Caviar, vieiras e vinhos: imagens mostram como foi o almoço ‘ultra vip’ organizado por Vorcaro para Moraes

Alexandre de Moraes com o chef de cozinha José Maria Meira em Campos do Jordão

Imagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro revelam como foi um almoço “ultra vip” organizado pelo banqueiro para agradar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na recepção realizada para o seu “convidado mais importante” no hotel Six Senses Botanique, em Campos do Jordão (SP), o ex-dono do Banco Master serviu um menu exclusivo, com caviar, vieiras com ovas de salmão, ovo trufado, foie gras com banana, carne dry aged, wagyu e trufas, entre outras iguarias.

Para a seleção dos vinhos, foram preferidas garrafas de “safras antigas e boas”. “Precisa pegar 4 vinhos top na minha adega. 5 na verdade”, escreveu Vorcaro para o chef de cozinha José Maria Meira, contratado para o evento reservado. Entre os rótulos selecionados por Vorcaro, estavam La Tâche, Haut-Brion, Château Mouton Rothschild e Château Cheval Blanc, que podem custar dezenas de milhares de reais por unidade.

Embora não tenha participado da recepção, Vorcaro se debruçou sobre todos os preparativos para o encontro, realizado em 30 de dezembro de 2023. Em uma das mensagens, o banqueiro reclamou da disposição das latas de caviar beluga sobre a mesa. Cada unidade é vendida no Brasil por preços que variam de R$ 830 a R$ 4,5 mil.

“Essas latas de caviar já na mesa não tá deixando muito pomposo, não? Quero almoço espetacular mas sem forçar a barra de aparecer. Não sei. Era melhor levar na hora”, disse Vorcaro.

O chef, então, respondeu: “Não, príncipe, fica em paz. Vou levar na hora. Tirei (a foto) só pra você entender a experiência. (…) Deixa comigo. Estou inspirado hoje”. Em seguida, enviou ao banqueiro uma sequência de imagens com a disposição dos pratos.

As mensagens mostram ainda que o chef foi avisado três dias antes de que deveria preparar uma refeição especial para Moraes. Na ocasião, disse que precisaria correr para conseguir trufas brancas, iguaria que pode custar até R$ 24 mil o quilo.

“Posso deitar o cabelo… kkkk trufa, caviar, vieiras, foie, wagyu”, escreveu o funcionário. “Se tiver alguma recomendação especial me avisa aqui! Casa Vorcaro está sempre pronta!!!”, complementou.

Procurados, Moraes, a defesa de Vorcaro e o chef José Maria Meira não se manifestaram.

‘Evitar falar meu nome’

Enquanto o chef cuidava do banquete, os diálogos mostram que Vorcaro se dedicou à escolha dos vinhos. Mandou buscar os rótulos em sua adega e reclamou quando o funcionário informou que os mais antigos disponíveis eram uma garrafa da safra de 1997 e outra de 2001. “Não tem mais antigo?”, questionou o banqueiro. Depois, orientou o funcionário a selecionar um “branco 1983”.

Na troca de mensagens sobre a recepção em Campos do Jordão, Vorcaro também pediu ao chef que evitasse citar seu nome. “Outra coisa, evitar falar nome, até o meu, pra não constranger o convidado principal. Só se ele perguntar algo de mim aí pode falar normalmente. Mas, caso contrário, deixa o momento ser algo como se fosse dele perante os demais convidados. Assim, evita constrangê-lo”, disse Vorcaro.

Daniel Vorcaro troca mensagens com o chef José Maria Meira sobre os preparativos para o almoço. — Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro troca mensagens com o chef José Maria Meira sobre os preparativos para o almoço. — Foto: Reprodução
As conversas mostram detalhes do cardápio e dos ingredientes escolhidos para a recepção. — Foto: ReproduçãoAs conversas mostram detalhes do cardápio e dos ingredientes escolhidos para a recepção. — Foto: Reprodução
Vorcaro orienta o chef sobre a seleção de vinhos para o encontro realizado em Campos do Jordão. — Foto: ReproduçãoVorcaro orienta o chef sobre a seleção de vinhos para o encontro realizado em Campos do Jordão. — Foto: Reprodução

No mês seguinte, em janeiro de 2024, ao estreitar laços com Moraes, Vorcaro firmou um contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher do ministro do STF. O acordo previa o pagamento de R$ 131 milhões em três anos pelo serviço de “consultoria estratégica” e foi editado pelo gabinete do próprio magistrado. Em nota, Viviane tem reiterado a legalidade da sua atuação como advogada do ex-dono do Master.

‘Está precisando de um abraço’

Outro funcionário do banqueiro, que acompanhava a movimentação dos convidados e mantinha Vorcaro informado, contou que o chef havia posado para uma foto e trocado contatos com Moraes. O dono do Master, então, orientou o funcionário a repreendê-lo pela iniciativa. “Isso não podia né. Fale com ele pra mim que eu não vou gostar disso”.

Depois, o funcionário explicou que o cozinheiro o havia chamado de lado e dito que “não podia falar ‘não’ para o ministro”. Vorcaro ficou aliviado e disse: “Mas se o ministro que pediu tudo bem. Menos mal”.

O banqueiro também orientou os funcionários a entregar aos convidados uma caixa com vinhos. “Pode fazer. A caixa. E dar de presente sim”.

