Votação para presidente no exterior: veja quem venceu no Japão, China, Nova Zelândia e Filipinas

 (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)

 

Os primeiros boletins de urna das Eleições 2026 já permitem acompanhar como votaram brasileiros em diferentes países neste domingo (4). Nos recortes disponíveis até a manhã, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente na Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra mais votos no Japão e nas Filipinas.

Os números, porém, ainda não representam a totalização dos votos brasileiros no exterior. Eles são resultados registrados em boletins de urna após o encerramento da votação em cada seção. A Justiça Eleitoral explica que a totalização ocorre posteriormente, quando os dados das urnas são reunidos e somados. Tribunal Superior Eleitoral

Flávio tem vantagem no Japão

Entre os países com números já disponíveis, o Japão apresenta uma das maiores diferenças. A soma de 119 boletins das jurisdições de Nagóia, Tóquio e Hamamatsu registra 24.601 votos para Flávio Bolsonaro e 5.234 para Lula.

Lula fica à frente na China

Na soma dos boletins de Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong, Lula recebeu 367 votos (56,29%), enquanto Flávio contabilizou 203 (31,13%).

O cenário muda quando Hong Kong é analisada separadamente: Flávio teve 105 votos e Lula, 99. Considerando apenas as três cidades da China continental, Lula somou 268 votos contra 98 de Flávio.

Nova Zelândia, Coreia do Sul e Singapura

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 234 votos, equivalentes a 70,48% dos 332 votos válidos. Flávio recebeu 64 votos, ou 19,28%.

Na Coreia do Sul, o boletim de Seul registra 123 votos para Lula e 72 para Flávio. Já em Singapura, os dois boletins disponíveis contabilizam 190 votos para Lula e 92 para Flávio.

Nas Filipinas, Flávio ficou à frente: foram 33 votos para o candidato do PL e 26 para Lula, considerando 62 votos válidos.

Austrália também encerrou votação

Na Austrália, boletins de urna apontam Lula com 4.562 votos (53,98%) e Flávio com 2.579 (30,52%). Augusto Cury aparece na sequência, com 329 votos, e Renan Santos, com 316.

Resultado oficial começa a ser divulgado após as 17h

A diferença de fuso horário faz com que países da Ásia e da Oceania encerrem a votação várias horas antes do Brasil.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação no Brasil ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. A partir do encerramento, os boletins começam a ser transmitidos e incorporados à totalização da Justiça Eleitoral. Tribunal Superior Eleitoral

No exterior, brasileiros com domicílio eleitoral fora do país votam apenas para presidente e vice-presidente da República. Tribunal Superior Eleitoral

 

 

O candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) votou na manhã deste domingo (4), no Colégio Santa Teresa, localizado no Centro de São Luís. Braide chegou ao local por volta das 9h e estava acompanhado de familiares.

Antes de votar, o candidato conversou com jornalistas e adotou um discurso de mudança, afirmando esperar que os eleitores maranhenses manifestem nas urnas o desejo de transformação do estado.

“Hoje o povo do Maranhão vai mostrar a sua força nas urnas”, declarou Braide.

Durante a entrevista, o candidato também citou problemas sociais e de infraestrutura do estado e afirmou acreditar que os eleitores que desejam mudança darão uma resposta durante a votação deste domingo.

Braide disputa o Governo do Maranhão

Braide deixou a Prefeitura de São Luís em março deste ano para concorrer ao Governo do Maranhão. Ele havia sido eleito prefeito da capital em 2020 e conquistado a reeleição em 2024. Antes disso, exerceu mandatos como deputado estadual e deputado federal. A votação ocorre até as 17h, pelo horário de Brasília, quando poderá começar a divulgação dos resultados pela Justiça Eleitoral.

Pesquisas eleitorais mostram a distância entre Lula e Flávio após números  desta semana | VEJA

 

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4) no Rio de Janeiro. Ele chegou pouco depois das 8h, logo após a abertura dos portões da Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel. Depois de votar, o candidato posou para fotos ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro. 

Flávio foi acompanhado do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e dos candidatos ao Senado pelo PL Carlos Portinho e Carlos Jordy. A mãe do candidato, Rogéria Bolsonaro, candidata a deputada federal, também acompanhou o voto do filho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, votou em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

Ele chegou à escola estadual João Firmino, seu local de votação, por volta das 9h10. Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin. Também acompanharam o presidente as candidatas ao senado Simone Tebet e Marina Silva, além de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo.

Ao deixar a cabine de votação, Lula posou para os fotógrafos ao lado de Alckmin segurando uma bandeira do Brasil.

