- 15 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um homem identificado como Alan Wesley Pinto Ribeiro, de 29 anos, desaparece na manhã deste sábado (15) durante a prática de kitesurf na Praia de São Marcos, em São Luís. A prancha utilizada por ele é localizada na faixa de areia, nas proximidades da Casa das Dunas.
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão recebe o chamado por volta das 7h, após relato de que o atleta havia caído na água durante a atividade. As equipes do Batalhão de Bombeiros Marítimo se deslocam até o local e, ao chegar, encontram apenas o equipamento na areia.
Um velejador que presenciava a cena relata aos bombeiros que a pipa usada no esporte já havia sido recuperada antes da chegada das equipes, mas que não havia sido possível prestar socorro ao kitesurfista no momento da queda.
Diante da situação, o Centro Tático Aéreo e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão dão início às buscas pela região marítima e pelos arredores da praia, com apoio de embarcação e aeronave, na tentativa de localizar e resgatar a vítima.
Até o momento da publicação desta reportagem, Alan Wesley Pinto Ribeiro continua desaparecido e as buscas seguem em andamento.
- 15 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um ex-tesoureiro de uma agência do Banco do Brasil foi preso nessa sexta-feira, 14, em Colinas, a cerca de 440 km de São Luís, suspeito de desviar R$ 1.236.547 da instituição financeira. A prisão foi realizada pelo Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras, ligado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais, com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Colinas. Havia contra o investigado um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Segundo as investigações, o funcionário deveria transferir a responsabilidade pela tesouraria em 31 de julho de 2026, antes de iniciar férias, mas não compareceu ao trabalho. Após conferências internas, a agência identificou um desfalque de mais de R$ 1,2 milhão no dinheiro sob sua responsabilidade. A Polícia Civil do Maranhão informou que o ex-tesoureiro tinha acesso direto à tesouraria e aos terminais de autoatendimento da unidade.
A análise das movimentações financeiras do suspeito apontou operações consideradas atípicas, entre elas depósitos sucessivos em dinheiro, transferências entre contas de sua própria titularidade e rápida movimentação dos valores. Os investigadores destacam ainda que os montantes movimentados seriam incompatíveis com os rendimentos declarados pelo ex-funcionário. Com base nesses indícios, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito, autorizada pela Justiça.
Além da prisão, a Justiça determinou, por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário, o bloqueio de contas bancárias, aplicações e outros ativos financeiros em nome do investigado, podendo chegar a R$ 1.236.547, valor correspondente ao prejuízo calculado durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, a medida busca preservar os recursos para um eventual ressarcimento da instituição financeira.
Após os procedimentos legais, o ex-tesoureiro ficou à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar o destino do dinheiro, localizar possíveis bens adquiridos com os valores supostamente desviados e reconstruir o fluxo das movimentações financeiras relacionadas ao caso.
- 15 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um conjunto de inquéritos da Polícia Federal sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino investiga o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), sob suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida em desvio de verbas públicas e também em um homicídio. Segundo o ministro, os crimes apurados guardam relação entre si.
As investigações também apuram uma suposta pressão do senador Weverton Rocha (PDT-MA) sobre o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, para travar a apuração de um assassinato. Brandão nega as acusações e afirma sofrer perseguição por parte de Dino. Weverton, por sua vez, repudia qualquer tentativa de associá-lo ao caso do homicídio. Martins, procurado, não se manifestou sobre o episódio; anteriormente, havia declarado que todas as informações pedidas no habeas corpus relacionado ao caso já haviam sido esclarecidas e enviadas ao relator.
Nesta sexta-feira, 14, Dino retirou o sigilo de três decisões que proferiu no âmbito dessas investigações, medida que permite detalhar o que pesa contra o governador. A decisão vem na sequência de críticas públicas que o ministro passou a receber após uma operação determinada por Alexandre de Moraes para identificar a fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão usados por Dino e familiares no estado. O suposto informante seria Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo Brandão, apontado por Moraes como responsável por cometer perseguição contra o ministro e acessar indevidamente sistemas de informação para levantar dados sobre ele e sua família. Em março, o mesmo ministro havia determinado buscas contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo Blog do Luís Pablo.
Brandão foi vice de Dino quando este governava o Maranhão, mas os dois romperam politicamente em 2024, já com Dino no STF. O governador sustenta hoje que o ministro usa o cargo para persegui-lo e prejudicá-lo politicamente.