As conversas mostram que a recepção durou cerca de quatro horas e meia. Ao final, o chef informou a Vorcaro que a missão havia sido cumprida. “Missão dada, missão cumprida”, disse, acrescentando que os convidados estavam “no charuto”.

Ao enviar a Vorcaro a foto que havia feito com o ministro, o chef ainda brincou: “Esse cara está precisando de um abraço. E claro um pouco de caviar com claras e gemas”.

O Globo

Duarte Jr. relata ataque a tiros contra carro durante agenda em Morros — Foto: Reprodução/Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Duarte Jr. relata ataque a tiros contra carro durante agenda em Morros — Foto: Reprodução/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Duarte Jr. (Avante) registrou um boletim de ocorrência após relatar que o carro em que estava foi atingido por quatro tiros na noite de terça-feira (29), durante uma agenda de campanha em Morros, no Maranhão. Ninguém ficou ferido.

Segundo o boletim registrado na Polícia Civil de Morros, um veículo se aproximou do carro do deputado e fez manobras bruscas até obrigar o motorista a parar. Em seguida, um homem armado e com o rosto coberto por uma balaclava desceu e fez ameaças ao parlamentar.

Ainda conforme o registro policial, o homem chamou Duarte pelo nome, disse que ele “tinha que parar” e que sabia que “estava mentindo“. Depois, segundo o boletim, o suspeito fez cerca de quatro disparos, que atingiram o veículo do deputado.

O boletim aponta que o suspeito estava acompanhado de outro homem, que permaneceu dentro do carro. Após os tiros, os dois fugiram e não haviam sido identificados até a publicação desta reportagem.

Carro foi atingido em diferentes pontos

Duarte Jr. registra BO após relatar ataque a tiros durante agenda de campanha no MA — Foto: Reprodução
Duarte Jr. registra BO após relatar ataque a tiros durante agenda de campanha no MA — Foto: Reprodução

Duarte afirmou que os disparos atingiram o pneu, o capô, a coluna e uma vidraça traseira do veículo. O deputado também disse que estava acompanhado apenas do motorista no momento do ataque.

Segundo o parlamentar, depois dos disparos, ele e o motorista desceram do carro. Duarte afirmou que um dos suspeitos apontou uma arma na direção deles e ordenou que os dois jogassem os celulares para longe.

O deputado também relatou que o homem fez ameaças relacionadas a declarações públicas feitas por ele.

Deputado estava em agenda de campanha

Duarte afirmou que cumpria agenda de campanha em Morros quando ocorreu o ataque. Segundo ele, parte da equipe havia seguido à frente em um carro de apoio, por isso ele estava acompanhado apenas de outra pessoa naquele momento.

Após o episódio, Duarte afirmou que aguardava uma pessoa responsável por sua segurança e uma viatura policial para deixar a região.

Até o momento, não há confirmação sobre a autoria dos disparos nem sobre a motivação do ataque. Após o episódio, o deputado publicou uma nota em uma rede social. Veja a íntegra:

“Hoje, durante meu deslocamento para Morros, no Maranhão, atiraram contra o carro em que eu estava. Graças a Deus, estamos bem.

Já recebemos o suporte das autoridades policiais, que vão apurar o local exato e as circunstâncias do ocorrido.

Agradeço a preocupação e as mensagens de apoio. Minha prioridade agora é cuidar da segurança de todos que estavam comigo e colaborar para que os fatos sejam esclarecidos. Vou compartilhar novas informações assim que forem confirmadas.

Continuem rezando por mim, pela minha família e pela minha equipe”.

G1 Maranhão

 

Os candidatos governador do Maranhão André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU) protagonizaram enfrentamento no debate da TV Mirante realizado na noite desta terça-feira (29).

O debate foi mediado pelo jornalista Hélter Duarte, da TV Globo, e teve 2 horas e 45 minutos de duração.

O programa – transmitido ao vivo pela emissora -, foi realizado em quatro blocos divididos por perguntas sobre temas livres e sobre temas determinados. O último bloco também contou com as considerações finais de cada um dos participantes.

O primeiro turno das eleições 2026 será realizado no próximo domingo (4), das 8h às 17h.

O debate foi, portanto, um dos últimos compromissos de campanha dos candidatos que tentam alcançar o comando do Palácio dos Leões.

Abaixo, um resumo de como foi o encontro entre seis dos oito candidatos.

Veja como foi o debate, bloco a bloco:

1º bloco – apresentação de candidatos e perguntas de temas livres

Felipe Camarão foi o primeiro candidato a formular pergunta e o escolhido foi Orleans Brandão. O candidato do PT questionou a experiência do adversário para governar o Maranhão e destacou sua trajetória como procurador federal, professor e gestor público.

“Eu sou procurador federal de carreira há 19 anos. Fui professor por 28 anos e dirigi diversos órgãos, tanto no município, quanto no Estado, quanto no governo federal”, afirmou Camarão.

O petista também citou ações realizadas quando esteve à frente da Secretaria de Educação e questionou Orleans sobre sua preparação para assumir o governo estadual.

“Eu queria que você apresentasse a sua experiência, a sua formação. O que você tem para apresentar para governar o Estado do Maranhão?”, perguntou.

Orleans defende ações do governo estadual

Em resposta, Orleans Brandão destacou sua atuação como secretário de Assuntos Municipalistas e apresentou programas do governo estadual como principais marcas de sua trajetória.