Outros candidatos

Candidato pelo Novo, Romeu Zema votou em Araxá, no Triângulo Mineiro, por volta das 9h06.

Agência Brasil 

 

A última rodada da pesquisa IPPI Pesquisas e Consultoria/Café Quente Podcast antes da eleição para o Governo do Maranhão aponta Eduardo Braide (PSD) na liderança da disputa, com 47,1% das intenções de voto no cenário estimulado.

Na sequência aparecem Orleans Brandão (MDB), com 27,3%; Felipe Camarão (PT), com 7,3%; e Roberto Rocha (PRTB), com 2,4%.

Entre os demais candidatos, André Luís (Missão) registra 0,4%; Reginaldo Lima (PCB), 0,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,2%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,1%.

O levantamento aponta ainda 5,4% de votos em branco, nulos ou nenhum dos candidatos, enquanto 9,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide aparece com 55,4%.

Orleans Brandão registra 32,1%, seguido por Felipe Camarão, com 8,6%, e Roberto Rocha, com 2,8%.

Os demais candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%: André Luís tem 0,5%; Reginaldo Lima, 0,3%; Saulo Arcangeli, 0,2%; e Dimas Cassimiro, 0,1%.

A base utilizada para o cálculo dos votos válidos foi de 1.277 entrevistados.

Pela metodologia eleitoral, os votos válidos são a referência utilizada na apuração dos resultados. No levantamento, Braide aparece acima da marca de 50% nesse recorte.

Braide amplia vantagem na 7ª onda
A série histórica apresentada pelo IPPI mostra crescimento de Eduardo Braide entre a sexta e a sétima onda da pesquisa.

No voto estimulado, Braide passou de 44,5% na sexta rodada para 47,1% na sétima, uma variação de 2,6 pontos percentuais.

Orleans Brandão oscilou de 27,8% para 27,3%. Felipe Camarão passou de 7,7% para 7,3%, enquanto Roberto Rocha caiu de 3,8% para 2,4%.

A evolução apresentada pelo instituto considera sete rodadas realizadas entre maio e outubro de 2026.

Nos votos válidos, Braide também apresentou crescimento: saiu de 51,7% na sexta onda para 55,4% na sétima. Orleans passou de 32,3% para 32,1%; Camarão, de 9% para 8,6%; e Roberto Rocha, de 4,4% para 2,8%.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Braide também aparece na primeira posição, com 37,4%.

Orleans Brandão registra 16,7%, Felipe Camarão, 2,8%, e Roberto Rocha, 0,5%.

Outros nomes somam 2,3%, enquanto 5,1% responderam nenhum, branco ou nulo e 35,1% não souberam ou não responderam.

Rejeição
No quesito rejeição, quando o entrevistado indica em quem não votaria, Orleans Brandão aparece com 22,7%, seguido por Felipe Camarão, com 8,5%, Roberto Rocha e Eduardo Braide, ambos com 7,1%.

André Luís registra 3,7% e Dimas Cassimiro, 2,5%. O levantamento aponta ainda que 23,5% disseram não rejeitar nenhum candidato, enquanto 21,3% não souberam ou não responderam.

Expectativa de vitória
A pesquisa também perguntou aos entrevistados, independentemente do candidato escolhido, quem eles acreditam que vencerá a eleição.

Eduardo Braide foi citado por 50,8%, enquanto Orleans Brandão aparece com 20,9%. Felipe Camarão registra 2,5%; Roberto Rocha, 0,8%; e André Luís, 0,3%. Outros 24,3% não souberam ou não responderam.

Senado

Na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal, a pesquisa IPPI/Café Quente mostra Roseana Sarney (MDB) na liderança, com 34,2%, considerando a soma do primeiro e do segundo voto.

Na sequência aparece Fufuca (PP), com 31,9%. Lahesio Bonfim (Novo) registra 21,1%, seguido por Weverton Rocha (PDT), com 20,6%, e Eliziane Gama (PT), com 16,7%.

Também aparecem no levantamento Cidônio Gonçalves (PL), com 6,1%; Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 4,3%; Raimundo Moreira (PCB), com 2%; Wilson Leite (PSTU), com 1,8%; Simplício Araújo (DC), com 1,3%; e Enilton Rodrigues (PSOL), com 1,2%.

A pesquisa registra ainda 32,5% de não souberam ou não responderam e 26% de nenhum, branco ou nulo.

Os percentuais correspondem à soma do primeiro e do segundo voto, já que cada eleitor maranhense escolherá dois candidatos ao Senado. Por isso, a soma dos percentuais do levantamento chega a 200%.

