Flávio e Lula discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS, e trocam ataques com ‘9 dedos’ e ‘miliciano

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram, na noite desta sexta-feira (23), do último debate presidencial do segundo turno, promovido pela TV Globo e mediado pelo jornalista César Tralli, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

O confronto foi marcado pela discussão de propostas econômicas, sociais e de infraestrutura, mas também por trocas de ataques pessoais e referências a polêmicas recentes das campanhas, às vésperas da votação marcada para domingo (25).

Principais temas econômicos e sociais

Salário mínimo e aposentadorias: Ambos os candidatos prometeram manter o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação. Lula defendeu os índices dos governos petistas e questionou a atuação de gestões passadas, enquanto Flávio criticou o aumento da carga tributária e o endividamento popular.

Infraestrutura e Agro: Flávio apontou gargalos e obras federais paralisadas, prometendo investir em ferrovias e no escoamento agrícola. Lula rebateu listando projetos em andamento, como a Ferrovia Transnordestina e a rodovia BR-319, além de defender o aumento das exportações e a abertura de novos mercados internacionais.

Saneamento e Regiões: O candidato do PL cobrou avanços no Marco Legal do Saneamento para universalização dos serviços na região Norte, enquanto o petista criticou a postura da oposição em pautas ambientais e sociais.

Confrontos e ataques pessoais

O debate escalou em tensão com embates verbais diretos entre os adversários:

“Nove dedos” e Direito de Resposta: Flávio Bolsonaro utilizou uma frase de efeito afirmando que o governo dá benefícios com uma mão e retira “com os nove dedos”. A fala resultou em um direito de resposta a Lula, que lembrou ter perdido o dedo mínimo na juventude em um acidente de trabalho na metalurgia.

Ataques cruzados: O petista chamou o adversário de “miliciano” e ironizou sua relação internacional, enquanto o senador questionou a governabilidade do atual mandatário e fez críticas à segurança pública e à gestão de estados governados por aliados da base governista.

 

O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, adotou uma postura mais serena e menos provocativa durante o debate da TV Globo realizado na noite desta sexta-feira (23). O parlamentar foi orientado a alterar o comportamento agressivo que marcou o primeiro confronto do segundo turno, realizado no último domingo (18) na TV Bandeirantes.

Com o apoio de sua equipe de comunicação e dicas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio buscou focar em propostas, fazendo ao menos 15 promessas ao longo do programa, embora sem detalhar a viabilidade de execução de algumas medidas.

Estratégia e deslize verbal

Mudança de tom: O candidato do PL evitou confrontos diretos intensos no início, mas cometeu um deslize ao utilizar uma frase de efeito ensaiada.

Direito de resposta: Ao afirmar que o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dava benefícios com uma mão e tirava “com nove dedos”, Flávio gerou um direito de resposta. Lula lembrou que perdeu o dedo mínimo aos 17 anos em acidente de trabalho na metalurgia.

Retratação: Após a repercussão negativa do momento, Flávio pediu desculpas e afirmou não ter tido a intenção de ofender o adversário.

Mudanças de posicionamento e temas espinhosos

Durante o bloco de questionamentos, o senador recuou de um posicionamento anterior ao ser indagado sobre seu voto desfavorável ao aumento do tempo de licença-maternidade na época em que atuava como deputado estadual. Flávio declarou que mudou de opinião após se casar e ter filhas, afirmando que votaria favoravelmente à pauta atualmente.

No eixo de segurança pública, Lula acionou o debate citando a presença na plateia de Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, morta aos cinco anos por um tiro de fuzil — caso em que Flávio atuou como advogado de defesa do policial militar suspeito do disparo. Flávio prestou solidariedade à família, ponderou que o PM não foi condenado e mudou de assunto.

Compromissos econômicos e sociais

Entre as propostas apresentadas na área econômica e social, o presidenciável do PL reiterou que:

Manterá o reajuste do salário mínimo acima da inflação.

Preservará os programas sociais vigentes.

Não fará contingenciamento de recursos destinados ao Plano Safra nem ao seguro rural.

Pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá nesta sexta-feira (23.out.2026) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,3% das intenções de voto em votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial. O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,7%.

No cenário de votos totais (estimulada), Flávio lidera numericamente com 50,2% contra 47,5% de Lula. Votos brancos e nulos somam 1,4%, enquanto eleitores que não sabem ou não responderam representam 0,9%.