“Eu sou empresário, sou administrador de empresas, sou marido da Fernanda há 10 anos, sou pai de dois filhos e tive a missão de ser secretário de Assuntos Municipalistas, de andar o Estado do Maranhão inteiro, de conversar com as pessoas, de resolver muitos problemas”, declarou.

Ele chamou Felipe Camarão de “candidato laranja” de Braide.

O emedebista também citou o programa Maranhão Livre da Fome.

“Criamos o maior programa de transferência de renda da história desse Estado, o Maranhão Livre da Fome, que tirou mais de 1 milhão e 300 mil maranhenses da fome e da extrema pobreza”, afirmou.

Durante a réplica, Felipe Camarão questionou a participação de Orleans na execução do programa e criticou sua atuação como secretário.

“O programa que ele se refere, inclusive com gratidão ao presidente Lula, não passou pela secretaria dele em hora nenhuma. Não teve uma assinatura, não teve um contrato, não teve uma licitação, não teve nada”, disse.

Braide leva debate para gestão em São Luís

Ao ser questionado por Orleans Brandão sobre políticas sociais, Eduardo Braide utilizou sua administração como prefeito de São Luís para defender sua candidatura.

“Como prefeito de São Luís, nós fizemos mais de 2 mil obras que transformaram a vida das pessoas”, afirmou.

Braide citou ações em áreas como educação, saúde e infraestrutura e afirmou que pretende levar o modelo adotado na capital para o Estado.

“Foi trabalhando assim, com dignidade, para mudar as pessoas de verdade, e é assim que a gente vai fazer no Maranhão”, declarou.

Orleans Brandão, na réplica, voltou a criticar a gestão municipal e afirmou que Braide não teria realizado políticas sociais suficientes.

“Você não fez um programa social. Você desmontou a Secretaria de Assistência Social do município”, disse.

O prefeito rebateu as críticas e destacou obras realizadas em São Luís.

“Não existe programa social melhor do que ter uma escola, uma creche de tempo integral. Uma escola que entrega kit de material escolar onde a mãe não precisa gastar dinheiro”, afirmou.

Transporte público e mobilidade geram confronto

O candidato Saulo Arcangeli questionou Braide sobre infraestrutura e transporte público.

“Você deixou uma cidade sem mobilidade, com um problema seríssimo de transporte. A população não consegue chegar ao seu local de trabalho, ao seu local de estudo”, afirmou Saulo.

Braide respondeu defendendo as ações realizadas na capital e citou o programa Trânsito Livre.

“São Luís é reconhecida nacionalmente pelo programa Trânsito Livre, um programa que ajudou a acabar com o engarrafamento em vários pontos da cidade”, declarou.

Na réplica, Saulo criticou o modelo de mobilidade adotado.

“Você privilegia os carros. Primeiro tem que pensar no pedestre, nas pessoas com deficiência, no ciclista e no transporte público”, afirmou.

Meio ambiente e agronegócio entram no debate

Saulo Arcangeli também questionou Roberto Rocha sobre o avanço do agronegócio e os impactos ambientais no Maranhão.

Roberto Rocha afirmou que não há necessidade de conflito entre produção agrícola e preservação ambiental.

“O meio ambiente não precisa estar de um lado e a produção agrícola estar do outro. O desafio é compatibilizar a produção com a proteção”, disse.

O candidato defendeu o fortalecimento da agricultura e afirmou que o Maranhão precisa agregar valor à produção.

“O desafio não é produzir vegetal. O desafio é transformar o vegetal em proteína animal”, declarou.

Saulo, por outro lado, criticou o modelo econômico baseado na expansão agrícola.

“A gente não pode transformar o Maranhão em um deserto. A gente tem que ampliar a agricultura familiar e também toda essa estrutura do agronegócio”, afirmou.

Lula vira tema de disputa entre candidatos

Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre a ausência do presidente Lula na campanha eleitoral no Maranhão.

“O Lula não vem ao Maranhão e nem vem mesmo tendo candidato a governador e senador. Qual é a razão disso?”, perguntou.

Camarão respondeu defendendo a relação com o presidente e afirmou que Lula continua apoiando sua candidatura.

“Ele vai ganhar desta vez mais votos do que teve em 2022. Lula lá e Camarão cá, nós vamos trabalhar muito juntos pelo Maranhão”, declarou.

Roberto Rocha voltou a questionar a ausência do presidente e afirmou que candidatos precisam assumir posições políticas.

“Quando o candidato esconde suas posições, quando ele se omite, ele também vai omitir o direito de reclamar depois”, afirmou.

André Luís apresenta discurso de mudança

O candidato André Luís adotou críticas aos grupos políticos tradicionais e apresentou propostas de ajuste fiscal.

Durante o questionamento a Orleans Brandão, afirmou que o adversário representaria a continuidade do atual grupo político.

“O Estado do Maranhão está cooptado por organizações criminosas, por uma casta política, por oligarquias que não querem desenvolver o Maranhão”, declarou.

Orleans respondeu defendendo sua trajetória e afirmando que realizou uma campanha baseada em propostas.

“Eu fiz essa campanha inteira falando sobre Maranhão. Uma campanha limpa, propositiva”, afirmou.

André Luís também apresentou propostas administrativas, como redução de cargos comissionados e reorganização da estrutura do governo.