No detalhamento por voto, Roseana aparece com 22,3% no primeiro voto e 11,9% no segundo, totalizando 34,2%. Fufuca tem 20,5% no primeiro e 11,4% no segundo, chegando a 31,9%. Lahesio soma 13% no primeiro voto e 8,1% no segundo, enquanto Weverton registra 9,1% e 11,5%, respectivamente.

Metodologia
A 7ª onda da pesquisa IPPI foi realizada em parceria com o Café Quente Podcast, com 1.500 entrevistas distribuídas por 80 municípios maranhenses.

A coleta ocorreu entre 27 de setembro e 1º de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-08460/2026.

A distribuição da amostra contemplou as cinco mesorregiões do Maranhão, com entrevistas no Norte, Oeste, Leste, Centro e Sul do Estado.

Com os números da 7ª onda, o levantamento coloca Braide na liderança tanto no cenário estimulado quanto no recorte de votos válidos, enquanto Orleans Brandão aparece em segundo lugar.

 

O prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió, teve determinada nesta sexta-feira (2) sua reintegração ao cargo por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), em cumprimento à liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Habeas Corpus nº 277.753/MA.

A decisão de Moraes havia suspendido a medida cautelar que afastava Paulo Curió do cargo de prefeito. O gestor estava afastado desde dezembro de 2025, no contexto das investigações relacionadas às Operações Tântalo I e II.

Ao cumprir a determinação do STF, Graça Amorim suspendeu as restrições que impediam Paulo Curió de acessar a Prefeitura e demais repartições públicas municipais, utilizar os sistemas informatizados da administração e praticar atos de representação institucional, publicidade de atos administrativos e divulgação oficial das atividades de governo.

Na decisão, a magistrada ressaltou que o cumprimento da determinação da Suprema Corte deveria ocorrer de forma imediata.

“Em cumprimento estrito e imediato à decisão liminar proferida pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes no Habeas Corpus nº 277.753/MA perante o Supremo Tribunal Federal.”

A decisão também levou em consideração a complexidade do processo, que envolve 45 denunciados e precisou ser desmembrado em diferentes núcleos para facilitar a tramitação e a análise dos diversos recursos apresentados.

Tornozeleira e outras medidas continuam
Apesar da suspensão do afastamento e das restrições diretamente relacionadas ao exercício do mandato, Paulo Curió continua submetido a outras medidas cautelares.

Entre elas estão o monitoramento eletrônico ininterrupto, com possibilidade de adequação das rotas e horários para permitir o exercício das funções públicas, além de recolhimento domiciliar noturno.

Também permanece a proibição de contato, por qualquer meio, com os demais corréus e testemunhas de acusação relacionados à ação penal, ressalvada a relação conjugal com Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas.

Outra medida mantida é a proibição de contratar com o Poder Público municipal, estadual ou federal, diretamente ou por interposta pessoa.

Graça Amorim advertiu ainda que eventual descumprimento injustificado das cautelares poderá provocar a revogação do benefício e a reavaliação da prisão preventiva.

Intervenção estadual gera novo capítulo
A situação, porém, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira.

A intervenção estadual em Turilândia possui processo próprio, de natureza distinta da ação penal que envolve o prefeito. A intervenção foi determinada pelo TJMA no processo nº 0837551-54.2025.8.10.0000 e levou o governador Carlos Brandão a nomear Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo como interventor. O próprio decreto estadual estabeleceu posteriormente que o interventor permaneceria no cargo até o julgamento definitivo da representação de intervenção.

Diante da decisão de Alexandre de Moraes, o interventor comunicou o fato ao TJMA. O desembargador Gervásio Protásio dos Santos Júnior, relator do processo de intervenção, decidiu que a liminar concedida pelo STF no habeas corpus não alcançaria automaticamente a intervenção estadual.

Segundo o magistrado, a decisão de Moraes suspendeu o afastamento cautelar de Paulo Curió no âmbito penal, mas não teria revogado ou suspendido a intervenção, que possui título judicial próprio.

Com isso, Gervásio determinou a manutenção de Thiago Josino no exercício exclusivo da chefia do Executivo municipal até nova deliberação da Seção de Direito Público ou eventual determinação expressa do Supremo Tribunal Federal.

Decisões colocam Turilândia no centro de um impasse jurídico
Na prática, as decisões desta sexta-feira criaram uma situação jurídica que passou a envolver duas frentes distintas.

De um lado, a 3ª Câmara Criminal, por meio da desembargadora Graça Amorim, cumpriu a determinação de Alexandre de Moraes e suspendeu as restrições que impediam Paulo Curió de exercer as atribuições administrativas decorrentes do mandato.

De outro, no processo específico da intervenção estadual, o desembargador Gervásio Protásio considerou que a decisão do STF não produziu efeito automático sobre a intervenção e manteve o interventor no comando do município.

