriam impedido o registro da filiação no período correto.
Bonfim reconheceu que houve dificuldades de acesso aos sistemas eleitorais por parte do partido. No entanto, considerou que esse fato não seria suficiente para explicar a permanência pública de Roberto Rocha vinculado ao NOVO nos meses seguintes.
Segundo o desembargador, mesmo que o PRTB estivesse impossibilitado de realizar o lançamento eletrônico da filiação, isso não explicaria a manutenção do vínculo público de Roberto com o NOVO. O relator destacou ainda que a desfiliação partidária depende de comunicação escrita do próprio filiado ao partido e ao juiz eleitoral, ato que, segundo o voto, não foi demonstrado no processo.
Súmula 52 do TSE
O relator também rejeitou o argumento de que uma decisão anterior da Justiça Eleitoral reconhecendo a filiação de Roberto Rocha ao PRTB impediria a análise do caso no processo de registro de candidatura.
Bonfim afirmou que a Súmula 52 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impede o reexame de uma decisão que efetivamente tenha analisado a filiação partidária, mas não impede a apuração de uma eventual fraude que não tenha sido discutida naquele processo.
Para o desembargador, a decisão anterior não examinou a possibilidade de fraude na retroação da filiação e sequer contou com a participação do NOVO, partido que teria interesse direto na discussão.
O relator citou ainda precedente do próprio TSE para sustentar que uma decisão judicial anterior reconhecendo formalmente uma filiação não impede, posteriormente, a investigação de eventual fraude quando essa questão não foi objeto de discussão no processo original.
Envio ao Ministério Público
Ao analisar o conjunto de provas, Sebastião Bonfim concluiu que Roberto Rocha não conseguiu demonstrar que a filiação ao PRTB havia ocorrido de forma efetiva e genuína até 4 de abril de 2026.
Com isso, o relator julgou procedente a ação de impugnação e votou pelo indeferimento do registro de candidatura de Roberto Rocha ao cargo de governador do Maranhão por ausência da condição de elegibilidade prevista na Constituição e na legislação eleitoral.
Além disso, Bonfim determinou o envio de cópia dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para que sejam adotadas as providências consideradas cabíveis diante dos indícios de fraude e simulação apontados no voto.
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- Caso Master
- 14 de setembro de 2026
- Por: Redação
Os gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmaram que os magistrados receberam nesta segunda-feira (14) todo o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
A entrega ocorreu após Zanin determinar, nesse domingo (13), que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, compartilhasse com ele uma cópia do material. O aparelho foi apreendido em novembro, durante a Operação Compliance Zero, e reúne as mensagens citadas pela PF no relatório usado pelo ministro André Mendonça para pedir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Ele foi seguido por Gilmar Mendes e Moraes. Os ministros fizeram a solicitação para preparação do julgamento da próxima terça-feira (15), em que a Corte analisará o relatório da PF que encontrou 52 mensagens de Vorcaro que tinham Moraes como destinatário (relembre mais abaixo).
Zanin durante julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco — Foto: Gustavo Moreno/STF
Acesso ao material
Cristiano Zanin solicitou na sexta-feira (11) ao presidente do STF, Edson Fachin, acesso irrestrito ao conteúdo do celular do dono do extinto Banco Master.
O presidente da Corte, por sua vez, pediu a André Mendonça que disponibilizasse o conteúdo. No entanto, o relator do caso afirmou que o aparelho não estava com ele, e sim com a PF.
Mendonça detalhou que o telefone — identificado como um iPhone 17 Pro apreendido pela corporação — permaneceu nas instalações da PF em razão de uma decisão de 19 de fevereiro de 2026.
Ainda de acordo com o despacho, o gabinete de André Mendonça possui somente uma cópia de segurança dos dados extraídos do telefone.
🔎 O material consiste em um HD criptografado entregue voluntariamente pela PF em março de 2026, acondicionado em envelope fechado. Mendonça enfatizou que o disco rígido segue intacto e lacrado, sem qualquer violação ou manuseio até o momento.
Horas antes, no domingo, o ministro André Mendonça enviou ofício sustentando que a abertura e o compartilhamento de todo o conteúdo extraído do celular “somente contribuiria para tumultuar o julgamento” e colocaria “em risco todo o seguimento e êxito das investigações”.
De outro lado, ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o próprio Zanin vinham cobrando acesso irrestrito ao espelhamento completo do aparelho para contextualização ampla dos fatos antes de qualquer deliberação do plenário.
Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir, enquanto Moraes pontuou que “não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento”.
No documento deste domingo, Mendonça rebateu as cobranças e assegurou que todos os integrantes do tribunal têm acesso ao mesmo material que ele próprio utilizará.
“Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”, escreveu.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também enviou uma manifestação a Fachin defendendo que todos os ministros da Corte tenham acesso integral dos dados extraídos do aparelho.
Com a informação de Mendonça de que o material estava com a PF, Zanin reforçou o pedido e determinou que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, compartilhasse o conteúdo com ele em até 24 horas.
O que foi feito nesta manhã, segundo os gabinetes.
G1
- Ex-presidente
- 14 de setembro de 2026
- Por: Redação
O Hospital UDI confirmou, na noite deste domingo (13), que o ex-presidente José Sarney está internado com um quadro de infecção respiratória — pneumonia.
Ele deu entrada na unidade hospitalar durante a tarde, em São Luís.
De acordo com o boletim médico, Sarney apresenta condição clínica estável, com a pressão arterial controlada. O ex-presidente respira sem auxílio de oxigênio e recebe antimicrobianos por via intravenosa.
Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
- Caso Master
- 14 de setembro de 2026
- Por: Redação


O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo, 13, que a Polícia Federal entregue ao seu gabinete, até as 23h, uma cópia da mídia do celular de Daniel Vorcaro apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero. Em ofício, Zanin comunicou ao presidente da Corte, Edson Fachin, a requisição feita diretamente ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O movimento ocorreu no mesmo dia em que André Mendonça defendeu manter sob sigilo a íntegra das informações contidas no celular de Vorcaro. Em despacho divulgado neste domingo, o ministro afirmou que todo o material necessário para a sessão de terça-feira, 15, já havia sido disponibilizado aos integrantes do Supremo.
Horas depois, Zanin tomou o caminho oposto e requisitou diretamente para PF uma cópia da mídia. No ofício, o ministro afirmou que precisa conhecer o material para formar sua convicção antes da sessão extraordinária de terça-feira, quando o plenário analisará o processo sobre as mensagens enviadas por Vorcaro, dono do Banco Master, a Alexandre de Moraes.
Segundo Zanin, o julgamento ainda “não tem objeto definido” e poderá exigir a análise de elementos extraídos do aparelho de Vorcaro. O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Zanin registra que Mendonça já havia requisitado cópia da mídia e que a própria Polícia Federal informou ser possível fornecer o mesmo material aos demais gabinetes do Supremo sem prejuízo da cadeia de custódia. O argumento contrasta com a posição adotada por Mendonça horas antes, quando o ministro afirmou que a abertura de todas as informações contidas no celular de Vorcaro acrescentaria elementos que ainda não constam dos autos e poderia “tumultuar o julgamento” de terça-feira, além de colocar em risco o andamento das investigações.
Segundo o despacho de Zanin, a mídia também já havia sido compartilhada com os advogados de Vorcaro e com o Congresso Nacional, para instruir a CPMI do INSS, por determinação de Mendonça.
Estadão