São quatro frentes sob relatoria de Dino. A primeira trata de uma ação sobre os critérios de escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas do Maranhão. A segunda investiga obstrução e coação, com Raimundo Cutrim apontado como chefe de uma estrutura de contrainteligência que subornava e orientava testemunhas a mentir para proteger o grupo de Brandão; ele teria sido gravado sugerindo que o pai de um assassino orientasse o filho a mudar sua versão sobre Daniel Brandão, conselheiro do TCE-MA e sobrinho do governador, em um crime que teria ligação com desvio de recursos. A terceira frente apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares federais por meio de empresas de fachada e contas de passagem, incluindo empresas nas quais Brandão é suspeito de figurar como sócio oculto. A quarta investiga a possível infiltração de um agente federal do Maranhão a serviço do grupo do governador, que teria acessado dados sigilosos e coagido familiares do assassino confesso ao se passar por integrante da equipe de investigação.
As apurações sobre o envolvimento do sobrinho do governador, Daniel Brandão, que tem direito a foro especial, em um homicídio ocorrido em 2022, tramitavam no STJ até o início deste ano.
- 15 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Tribunal do Júri de Viana condena Roondney Penha Lobato a 24 anos e sete meses de prisão pela tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, Flávia. A sentença é proferida na quinta-feira (13) pela juíza Glauce Ribeiro da Silva, após denúncia apresentada pela promotora de Justiça Alessandra Darub Alves, do Ministério Público do Maranhão.
Além da pena privativa de liberdade, a Justiça determina o pagamento de 195 dias-multa e de R$ 2 mil a título de indenização à vítima. Roondney, que ocupava cargo na Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária de Viana (Semap), perde a função pública por determinação judicial, que também o impede de assumir qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo até o trânsito em julgado da sentença.
O crime ocorre em 29 de abril de 2025, no bairro Democrata, quando Flávia retorna do trabalho. Segundo a denúncia do MP-MA, Roondney já havia descumprido medidas protetivas contra a vítima e passa a persegui-la naquele momento. Durante a tentativa de fuga, Flávia tropeça e cai. A acusação relata que o réu a imobiliza e efetua diversos disparos contra ela, além de atingi-la com coronhadas na cabeça.
Flávia é atingida no braço, no abdômen e na cabeça. Vizinhos prestam socorro e ela passa por cirurgias de emergência. Conforme o processo, um dos projéteis permanece alojado na cabeça da vítima.
Os autos indicam que a tentativa de feminicídio é precedida por meses de violência. Entre janeiro e abril de 2025, Roondney persegue Flávia de forma recorrente, controla suas ações e provoca abalo psicológico na vítima. Em janeiro daquele ano, ele chega a ser preso preventivamente por descumprir medidas protetivas, ficando detido por cerca de um mês.
Pouco depois de deixar a prisão, Roondney retoma a perseguição e passa a exigir que Flávia reate o relacionamento, segundo o processo. Ele também a obriga a deixar a própria casa, levando a vítima a se abrigar na residência de conhecidos.
- 14 de agosto de 2026
- Por: Redação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, retira o sigilo de decisões proferidas em investigações sobre um suposto esquema de corrupção no Maranhão que envolve políticos e empresários. Segundo o ministro, os fatos apurados pela Polícia Federal podem configurar crimes de homicídio, corrupção, peculato, obstrução de Justiça, coação no curso do processo e organização criminosa.
O caso tem origem em 2022, quando o empresário João Bosco Sobrinho é assassinado em meio a tratativas para cobrança de propina em contratos públicos no Maranhão. O crime resulta na prisão e condenação de Gilbson César Soares Cutrim Júnior. Uma das linhas de apuração investiga a atuação do ex-secretário de Estado Raimundo Soares Cutrim, apontado como interlocutor da família do governador Carlos Brandão. De acordo com essa hipótese, Cutrim teria pressionado familiares de Gilbson para que alterassem depoimentos prestados à polícia, com o objetivo de proteger integrantes da família do governador e outros agentes públicos. Daniel Brandão, integrante do Tribunal de Contas do estado e sobrinho do governador, teria participado da reunião em que ocorre o desentendimento que culmina no assassinato. A apuração também investiga a participação do senador Weverton Rocha (PDT-MA) em suposta tentativa de impedir o avanço das investigações sobre o crime, com o apoio do ministro Humberto Martins, do STJ.
