- 19 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para apurar a atuação de filhos do prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira, dentro da estrutura de saúde do município. A investigação busca esclarecer suspeitas de nepotismo, favorecimento pessoal e possível diferença salarial em benefício dos familiares do gestor municipal.
O procedimento teve origem em uma denúncia enviada à Ouvidoria do órgão, registrada sob o protocolo nº 53914022026. Segundo o relato que motivou a apuração, os filhos do prefeito estariam atuando como médicos no Hospital Municipal e em Unidades Básicas de Saúde da cidade, recebendo remuneração superior à praticada para os demais profissionais da área, sem que houvesse, até então, explicação técnica que justificasse essa diferença.
De acordo com o Ministério Público, foram feitas notificações ao prefeito solicitando esclarecimentos sobre a situação, mas as respostas apresentadas não teriam sido suficientes para dissipar as suspeitas levantadas. Com o encerramento do prazo da fase preliminar de apuração, conhecida como Notícia de Fato, a Promotoria optou por converter o procedimento em Inquérito Civil, etapa que permite uma investigação mais aprofundada, com poder de reunir documentos e provas sobre o caso.
Como parte das primeiras providências, a Secretaria Municipal de Saúde de Açailândia foi oficialmente notificada e terá o prazo de dez dias para prestar informações sobre a atuação dos filhos do prefeito. Entre os pontos a serem esclarecidos estão a confirmação de vínculo funcional durante a atual gestão, as unidades onde teriam atuado, os valores recebidos a título de remuneração e o período de exercício das atividades.
A apuração deverá determinar não apenas se houve efetiva prestação de serviços médicos por parte dos familiares do prefeito, mas também sob quais condições eles teriam sido contratados e se receberam tratamento diferenciado em relação a outros profissionais da rede municipal de saúde. Até o momento, o Ministério Público reforça que não há conclusão sobre a existência de irregularidades, cabendo aos investigados o direito de apresentar suas justificativas ao longo do processo.
O inquérito é conduzido pelo promotor de Justiça Denys Lima Rego, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia. A portaria que formaliza a abertura do procedimento foi assinada em 14 de agosto de 2026 e publicada na edição nº 157/2026 do Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão.
- 19 de agosto de 2026
- Por: Redação

A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão, protocolou pedido de suspensão do inquérito instaurado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que investiga o governador por suposta chefia de organização criminosa. Os dois, que já foram aliados políticos, romperam relações após Dino deixar o comando do Executivo estadual em 2022, tornando-se hoje adversários no cenário político maranhense.
Procurado sobre o posicionamento do ministro em relação à petição, o gabinete de Flávio Dino informou que não haverá manifestação pública sobre o pedido apresentado pela defesa do governador.
Os advogados de Brandão argumentam que a Procuradoria-Geral da República já havia negado o deslocamento da competência do caso, que tramitava no Superior Tribunal de Justiça, para o Supremo Tribunal Federal. Com base nesse ponto, a defesa sustenta que o inquérito não deveria ter sido aberto na mais alta corte do país.
Segundo a petição, o ministro não teria competência para instaurar o procedimento de ofício, ou seja, sem provocação prévia de um órgão de investigação. O documento cita ainda dispositivo constitucional que estabelece ser do STJ a prerrogativa de julgar governadores, classificando a manutenção do caso no STF como uma quebra da repartição constitucional de competências.
Por outro lado, Flávio Dino defende permanecer como relator do processo, argumentando que o caso está diretamente relacionado à atuação do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo essa linha de investigação, o parlamentar teria pressionado o ministro Humberto Martins, do STJ, para conter apurações envolvendo Brandão e pessoas de seu círculo familiar.
Como Weverton Rocha possui foro privilegiado por seu mandato no Senado, os inquéritos relacionados ao caso acabaram sendo redirecionados ao Supremo Tribunal Federal, o que justificaria, na visão do ministro, a manutenção da relatoria sob sua responsabilidade. O caso segue sem decisão definitiva sobre a competência para seu julgamento.
- 19 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um homem condenado por esfaquear cães e ameaçar moradores de sua vizinhança foi preso nesta terça-feira (18), no município de Axixá, no Maranhão. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão definitiva, expedido após o trânsito em julgado da sentença que o condenou a quatro anos de reclusão.
Segundo apurado, o réu foi condenado pelos crimes de maus-tratos a animais e ameaça, delitos registrados em junho de 2023. As investigações apontam que o homem teria esfaqueado cães pertencentes a moradores da região onde residia, utilizando uma faca durante os ataques aos animais.
Após ferir os cachorros, o condenado teria voltado sua conduta violenta contra os próprios tutores, ameaçando-os de morte. De acordo com o apurado, ele portava um facão no momento em que intimidou os vizinhos, ampliando o temor da comunidade em relação à sua conduta.
O caso foi conduzido pela Delegacia de Axixá, responsável pelas investigações que fundamentaram a denúncia e posterior condenação do réu na Justiça. Com o processo concluído e a sentença mantida em todas as instâncias, o mandado de prisão foi formalizado para garantir o cumprimento da pena.
A ordem judicial foi executada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), que efetuou a prisão do condenado nesta terça-feira. Ele foi conduzido às unidades competentes para os procedimentos legais cabíveis ao caso.
Atualmente, o homem permanece à disposição da Justiça, iniciando o cumprimento da pena de quatro anos fixada pela condenação. O caso reforça a atuação das autoridades maranhenses no combate a crimes de maus-tratos contra animais e ameaças no âmbito da vizinhança.
