- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação
Ao analisar o celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), policiais federais encontraram uma foto que dá pistas da influência do advogado Willer Tomaz. A imagem, obtida pela Revista Piauí, mostra Willer mergulhado numa piscina no Rancho Tomaz, uma propriedade sua na cidade de Planaltina, a 80 km de Brasília. No seu entorno, dentro e fora d’água, estão deputados e senadores de diferentes partidos – quase todos da direita e do Centrão –, apinhados, animados, com cervejas e drinques na mão. O celular do senador maranhense está em posse da PF desse o ano passado devido às investigações dos desvios escandalosos do INSS. A reportagem é de Pedro Tavares, da Revista Piauí.
Segundo o jornalista da Piauí, é possível identificar ao menos seis politicos na foto: Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados; Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro; Juscelino Filho (PSDB); Elmar Nascimento (União); Paulo Azi (União) e Weverton Rocha.
A fotografia está registrada no rolo de câmera do senador com a data de 23 de abril de 2023 – um domingo, depois do feriado de Tiradentes. A viagem, de acordo com as informações da polícia, foi combinada em um grupo de WhatsApp intitulado “Grupo Seleto”, do qual participavam boa parte dos parlamentares que aparecem na foto. A piauí obteve um print da conversa, em que os participantes parecem formar uma lista de presença para o “FERIADO TIRADENTES”.
As mulheres de alguns políticos também faziam parte do grupo – caso de Lia Rezende, esposa de Juscelino, e Angela Lira, casada com Arthur Lira. Na data em que ocorreu a festa, Lira ainda era presidente da Câmara, cargo que deixou em 2025. Alexandre Ramagem, por sua vez, ainda era deputado federal. Ele acabou sendo cassado em dezembro de 2025, depois de ser condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado contra Lula. Hoje, está foragido.
O Rancho Tomaz é suntuoso. Além de academia e da piscina aquecida na qual posaram os parlamentares, tem quadras de tênis, campo de minigolfe e um píer com acesso à Lagoa Formosa, um dos principais pontos turísticos de Planaltina. Os objetos e móveis que decoram a casa são estilizados com as iniciais WT, de Willer Tomaz, em que o último traço do W forma a letra T. O advogado tem lanchas, jet skis e mesas para jogar poker.
Os investigadores da Polícia Federal suspeitam que Willer lavava dinheiro para o senador Weverton Rocha e que parte dos valores provinham de desvios de aposentadorias e pensões.

- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação

Mais de 100 pequenos negócios maranhenses terão a oportunidade de apresentar produtos, ampliar contatos comerciais e buscar novos mercados durante a Feira do Empreendedor 2026, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Promovido pelo Sebrae Maranhão, o evento reúne espaços de exposição, capacitações e rodadas de negócios voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo no estado.
Os expositores estarão distribuídos entre a Expo MEI e o Armazém do Empreendedor, com participação gratuita. A Expo MEI contará com 80 microempreendedores individuais e sete artesãos de diferentes áreas, como comércio, indústria, serviços e agronegócio. Já o Armazém do Empreendedor reunirá 20 participantes selecionados pela Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc), com produtos e serviços desenvolvidos por pequenos empreendedores maranhenses.
Ao longo dos três dias de programação, os visitantes poderão encontrar opções de alimentação, bebidas, roupas, acessórios, cosméticos, artesanato, itens de decoração, produtos da agricultura familiar, soluções tecnológicas e serviços especializados. A edição deste ano também traz frentes temáticas, como o Espaço de Inovação e Educação, dedicado à economia criativa em parceria com a comunidade Mobiliza São Luís, e a Vila do Agro, fruto de parceria entre o Sebrae Maranhão e o Sistema Faema/Senar, voltada a produtores rurais e soluções para o campo. O evento conta ainda com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI, SENAI e IEL), patrocínio da Prefeitura de São Luís e do Ceape, além de parcerias com a Universidade Federal do Maranhão, a Fecomércio-MA e o E-commerce Brasil.
A programação também terá um recorte voltado ao protagonismo feminino nos negócios. O Sebrae Maranhão dá destaque às mais de 305 mil mulheres à frente de empreendimentos no estado, um terço de todos os donos de empresas maranhenses. Entre as atrações está o “Espaço Delas”, reservado para troca de experiências e fortalecimento de redes entre empreendedoras, além da cerimônia do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, marcada para o último dia da feira.
O crescimento do empreendedorismo formal no Maranhão ajuda a explicar o porte do evento. Segundo dados do Sebrae Maranhão, o estado possui atualmente mais de 146 mil microempreendedores individuais ativos, número que representa 45,5% das empresas em funcionamento no território maranhense. Somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 26.435 novos MEIs, reforçando a expansão da formalização de pequenos negócios no estado.
A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil visitantes na Expo MEI durante os três dias de evento. A estimativa é que a iniciativa movimente aproximadamente R$ 100 mil, somando as vendas realizadas no local e os negócios iniciados a partir dos contatos feitos durante a programação. O evento acontece no Sebrae Multicenter, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Alto do Calhau, com entrada gratuita.
- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um estudo conduzido por diferentes centros da Universidade de São Paulo aponta um caminho promissor para o tratamento de lesões agudas na medula espinhal. A pesquisa, realizada em ratos, testou a injeção de células da mucosa olfatória no local da lesão e registrou recuperação motora significativa nos animais tratados, que voltaram a andar já na terceira semana do experimento.
A medula espinhal é um tecido de baixa plasticidade, o que torna sua regeneração um dos maiores desafios da neurologia. Hoje, os tratamentos disponíveis se limitam a estratégias de suporte, como medicamentos e fisioterapia, sem nenhum insumo validado capaz de reverter o dano. “Sabemos que é um caminho muito difícil a investigação das lesões medulares, porque ainda não temos, do ponto de vista assistencial, validado para aplicação prática, nenhum insumo material ou terapia que consiga fazer uma reversão das lesões”, afirma Brian Coimbra, autor da tese defendida na Faculdade de Medicina da USP sob orientação do professor Alexandre Fogaça.
A escolha das células da mucosa nasal como possível terapia ganhou impulso a partir de uma observação feita durante a pandemia de covid-19: pacientes que perdiam o olfato após a infecção costumavam recuperar o sentido com o tempo. O fenômeno chamou atenção para as células ectomesenquimais, responsáveis pela regeneração contínua da mucosa olfatória e de fácil obtenção em comparação a outras fontes já testadas, como células do cordão umbilical e da medula óssea.
O experimento envolveu 60 ratos da linhagem Wistar, divididos em cinco grupos e acompanhados por seis semanas após sofrerem lesão medular provocada por um modelo controlado de contusão. Os grupos de controle passaram por procedimentos cirúrgicos de acesso à medula, enquanto os grupos experimentais receberam as células ectomesenquimais, em alguns casos associadas ao matrigel, um composto gelatinoso rico em laminina usado para direcionar as células ao local exato da lesão. O grupo que combinou todas essas técnicas apresentou os resultados mais expressivos.
Em nível molecular, a pesquisa contraria a hipótese inicial de que as células-tronco ocupariam fisicamente o espaço da lesão para restabelecer a condução nervosa. Segundo Coimbra, o mecanismo observado é outro: as células recrutam e geram substâncias que estimulam a regeneração neuronal na região afetada, atuando como catalisadoras do processo em vez de substitutas do tecido perdido.
Os próximos passos da pesquisa envolvem aprofundar a compreensão desses mecanismos moleculares e avaliar a possibilidade de translação do tratamento para humanos, inclusive com vistas ao desenvolvimento de fármacos. O trabalho será publicado em seis artigos científicos, entre eles um destinado ao Global Spine Journal, atualmente em fase final de revisão.
- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação

O candidato ao Senado pelo Novo, Lahesio Bonfim, confirma neste sábado (8) os dois nomes que compõem sua chapa como suplentes na disputa por uma vaga na Câmara Alta.
O empresário e produtor rural Maurício Rizzi, de Chapadinha, assume a primeira suplência. Ligado ao agronegócio e à produção de grãos, Rizzi passa a integrar oficialmente a composição liderada por Lahesio, trazendo à chapa um perfil identificado com o setor produtivo do interior maranhense.
A segunda suplência fica com Franciscano Soares, agropecuarista e liderança política e empresarial da Região Tocantina. O nome reforça a presença da chapa em uma das principais regiões eleitorais do Maranhão, área que concentra expressivo colégio eleitoral e disputas acirradas em diferentes pleitos.
Franciscano ganha projeção política em 2024, quando se filia ao PL e anuncia pré-candidatura à Prefeitura de Imperatriz. Ele desiste da disputa antes da convenção partidária, justificando que a decisão tem como objetivo evitar a divisão dos votos do campo da direita. Naquele pleito, o PL opta por apoiar Mariana Carvalho, do Republicanos, que avança para o segundo turno da eleição municipal.
Ao lado de Fufuca, Lahesio é candidato a senador na chapa do candidato a governador Eduardo Braide, movimento que amplia as articulações do grupo em diferentes regiões do estado às vésperas do período eleitoral.
- 7 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (7) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador americano no Brasil, por 51 votos a 47. A aprovação encerra a etapa interna do processo nos EUA, mas Perez ainda depende de um passo decisivo do lado brasileiro: o agrément do Itamaraty, autorização sem a qual nenhum diplomata estrangeiro pode assumir a chefia de uma embaixada.
O republicano foi indicado por Donald Trump em junho para ocupar um posto que está vago desde o início do atual mandato do presidente, em janeiro de 2025. Desde então, seu nome se tornou o centro de um dos episódios mais tensos na relação entre Brasília e Washington nos últimos anos.