Números do cenário estimulado (votos totais)

  • Flávio Bolsonaro (PL): 50,2%

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 47,5%

  • Branco / Nulo: 1,4%

  • Não sabe / Não respondeu: 0,9%

Expectativa de vitória

O instituto também consultou os eleitores sobre quem eles acreditam que sairá vitorioso do pleito, independentemente do voto declarado:

  • Flávio Bolsonaro: 51,1%

  • Luiz Inácio Lula da Silva: 44,0%

Metodologia

O levantamento do Veritá foi realizado entre os dias 18 e 22 de outubro de 2026, com a audição de 15.554 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06070/2026.

 

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei 150/2025, de autoria do deputado Neto Evangelista (MDB), que estabelece medidas de proteção do meio ambiente marinho e de controle da poluição das águas por navios e embarcações em atividade nos portos do estado.

A proposta prevê medidas para prevenir e combater o derramamento de óleo no mar, como a manutenção de planos de emergência a bordo, o registro de ocorrências de vazamento e a instalação de barreiras de contenção de óleo durante a permanência das embarcações nos portos, sempre que tecnicamente possível.

O texto também estabelece a exigência de certificado de não poluição para a emissão do passe de saída dos navios e embarcações. Em caso de ocorrência de poluição por óleo, os responsáveis deverão providenciar a limpeza da área contaminada e apresentar relatório de resposta à emergência, conforme as condições previstas no projeto.

De acordo com o autor, a matéria busca reforçar a fiscalização das atividades portuárias e ampliar os mecanismos de prevenção de acidentes ambientais, contribuindo para a preservação dos mares e das águas costeiras do Maranhão.

 


O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu prazo de 24 horas para que a empresa Meta – responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp – e a rede social X revelem detalhes sobre a remoção de publicações e a forma como distribuem conteúdos de cunho político a seus usuários. 

Cueva é relator de um processo aberto pela campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, que alega haver um favorecimento nas plataformas de conteúdos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro, adversário no segundo turno da corrida presidencial.

Para ilustrar o tratamento desigual, a campanha de Lula citou a remoção de um vídeo do projeto Revelando apresentado pelo artista MC Cabelinho, que contém críticas a Flávio e foi retirado da rede social Instagram na quinta-feira (22), pouco depois de ser lançado, sob alegação de uso excessivo de Inteligência Artificial.

Para o corregedor eleitoral, diante da proximidade da votação em segundo urno, no domingo (25), o episódio “justifica a adoção de providências destinadas a esclarecer os fundamentos da remoção e a assegurar sua pronta reavaliação”.

O ministro, contudo, ressalvou que os elementos apresentados até o momento não permitem concluir que o vídeo recebeu “tratamento diferenciado em razão de sua orientação político- eleitoral”. Ele determinou à Meta que submeta o material à revisão humana.

Outra alegação da campanha lulista é que anúncios pagos pelas campanhas oficiais estariam tendo alcance distinto nas redes sociais, com menor distribuição de conteúdos ligados a Lula. A campanha lulista aponta ainda um alcance desproporcional entre conteúdos, com favorecimento a conteúdos do campo adversário.

A defesa de Lula reclama também de tratamento desigual pela ferramenta de IA Grok, que funciona embutido no X, que apresentaria comportamento distinto quando confrontada com questionamentos semelhantes a respeito das duas candidaturas.

Em informações apresentadas ao presidente do TSE, ministro Munes Marques, nesta semana, a Meta negou tratamento diferenciado entre as campanhas e afirmou respeitar todas as regras da Justiça Eleitoral.

Nesta sexta (23), Nunes Marques deve realizar uma última reunião com representantes das principais redes sociais – como Instagram, Facebook, TikTok e Kwai – antes do segundo turno.

Agência Brasil

 

Pesquisa do instituto Ipespe, em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais (Abrapel), divulgada nesta sexta-feira (23), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% das intenções de voto nos votos válidos para o 2º turno da eleição presidencial. O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49,5%.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois concorrentes figuram em rigoroso cenário de empate técnico na reta final do pleito. O cálculo de votos válidos exclui os votos em branco, nulos e eleitores indecisos, seguindo o padrão oficial da Justiça Eleitoral.

Números

 Flávio Bolsonaro (PL): 50,5% dos votos válidos

 Lula (PT): 49,5% dos votos válidos

O levantamento destaca que, desde o início das sondagens após o 1º  turno quando Flávio registrava 52,7% contra 47,3% de Lula, as taxas de intenção de voto têm apresentado uma tendência contínua de aproximação entre os concorrentes, consolidando a disputa acirrada às vésperas da votação de 25 de outubro.

Metodologia

A pesquisa Ipespe/Abrapel ouviu 1,500 eleitores em todo o país, por ligações telefônicas, entre os dias 20 e 22 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04350/2026.