- 18 de agosto de 2026
- Por: Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Golpe da Fé, que apura um suposto esquema de pirâmide financeira estruturado dentro de uma igreja evangélica de Niterói, na Região Metropolitana do estado. As investigações apontam que a estrutura fraudulenta captava recursos de fiéis por meio da promessa de altos rendimentos mensais.
De acordo com a corporação, o esquema é liderado por Roberto Vieira Soares, à frente da Igreja Apostólica Vida e Adoração, localizada no bairro de Icaraí. Segundo os investigadores, ele se valia de sua posição de autoridade religiosa para convencer fiéis e pessoas próximas a aplicar dinheiro em um suposto banco de investimentos apelidado de “Banco do Pastor”, denominação popular atribuída à GAL Invest Bank.
O delegado Vinícius Miranda, responsável pelo caso, afirmou que o púlpito era utilizado como espaço de captação financeira, com promessas de retorno mensal de 10% sobre os valores emprestados. Conforme o delegado detalhou, os pagamentos eram realizados normalmente nos primeiros meses, o que ampliava a confiança dos investidores e atraía novos participantes para o esquema — até que, em determinado momento, os repasses cessaram e o grupo passou apenas a arrecadar valores.
As vítimas relatam prejuízos que chegam a R$ 118 mil por pessoa, enquanto levantamentos financeiros indicam movimentação total superior a R$ 8 milhões entre os anos de 2022 e 2025. Ao menos sete boletins de ocorrência já foram registrados com base no mesmo modo de operação, somando um prejuízo estimado acima de R$ 1 milhão.
Para dar cumprimento à investigação, agentes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumprem nesta terça-feira 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos, distribuídos entre o Rio de Janeiro e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 8 milhões em ativos e autorizou a apreensão de bens de luxo relacionados aos investigados.
As apurações seguem em andamento e buscam esclarecer o possível envolvimento de familiares do pastor, além do uso de empresas de diferentes segmentos como instrumento para movimentar e ocultar os recursos captados. A reportagem procura a defesa do religioso, e o espaço permanece aberto para manifestação.
- 18 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um agente penitenciário foi preso preventivamente nesta terça-feira (18) em Feira de Santana, no interior da Bahia, sob suspeita de integrar um esquema que facilitava a entrada irregular de aparelhos celulares no Conjunto Penal do município. A prisão faz parte da terceira etapa da Operação Sísifo, iniciativa que apura a participação de servidores e civis na circulação clandestina de telefones dentro da unidade prisional.
De acordo com as apurações, o servidor teria mantido articulação direta com pessoas encarregadas de repassar celulares e valores em dinheiro do lado de fora do presídio, além de contar com a colaboração de detentos responsáveis por receber e distribuir os aparelhos internamente. As investigações apontam ainda que a prática pode ter rendido ganhos financeiros aos participantes do esquema.
Durante a ação desta terça, equipes cumprem cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Feira de Santana e Santo Estevão. Um dos endereços alvo da diligência é a própria residência do agente penal, situada no bairro Conjunto Feira X, na segunda maior cidade baiana.
Na casa do investigado, os agentes encontram aparelhos celulares, cartas manuscritas e uma arma de fogo, itens que passam a integrar o conjunto de provas reunidas ao longo da apuração. O material apreendido deve auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos na rede de fornecimento irregular de telefones ao presídio.
A Operação Sísifo III é conduzida pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep). A ação conta ainda com o apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que integra a estrutura de segurança prisional do estado.
Os mandados cumpridos nesta terça-feira foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana. A investigação segue em andamento, e novas diligências não são descartadas à medida que o esquema de entrada de celulares no sistema prisional continua sendo mapeado pelas autoridades.
- 18 de agosto de 2026
- Por: Redação

Uma operação conjunta da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Polícia Federal (PF) apreendeu 1.051 kg de cocaína na madrugada desta terça-feira (18), no Ceará. A droga estava distribuída em 948 tabletes e escondida em um caminhão que transportava uma carga de peixes.
A abordagem ocorreu na rodovia CE-085, na altura do km 71, entre os municípios de Paraipaba e Paracuru. A ação foi realizada após um levantamento conjunto das equipes de inteligência da PMCE e da Polícia Federal, que identificaram que uma carga de entorpecentes havia saído do Pará com destino ao Ceará.
Com as informações, as forças de segurança montaram um cerco na região. O caminhão foi interceptado pelo Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE) e conduzido até um posto de fiscalização fixo em Paracuru.
O veículo era ocupado por dois irmãos, naturais do Pará. A vistoria no compartimento de carga contou com o apoio do Comando Tático Motorizado (Cotam) e de cães farejadores do Batalhão de Choque.
Mesmo com a presença de grande quantidade de gelo e peixes a granel, os cães Boris e Ayron indicaram a presença de material suspeito. Após a retirada do pescado, os policiais localizaram os 948 tabletes de cocaína, que totalizavam 1.051 kg da droga.
Os dois ocupantes do caminhão receberam voz de prisão no local. Os suspeitos e o entorpecente foram encaminhados à sede da Polícia Federal, responsável pelos procedimentos legais.
A carga de peixes apreendida também teve uma destinação definida. O pescado foi encaminhado para ações de combate à fome promovidas pelo Governo do Estado do Ceará.
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