O primeiro atrito surgiu ainda no anúncio da candidatura. O Itamaraty considerou inadequado que a Casa Branca tivesse divulgado o nome de Perez publicamente antes de concluir as consultas diplomáticas reservadas que costumam preceder esse tipo de indicação. A partir daí, os dois governos passaram a discordar sobre o ritmo do processo: os americanos cobravam uma resposta rápida sobre a concessão do agrément, enquanto o Brasil insistia que o pedido seguia dentro da tramitação normal.
O impasse ganhou contornos mais graves em julho, quando o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado americano. Segundo reportagem do The Washington Post, os dois integravam uma estratégia voltada a questionar o sistema eleitoral brasileiro, algo que o governo dos Estados Unidos nega. Dez dias depois, Washington revogou o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti, atribuindo a medida à demora do Brasil em autorizar a nomeação de Perez. O Departamento de Estado sinalizou que a decisão poderia ser reconsiderada caso o agrément fosse concedido.
O Planalto e o Itamaraty reagiram classificando a revogação do visto como parte de uma sequência de ações hostis por parte do governo americano. Diplomatas brasileiros rejeitaram publicamente a justificativa dada por Washington e criticaram o que consideram uma tentativa de usar a indicação de Perez como instrumento de pressão sobre o Brasil, retaliação que o próprio governo brasileiro já esperava desde a negativa dos vistos em julho.
Com a aprovação do Senado, Perez cumpre a última exigência formal dentro dos Estados Unidos, mas sua posse em Brasília segue condicionada à decisão do governo brasileiro. Até agora, o Itamaraty não sinalizou prazo para conceder ou negar o agrément, o que mantém em aberto o desfecho de um episódio que já se tornou um dos pontos mais delicados da relação bilateral neste ano.
- 7 de agosto de 2026
- Por: Redação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure possíveis crimes na execução das emendas parlamentares conhecidas como “emendas PIX”. A decisão se apoia em relatório técnico enviado pelo Tribunal de Contas da União ao STF em 31 de julho, que reuniu indícios de irregularidades graves e prejuízos ao erário. Segundo Dino, mesmo após medidas anteriores voltadas a ampliar a transparência dessas transferências, os números mais recentes mostram que persiste um cenário de inconstitucionalidade na forma como os recursos são movimentados, o que justifica novas providências para adequar o modelo aos princípios de rastreabilidade previstos na Constituição.
Criadas em 2019, as emendas de transferência especial ficaram conhecidas como “PIX” justamente pela facilidade com que o dinheiro sai dos cofres públicos e chega a estados e municípios, sem exigência de projeto, convênio ou justificativa prévia. Essa característica, que agiliza o repasse, também dificulta o acompanhamento do destino final dos valores, um ponto que o TCU colocou no centro de sua auditoria mais recente.
O Plano Especial de Auditoria do TCU analisou 100 transferências especiais destinadas a 74 entes federados entre 2020 e 2024, num total de R$ 198,1 milhões fiscalizados. Os problemas identificados foram organizados em quatro frentes: uso de contas não específicas para movimentar os recursos, o que já responde por R$ 26,3 milhões em prejuízo; pagamentos sem comprovação fiscal ou desviados da finalidade original da emenda, somando R$ 14,9 milhões; licitações com sinais de fraude e contratação de empresas inidôneas; e obras ou serviços não executados ou superfaturados, com impacto de R$ 14,1 milhões. No conjunto, o TCU estima o prejuízo em cerca de R$ 55,4 milhões.
O relatório também expôs fragilidades da plataforma Transferegov.br, sistema usado para gerir essas transferências, que permite o registro de informações genéricas e a alteração de metas nos planos de trabalho sem controles adequados. Diante desse cenário, Dino determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, priorize a investigação dos casos em que o TCU já apontou danos diretos ao erário.
Além da determinação voltada à PF, o ministro pediu esclarecimentos sobre um caso específico envolvendo a Companhia Nacional de Abastecimento, apontado pelo deputado Gustavo Gayer. A suspeita recai sobre emendas do deputado Lindbergh Farias executadas pela Conab para compra de alimentos, que teriam sido usadas para adquirir produtos de cooperativas fora do estado pelo qual o parlamentar foi eleito. Lindbergh e a Câmara dos Deputados têm dez dias para se manifestar sobre o episódio.
A decisão ainda estabelece prazos para que outros órgãos prestem contas: o Ministério da Gestão e Inovação tem dez dias para explicar as falhas de rastreabilidade do Transferegov.br, a Advocacia-Geral da União precisa detalhar pareceres sobre emendas da saúde entre 2014 e 2024, e o Ministério da Saúde deve informar o andamento do plano para recompor a capacidade de auditoria do SUS. A partir de 2027, estados, municípios e o Distrito Federal também serão obrigados a adotar uma codificação contábil padronizada para identificar as emendas, seguindo norma do Tesouro Nacional. Para Dino, medidas desse tipo são necessárias para que se saiba com clareza para onde vai o dinheiro público e como ele é gasto, dando sequência a uma série de decisões do STF voltadas a aumentar o controle sobre as emendas parlamentares.
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