O episódio deverá exigir novos esclarecimentos judiciais sobre a forma de compatibilização das duas decisões.

Operação Tântalo
Paulo Curió é alvo de investigação no âmbito das Operações Tântalo I e II, conduzidas pelo Ministério Público do Maranhão, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Segundo as acusações apresentadas pelo MPMA, haveria um esquema envolvendo contratos públicos, empresas e supostos desvios de recursos municipais. O valor apontado no processo de intervenção é de R$ 56.328.937,59.

Entre os crimes atribuídos aos denunciados estão organização criminosa, fraude em licitações, peculato-desvio, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

As acusações, contudo, ainda integram o processo judicial e devem ser tratadas como imputações, não como condenação definitiva.

A intervenção estadual havia sido decretada em fevereiro de 2026, após decisão do TJMA, com a nomeação de Thiago Josino para administrar o município. Em agosto, o Governo do Estado prorrogou a permanência do interventor até o julgamento definitivo da representação.

O desfecho das decisões desta sexta-feira deverá definir os próximos passos sobre quem efetivamente exercerá a chefia do Executivo de Turilândia.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu nesta sexta-feira (2) manter a intervenção estadual no município de Turilândia, mesmo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender o afastamento cautelar do prefeito José Paulo Dantas Silva Neto na esfera criminal.

A decisão foi tomada pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos Júnior, relator da representação de intervenção. Segundo ele, a liminar concedida por Moraes no Habeas Corpus nº 277.753/MA suspendeu apenas a medida cautelar criminal de afastamento e não interfere na intervenção determinada pelo TJMA.

Com isso, o interventor estadual Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo permanece no exercício exclusivo da chefia do Poder Executivo de Turilândia.

Decisão de Moraes não encerra intervenção

O interventor comunicou ao TJMA que a decisão do STF havia sido divulgada pela imprensa local como um retorno do prefeito afastado ao cargo. Diante disso, pediu esclarecimentos sobre os efeitos da liminar em relação à intervenção.

Gervásio Protásio afirmou que as decisões tratam de questões diferentes. Segundo o desembargador, o habeas corpus analisado pelo STF está relacionado exclusivamente às cautelares do processo criminal, enquanto a intervenção estadual tem natureza político-administrativa e fundamento constitucional próprio.

Na decisão, o relator destacou que existem dois afastamentos distintos do prefeito: um decorrente das medidas cautelares criminais e outro determinado no processo de intervenção.

Dessa forma, a suspensão da cautelar criminal não elimina o segundo afastamento, que continua válido enquanto a intervenção estiver em vigor.

Intervenção foi confirmada por decisão colegiada

O desembargador também ressaltou que a intervenção não está baseada apenas no afastamento criminal de José Paulo Dantas.

Em sessão virtual realizada entre 21 e 28 de agosto, a Seção de Direito Público do TJMA julgou procedente a representação e confirmou a intervenção, prorrogando a medida por 180 dias.

Segundo Gervásio Protásio, o encerramento da intervenção depende de nova manifestação da própria Seção de Direito Público, responsável pela decisão colegiada.

O relator citou ainda problemas administrativos identificados no município, como inversão das fases da despesa pública, ausência de controle interno efetivo, guarda de documentos fora da sede da Prefeitura e esvaziamento do setor de licitações.

Interventor continua no comando da Prefeitura

Na decisão desta sexta-feira, o desembargador afirmou que a intervenção continua abrangendo todas as atribuições relacionadas à chefia do Executivo municipal.

Gervásio Protásio determinou a manutenção de Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo no cargo de interventor e afirmou que eventual ato praticado pelo prefeito afastado não terá validade jurídica enquanto a intervenção estiver vigente.

A decisão também manteve as medidas estruturantes previstas no processo, entre elas o recadastramento de servidores, a reorganização do setor de licitações, a reforma administrativa, a elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a regularização dos recursos do Fundeb.

A auditoria requisitada ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) também deve continuar.

TJMA vai comunicar decisão ao STF

O TJMA determinou que a decisão seja comunicada ao governador do Maranhão, à Câmara Municipal de Turilândia, ao Ministério Público do Maranhão, ao TCE-MA e à relatora da ação penal relacionada ao caso.

Uma cópia também será encaminhada a Alexandre de Moraes, relator do habeas corpus no STF, para ciência.

O prefeito afastado José Paulo Dantas Silva Neto também deverá ser comunicado da decisão.

Segundo Gervásio Protásio, a intervenção permanece em vigor até uma nova deliberação da Seção de Direito Público ou eventual determinação expressa em sentido contrário pelo Supremo Tribunal Federal.

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