“Sou o único desses candidatos que apresentou uma proposta buscando fazer essa redução, cortando na carne, reduzindo 25% dos cargos comissionados”, disse.

2º bloco – candidatos fazem perguntas sobre temas definidos

O segundo bloco foi marcado pela discussão de temas sorteados, com destaque para saúde, segurança pública, habitação, educação, transporte, mobilidade e geração de emprego e renda. Os candidatos apresentaram propostas para diferentes áreas e também trocaram críticas sobre gestões anteriores e modelos de administração.

Saúde e regionalização abrem o bloco

O primeiro tema sorteado foi saúde. Orleans Brandão questionou Roberto Rocha sobre propostas para melhorar o atendimento no Maranhão e destacou a necessidade de ampliar a regionalização dos serviços.

“Eu acredito que o principal problema da saúde do Estado continua sendo a regionalização. Nós temos que levar mais equipamentos”, afirmou Orleans. O candidato também citou a ampliação de policlínicas e centros de hemodiálise durante a atual gestão estadual.

Roberto Rocha respondeu que o principal problema da saúde pública no Estado está relacionado à falta de resolutividade das unidades existentes.

“As unidades que têm no interior do Maranhão não conseguem resolver o problema do cidadão e eles são obrigados a continuar com essa procissão de ambulâncias até São Luís”, declarou.

O candidato também questionou a aplicação de recursos destinados à saúde e afirmou que o Maranhão recebeu valores significativos por meio de emendas parlamentares.

“Nos últimos cinco anos, só de emendas parlamentares para a saúde, o Maranhão recebeu 5 bilhões de reais. E onde é que está esse dinheiro?”, questionou.

Orleans Brandão rebateu afirmando que os recursos foram utilizados em obras e serviços de saúde, citando investimentos em hospitais e equipamentos. Eduardo Braide também entrou no debate ao defender ações realizadas pela Prefeitura de São Luís e apresentar propostas para ampliar o atendimento estadual.

Segurança pública entra em discussão

O tema segurança pública colocou em confronto Saulo Arcangeli e Roberto Rocha. Saulo criticou a política de segurança adotada pelo governo estadual e afirmou que é necessário investir em prevenção e investigação.

“Você tem uma polícia apenas repressora. E isso levou o Maranhão a ser a maior taxa de letalidade policial”, afirmou Saulo.

O candidato também defendeu mudanças na estrutura da Polícia Civil e citou problemas relacionados ao número de delegados e ao funcionamento das unidades.

“Faltam 160 delegados da Polícia Civil do Estado do Maranhão. E não vai ser assim que vai resolver o problema da segurança”, declarou.

Roberto Rocha respondeu que o principal desafio está no sistema prisional e defendeu investimentos associados ao desenvolvimento econômico.

“O problema da segurança pública, ele não é o maior gargalo no sistema policial, é no sistema prisional”, afirmou.

Habitação e conflitos no campo

O tema habitação foi debatido por Saulo Arcangeli e Felipe Camarão. Saulo questionou as políticas habitacionais do governo estadual e destacou o déficit de moradias no Maranhão.

Felipe Camarão afirmou que pretende ampliar programas habitacionais em parceria com o governo federal e apresentou uma proposta de complementação estadual ao Minha Casa Minha Vida.

“No meu plano de governo, Saulo, eu tenho um projeto Minha Casa Digna. A cada casa que o presidente Lula destinar para o Maranhão, nós iremos fazer outra com recurso do governo do Estado”, declarou.

O candidato também abordou conflitos agrários e afirmou que o Maranhão precisa de políticas voltadas às populações do campo.

Saulo Arcangeli criticou o modelo de desenvolvimento baseado no avanço do agronegócio e citou conflitos envolvendo comunidades tradicionais.

“Saulo questionou os impactos ambientais do Matopiba, região agrícola que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.”, afirmou.

Educação gera novo confronto entre Felipe Camarão e Orleans Brandão

O debate sobre educação retomou a disputa entre Felipe Camarão e Orleans Brandão. O candidato do PT destacou sua passagem pela Secretaria de Educação e citou resultados obtidos durante sua gestão.

“Eu deixei o Maranhão em terceiro lugar do IDEB no Nordeste, deixei em décimo terceiro do IDEB do Brasil, alfabetizei mais de 500 mil pessoas e fiz o programa Escola Digna”, afirmou Camarão.

Orleans Brandão respondeu defendendo ações do governo estadual e citou programas como Educação de Verdade, além de investimentos na rede de ensino.

“Eu concordo que o programa Educação de Verdade foi uma invenção nossa. No seu tempo era suco com bolacha, agora tem comida em todas as escolas”, declarou.

Na réplica, Camarão voltou a criticar a gestão estadual e apresentou propostas para a área, como ampliação do ensino integral e valorização dos professores.

Orleans, por sua vez, apresentou metas para um eventual governo, incluindo a ampliação de escolas em tempo integral e ensino técnico.

“Eu vou colocar 50% das escolas do Estado do Maranhão em tempo integral nos primeiros quatro anos de governo”, afirmou.

Transporte e mobilidade colocam André Luís e Braide frente a frente

O confronto entre André Luís e Eduardo Braide teve como tema transporte e mobilidade. André Luís questionou a atuação do prefeito de São Luís no sistema de transporte coletivo.

“Por que, Eduardo Braide, você não rompeu com as empresas que não cumpriram com os contratos junto à Prefeitura da cidade de São Luís?”, perguntou.