Em 14 de julho, na Petição 15437, Dino decreta prisão domiciliar para Raimundo Soares Cutrim, medida considerada necessária diante de indícios de continuidade das atividades ilícitas. Segundo os documentos reunidos na investigação, o ex-secretário, delegado de polícia aposentado, teria utilizado sua experiência profissional para atuar em uma espécie de núcleo de contrainteligência do grupo investigado, coagindo testemunhas, tentando subornar envolvidos e instaurando procedimentos investigatórios considerados suspeitos para atrapalhar as apurações.
Já em 3 de junho, o ministro autoriza buscas e apreensão domiciliar e pessoal, além do afastamento cautelar do policial federal Edvar Rodrigues dos Santos de suas funções na Polícia Federal por 120 dias. Conforme a decisão, o servidor teria mantido contatos repetidos e não autorizados com o pai do investigado preso pelo homicídio e com pessoa diretamente ligada à investigação sigilosa conduzida pela corporação.
Outra frente da apuração trata de um suposto esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares e fraudes em licitações, com participação de recursos indicados pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho. Na Petição 15438, Dino autoriza buscas e apreensões contra diversas empresas e pessoas físicas investigadas. Na decisão, o ministro afirma que existe no Maranhão um grupo empresarial organizado, segundo os elementos da investigação, para desviar recursos públicos, incluindo verbas de emendas parlamentares federais.
- 14 de agosto de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal identificou comunicações reiteradas entre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ministro do STJ Humberto Martins durante o período em que o magistrado relatava uma investigação sobre um homicídio ocorrido em São Luís. A suspeita da corporação é de que o senador tentou interferir no inquérito, que apura se o crime está relacionado a uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão, atual presidente do TCE-MA e sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB).
O caso passou a ser conduzido pelo ministro Flávio Dino, do STF, em razão das suspeitas envolvendo o senador. A referência aos contatos telefônicos consta de uma decisão do ministro tornada pública nesta sexta-feira (14). Procurados, tanto Weverton Rocha quanto Humberto Martins, que não é investigado formalmente, não se pronunciaram.
As comunicações foram identificadas pela PF a partir da análise do celular de Weverton, apreendido no ano passado durante operação que apura desvios ligados ao INSS. Segundo o órgão, os dados revelam contatos diretos entre o senador e o ministro do STJ mantidos entre janeiro de 2023 e outubro de 2025, por meio de mensagens de texto, áudios, ligações telefônicas e compartilhamento de mídias. A PF afirma que o conteúdo indica uma relação de proximidade pessoal entre os dois, que ultrapassaria os limites de uma interação institucional, incluindo pedidos do senador sobre processos sob relatoria do ministro e um encontro pessoal no gabinete de Martins em agosto do ano passado.
Um dos registros destacados pela PF é de 2 de junho do ano passado, dia em que houve troca de mensagens e uma ligação de cerca de cinco minutos entre os dois. Na mesma data, Martins determinou a transferência de Gilbson Cesar Soares Cutrim Júnior, condenado como executor do assassinato, do presídio de Pedrinhas, em São Luís, para Brasília.
O crime que deu origem ao caso é o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Gilbson Cutrim foi condenado a 13 anos de prisão pela Justiça maranhense antes de o processo chegar ao STJ, que apurava se o homicídio teria relação com uma suposta cobrança de propina por Daniel Brandão. Em novembro de 2025, com as suspeitas envolvendo Weverton Rocha, o caso foi remetido ao STF. A PF também investiga se o assassinato pode estar relacionado a suspeitas de desvios de emendas parlamentares em contratos no Maranhão.
O episódio tem repercutido na disputa pré-eleitoral pelo governo do Maranhão, gerando embates entre grupos ligados a Dino, dissidências desses núcleos e opositores. Procurados, Carlos e Daniel Brandão não se manifestaram sobre os novos elementos, mas ambos já negaram irregularidades anteriormente. Carlos Brandão afirmou que os processos que enfrenta desde 2024 decorrem de narrativas manipuladas após seu distanciamento de um grupo político que buscava permanência no poder. Daniel Brandão, por sua vez, disse repudiar tentativas de associar seu nome ao crime sem provas, destacando que o próprio condenado já negou publicamente qualquer envolvimento dele no episódio.