Braide respondeu afirmando que o adversário desconhecia decisões judiciais relacionadas ao sistema e defendeu medidas adotadas durante sua gestão.

“A lei que foi aprovada pela Câmara, que permitia fazer a nova licitação e romper com os contratos, foi declarada inconstitucional pelo Supremo”, afirmou.

O prefeito também apresentou propostas para ampliar ações de mobilidade no Maranhão, citando a expansão do programa Trânsito Livre para municípios do interior.

Emprego e renda encerram o bloco

O último tema sorteado foi emprego e renda, com confronto entre Eduardo Braide e André Luís. Braide questionou propostas para geração de oportunidades e criticou o aumento da carga tributária estadual.

André Luís respondeu apresentando sua proposta de industrialização e ajuste fiscal.

“Eu tenho um planejamento para fazer o interior do nosso Estado dar certo, por meio da industrialização, olhando a vocação de cada município”, afirmou.

O candidato defendeu a redução de impostos como medida para estimular investimentos.

“Meu primeiro ato como governador será baixar o imposto estadual do Maranhão para que as vendas aumentem, porque o produto vai baixar de preço e os empregos vão começar a ser gerados no Maranhão”, declarou.

Braide rebateu as críticas e afirmou que André Luís desconhecia ações realizadas pela prefeitura, enquanto defendeu sua atuação administrativa.

O segundo bloco terminou com os candidatos concentrando seus discursos em propostas para áreas consideradas prioritárias e mantendo a disputa sobre modelos de gestão, investimentos públicos e capacidade administrativa.

3º bloco – candidatos respondem a perguntas de temas livres

O terceiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão foi marcado por perguntas de tema livre e concentrou os principais confrontos em áreas como saúde, regularização fundiária, trabalho, desenvolvimento econômico e assistência social.

Os candidatos utilizaram o espaço para reforçar propostas de governo e retomar críticas feitas ao longo do debate. Eduardo Braide, Orleans Brandão, Saulo Arcangeli, Felipe Camarão, Roberto Rocha e André Luís voltaram a discutir modelos de gestão e apresentaram diferentes visões para o futuro do Estado.

Saúde abre confronto entre Braide e Orleans Brandão

O primeiro embate do bloco ocorreu entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, com a saúde como tema principal. Braide questionou o candidato do MDB sobre uma declaração do governador Carlos Brandão a respeito dos Socorrões de São Luís.

Orleans Brandão afirmou que a população evita buscar atendimento nos hospitais municipais e defendeu a ampliação da regionalização da saúde no Maranhão.

“Quero levar para o Estado do Maranhão a regionalização. Quero cuidar de quem mais precisa. Essa foi a bandeira do Brandão e é essa bandeira que eu quero seguir”, declarou.

Braide rebateu as críticas e afirmou que os problemas da saúde municipal estão relacionados à falta de atenção básica e defendeu ações realizadas durante sua gestão em São Luís.

Orleans, por sua vez, criticou a administração municipal e afirmou que pacientes de outras cidades precisam recorrer à capital por falta de atendimento adequado no interior.

“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou tirar os políticos de dentro dos hospitais do Estado do Maranhão”, afirmou Orleans, ao defender mudanças na gestão da saúde estadual.

O candidato também apresentou propostas de ampliação da rede hospitalar, citando maternidades e unidades regionais.

Regularização fundiária e agronegócio entram no debate

O segundo confronto envolveu Orleans Brandão e Saulo Arcangeli, com foco em regularização fundiária, conflitos no campo e desenvolvimento rural.

Orleans destacou ações do governo estadual relacionadas à entrega de títulos de propriedade.

“Desde a criação da Fundação do Interno, tinham sido distribuídos 30 mil títulos. E só na gestão do governador Carlos Brandão foi distribuído mais de 35 mil títulos”, afirmou.

Saulo Arcangeli contestou a avaliação de Orleans e afirmou que o Maranhão ainda enfrenta problemas relacionados a conflitos agrários e avanço do agronegócio.

“O Estado do Maranhão é o maior exportador de trabalho escravo. Seu tio fez a lei de terras para legalizar a grilagem”, declarou Saulo.

O candidato do PSTU defendeu mudanças na política agrícola e afirmou que pretende restringir o uso de agrotóxicos e ampliar políticas voltadas à agricultura familiar.

“Você tem que desenvolver a agricultura familiar, garantir assistência técnica, produção e escoamento da produção”, afirmou.

Orleans respondeu defendendo a regularização fundiária, o apoio aos pequenos produtores e a continuidade de programas voltados ao setor rural.

Trabalho e ajuste fiscal são discutidos entre Saulo e André Luís

O tema trabalho colocou Saulo Arcangeli e André Luís frente a frente. Saulo questionou a proposta de ajuste fiscal defendida pelo candidato do Missão e perguntou como ela poderia impactar a geração de emprego e renda.

André Luís afirmou que o ajuste fiscal seria necessário para reorganizar as contas públicas e ampliar a capacidade de investimento do Estado.

“O meu projeto de ajuste fiscal já foi protocolado na Assembleia Legislativa. E só eu tenho um projeto protocolado porque eu estudei o Estado”, declarou.

O candidato afirmou que a proposta também prevê realização de concursos públicos.

“O ajuste fiscal passa principalmente pelo compromisso de concursos públicos, porque é o não concurso público que transforma o nosso povo em refém dessa politicagem”, disse.

Saulo respondeu defendendo a ampliação de concursos e criticando a terceirização de serviços públicos.

“90% dos trabalhadores da saúde do Maranhão são terceirizados. A gente vai acabar com isso”, afirmou.

André Luís e Roberto Rocha divergem sobre gestão pública

André Luís também questionou Roberto Rocha sobre uma proposta de responsabilidade gerencial para municípios maranhenses.

O candidato do Missão defendeu a criação de metas de desempenho para gestores municipais e afirmou que os resultados poderiam influenciar repasses de recursos.

“A Lei de Responsabilidade Gerencial é uma pressão que nós vamos colocar em cima dos prefeitos por meio da cota-parte do ICMS”, afirmou André Luís.

Roberto Rocha criticou a proposta e afirmou que o candidato desconhecia as limitações constitucionais dos municípios.

“Governar é cumprir a lei e respeitar o povo. Você não pode achar que governar é descumprir a lei”, declarou.

O senador também criticou propostas de redução de impostos e afirmou que mudanças na arrecadação precisam considerar a manutenção dos serviços públicos.

Desenvolvimento econômico

Roberto Rocha questionou Felipe Camarão sobre como promover crescimento econômico com melhoria na qualidade de vida da população.

O candidato do PT afirmou que o principal desafio do Maranhão é reduzir desigualdades e distribuir oportunidades.

“O Maranhão é um Estado rico de fato. O problema do Maranhão é a desigualdade”, afirmou Camarão.

Ele defendeu investimentos na agricultura familiar, qualificação profissional e geração de emprego e renda.

Roberto Rocha respondeu defendendo maior industrialização do Estado e agregação de valor à produção.

“O problema do Maranhão é que a produção do Maranhão, a riqueza do Maranhão, passa pelo Maranhão, chega no Porto Itaqui e vai embora”, afirmou.

O candidato destacou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) como alternativa para estimular a industrialização.

Felipe Camarão rebateu afirmando que sua visão de desenvolvimento deve priorizar a população mais vulnerável.

“Antes de falar do Matopiba ou de trazer mais soja para o Maranhão, eu quero falar é com você, ser humano”, declarou.

Assistência social encerra o bloco

O último confronto do bloco envolveu Felipe Camarão e Eduardo Braide, com foco em assistência social e políticas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Camarão questionou Braide sobre propostas para primeira infância, idosos e beneficiários de programas sociais.

Braide respondeu citando ações realizadas em São Luís e apresentou propostas para um eventual governo estadual.

“Na primeira infância, nós temos o compromisso de construir creches de tempo integral, em parceria com os municípios”, afirmou.

O candidato também citou ações voltadas para idosos, segurança alimentar e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Na réplica, Felipe Camarão destacou parcerias com o governo federal e afirmou que pretende ampliar políticas sociais em conjunto com o presidente Lula.

Braide encerrou o bloco defendendo uma postura administrativa sem divisão ideológica.

“Enquanto eles vão discutindo ideologia, se é a direita, se é a esquerda, eu estou pensando em resolver os problemas do Maranhão”, declarou.

4º bloco – perguntas de temas definidos e considerações finais

O quarto e último bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Maranhão, realizado pela TV Mirante, foi marcado pela discussão de temas definidos por sorteio e pelas considerações finais dos participantes. Gestão pública, equilíbrio fiscal, meio ambiente, agricultura, desenvolvimento econômico, combate à pobreza e saneamento básico foram os assuntos abordados nesta etapa final do confronto.

Gestão pública e equilíbrio fiscal abrem o bloco

O primeiro tema sorteado foi gestão pública e equilíbrio fiscal. Saulo Arcangeli questionou Orleans Brandão sobre a política de incentivos fiscais adotada pelo governo estadual, empréstimos e investimentos em áreas como saneamento, trabalho e renda.

Orleans Brandão respondeu defendendo a situação fiscal do Maranhão e afirmou que o Estado avançou nos últimos anos.

“O Maranhão hoje é o segundo estado em solidez fiscal do país. O Maranhão hoje é capacidade de pagamento letra A”, declarou.

O candidato do MDB também defendeu a política de incentivos fiscais como instrumento para atrair empresas e gerar empregos.

“Fizemos isenções fiscais para várias indústrias e empresas em todo o Estado do Maranhão”, afirmou.

Na réplica, Saulo Arcangeli criticou o modelo adotado pelo governo estadual e afirmou que os benefícios fiscais favorecem grandes empreendimentos em detrimento de investimentos sociais.

“O candidato Orleans foge de todas as perguntas. Perguntei por que o seu tio não passa os 5% para a UEMA e para a UEMA-Sul”, afirmou.

Orleans rebateu destacando ações em infraestrutura, geração de emprego e renda e apresentou propostas para ampliar investimentos no Maranhão.

Meio ambiente e mudanças climáticas entram em debate

O tema meio ambiente colocou Orleans Brandão e Roberto Rocha frente a frente. O candidato do MDB citou programas ambientais desenvolvidos pelo governo estadual e questionou Roberto Rocha sobre propostas para conciliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Orleans destacou iniciativas como o Maranhão Sem Queimadas e o programa Floresta Viva.

“O Floresta Viva é um programa de reflorestamento, mas ao mesmo tempo gera emprego em parceria com as cooperativas”, afirmou.

Roberto Rocha respondeu defendendo uma relação entre produção e preservação ambiental e afirmou que os dois temas não devem ser tratados como opostos.

“O meio ambiente não precisa estar de um lado e a produção agrícola estar do outro. O desafio é compatibilizar a produção com a proteção”, declarou.

O candidato também destacou projetos de infraestrutura e regularização fundiária relacionados ao desenvolvimento econômico do Estado.

Orleans Brandão, na sequência, voltou a defender ações ambientais da atual gestão e afirmou que pretende ampliar programas de preservação com geração de renda.

Agricultura e agronegócio são discutidos

Roberto Rocha questionou Eduardo Braide sobre propostas para transformar a produção agrícola do Maranhão em uma cadeia de maior valor agregado.

O senador afirmou que o Estado ainda exporta principalmente produtos primários e defendeu a ampliação da agroindústria.

Braide respondeu destacando a necessidade de fortalecer a assistência técnica aos produtores rurais e criticou a atuação da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp).

“Estou falando de falta de assistência técnica. Nós temos a Agerp no governo do Estado e, por onde eu passei conversando com os agricultores familiares, nenhum me disse que a Agerp tinha chegado até o seu município”, afirmou.

O candidato do PSD defendeu a reestruturação do órgão e investimentos para aumentar a produtividade dos agricultores.

Na resposta, Roberto Rocha afirmou que o desenvolvimento econômico depende de projetos de longo prazo e criticou propostas que, segundo ele, não consideram a complexidade da gestão pública.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

Eduardo Braide questionou Saulo Arcangeli sobre como conciliar crescimento econômico e desenvolvimento social no Maranhão.

Saulo afirmou que o modelo econômico do Estado precisa mudar e defendeu a industrialização, a agricultura familiar e a distribuição da riqueza gerada.

“O modelo de desenvolvimento do Estado do Maranhão há 50 anos é um modelo de commodities, exportador, principalmente o agronegócio”, declarou.

O candidato do PSTU afirmou que o Maranhão precisa transformar sua produção em cadeias produtivas capazes de gerar empregos no próprio Estado.

“Nós temos que atrair mais indústrias para o Maranhão, atrair mais empresas, para que o emprego fique aqui”, afirmou.

Combate à pobreza e programas sociais geram confronto entre André Luís e Felipe Camarão

O tema combate à pobreza colocou André Luís e Felipe Camarão em confronto direto.

André Luís questionou a dependência de programas sociais e perguntou quais seriam as propostas para criar oportunidades econômicas para a população.

“O Maranhão é um Estado onde o assistencialismo virou o caminho de perpetuação dessa casta política no poder. Qual é o plano que vocês têm para dar o próximo passo?”, questionou.

Felipe Camarão respondeu reforçando sua ligação com o presidente Lula e defendeu programas sociais como instrumentos de redução da pobreza.

“Se não fosse o presidente Lula, muita gente já estaria passando fome. Você não imagina como as pessoas passam fome ainda nesse Estado”, afirmou.

O petista também apresentou propostas complementares aos programas federais, citando iniciativas como Minha Casa Digna, ampliação de serviços de saúde e apoio à educação.

André Luís criticou a estratégia do PT e afirmou que o Maranhão precisa avançar para um modelo baseado em desenvolvimento econômico.

“Eles não conseguem sonhar com o Maranhão rico e desenvolvido. Qual é o próximo passo?”, declarou.

Saneamento básico encerra confronto entre André Luís e Felipe Camarão

O último tema sorteado foi saneamento básico. Felipe Camarão questionou André Luís sobre propostas para o setor e perguntou sua posição sobre a privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).

André Luís afirmou que possui um programa para ampliar o saneamento e questionou a ausência de metas para os municípios.

Felipe Camarão respondeu defendendo a manutenção da Caema como empresa pública.

“Meu compromisso com você da Caema é não privatizar a Caema, é fortalecer, fazer investimento de recursos públicos”, afirmou.

O candidato do PT também defendeu concursos públicos e ampliação da atuação da companhia no interior do Maranhão.

André Luís rebateu afirmando que seu plano prevê metas de desempenho e cobrança dos municípios para melhorar os indicadores de saneamento.

Considerações finais destacam principais bandeiras

Nas considerações finais, os candidatos reforçaram as mensagens centrais de suas campanhas.

Saulo Arcangeli afirmou representar os trabalhadores e criticou desigualdades sociais no Maranhão.

Eduardo Braide destacou sua experiência como prefeito de São Luís e prometeu levar ações realizadas na capital para o interior.

“Eu fui o único que já administrei uma cidade. E a capital, com mais de um milhão de habitantes, a 15ª maior cidade do país”, afirmou.

Roberto Rocha defendeu sua atuação parlamentar e afirmou ter contribuído com projetos para o Maranhão.

Felipe Camarão reforçou sua ligação com Lula e apresentou sua trajetória como gestor público.

“Eu sou candidato do presidente Lula, procurador federal de carreira, professor universitário”, declarou.

André Luís encerrou sua participação defendendo uma mudança no modelo político e econômico do Estado.

“Eu quero que o Maranhão tenha como exemplo um Estado rico, desenvolvido, com a sua família sendo criada ao seu redor”, afirmou.

Orleans Brandão finalizou destacando sua atuação como secretário, programas do governo estadual e propostas para áreas como saúde, educação e geração de emprego.

Imirante

 

O veículo em que trafegava o deputado federal Duarte Júnior foi atingido por tiros na noite desta terça-feira (29), durante deslocamento com destino ao município de Morros, na região do Munim, no Maranhão. Apesar do susto e dos estragos provocados no automóvel, o parlamentar e os demais ocupantes não foram atingidos e passam bem.  

Imagens divulgadas e notas oficiais confirmam que a picape modelo Ford Ranger em que a equipe viajava apresentou marcas de disparos na lataria e pneus avariados.  

Nota oficial e pronunciamento nas redes sociais

Em comunicado publicado em suas redes sociais oficiais, Duarte Júnior informou o ocorrido e confirmou ter recebido o suporte inicial das forças de segurança do estado.  

“Hoje, durante meu deslocamento para Morros, no Maranhão, atiraram contra o carro em que eu estava. Graças a Deus, estamos bem. Já recebemos o suporte das autoridades policiais, que vão apurar o local exato e as circunstâncias do ocorrido”, diz trecho da nota oficial divulgada pelo deputado.  

O parlamentar destacou ainda que sua prioridade no momento é a segurança de toda a equipe que o acompanhava e a colaboração com os órgãos responsáveis para que os fatos sejam totalmente esclarecidos.

 

A atuação integrada do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/MA) resultou na indisponibilidade de bens e direitos, até o limite de R$ 39.156.128,38, das empresas São Patrício Empreendimentos Farmacêuticos e San Pietro Produtos de Perfumaria e Cosméticos.

A decisão, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, foi proferida em 23 de setembro após medida cautelar fiscal proposta pelo Estado do Maranhão, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A investigação sobre as irregularidades foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPMA. As medidas alcançam 16 requeridos, sendo 12 pessoas jurídicas e quatro pessoas físicas integrantes do grupo econômico.

DÉBITOS DE ICMS

O crédito tributário objeto da medida corresponde a 117 lançamentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vencidos e não pagos. Desse total, 76 são decorrentes de declarações, 42 da São Patrício Empreendimentos Farmacêuticos e 34 da San Pietro Produtos de Perfumaria e Cosméticos, além de 41 autos de infração lavrados contra as duas empresas.

A decisão registra, ainda, que o parcelamento anteriormente celebrado foi cancelado em abril de 2026 após o pagamento de sete parcelas.

ATUAÇÃO DO GAESF

O trabalho de investigação patrimonial identificou bens relacionados aos integrantes do grupo. O relatório elaborado pelo Gaesf apontou patrimônio imobiliário registrado em nome de pessoa física, incluindo aproximadamente 20 inscrições imobiliárias urbanas na Avenida Daniel de La Touche, em São Luís, além de imóvel rural denominado “Chácara São Patrício”, localizado no município de Pio XII.

A decisão determina a indisponibilidade de automóveis, por meio do Renajud, e de bens imóveis, por meio da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB).

Também foram identificados ativos financeiros custodiados na B3, a marca registrada “São Patrício” junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e as quotas sociais pertencentes às pessoas físicas requeridas nas empresas do grupo econômico.

O Poder Judiciário determinou, ainda, a proibição de alterações contratuais das pessoas jurídicas abrangidas pela medida, incluindo transferência de quotas, redução de capital, cisão, incorporação, transformação, transferência de sede e baixa cadastral

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) determinou nesta terça-feira (29) a retirada de publicações feitas pelo governador Carlos Brandão que associam a candidatura de Orleans Brandão à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão liminar estabelece prazo de 24 horas para a remoção, contado da citação do governador, e prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

A medida foi assinada pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho, juiz auxiliar eleitoral, em representação apresentada pela coligação “Brasil Justo, Maranhão Grande”, que tem Felipe Camarão como candidato ao governo. A ação também inclui Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Júnior entre os representados.

As publicações questionadas foram veiculadas no Instagram, Facebook e X, em 27 de setembro. A peça reúne imagens de Lula, Orleans e Carlos Brandão, acompanhadas do número 15 e da frase “Para o Maranhão continuar avançando, Orleans e Lula!”. A legenda afirma: “Essa é a parceria que tem trazido conquistas de verdade para o Maranhão e que vai continuar. O nosso projeto é forte porque tem lado e tem compromisso”.

Na análise preliminar, o magistrado considerou que a combinação entre as imagens, o slogan e a referência a uma “parceria” que “vai continuar” pode transmitir ao eleitor a percepção de apoio político-eleitoral recíproco entre Lula e Orleans, relação que, segundo a decisão, não foi objetivamente demonstrada nos autos.

O desembargador ressaltou que a simples manifestação de apoio a Lula ou de afinidade política com o presidente não configura, por si só, propaganda irregular. Também registrou que a participação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, na coligação de Camarão não estabelece exclusividade jurídica de apoio político no primeiro turno.

A decisão determina ainda que as empresas responsáveis pelo Instagram, Facebook e X tornem os conteúdos indisponíveis em até 24 horas após serem comunicadas, caso as publicações continuem acessíveis.

O magistrado, contudo, negou o pedido de proibição genérica de reprodução da mesma arte ou de versões semelhantes. Segundo ele, eventuais novas propagandas deverão ser examinadas individualmente. Os representados terão dois dias para apresentar defesa, e o processo seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral antes do julgamento definitivo.