- 3 de agosto de 2026
- Por: Redação

As convenções partidárias movimentaram as últimas semanas e já deixam claro o tom que os principais presidenciáveis pretendem dar à campanha. Entre discursos emocionados, ataques a adversários e as primeiras propostas, cinco nomes se destacaram nas pesquisas. O prazo para definir candidaturas vai até 5 de agosto, com registro no TSE até dia 15.
Confira um resumo do que cada um disse.
Flávio Bolsonaro (PL)
Oficializado em 25 de julho, no Pacaembu (SP), o senador apostou na emoção e no legado do pai, Jair Bolsonaro. Chamou a candidatura de missão para “devolver o Brasil aos brasileiros” e prometeu que os dois subiriam juntos a rampa do Planalto em 2027. Entre as propostas: redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e castração química para pedófilos. Alertou ainda para o risco de o país “virar uma ditadura” sob Lula.
Lula (PT)
Buscando a reeleição, o presidente comparou suas sete candidaturas a “Copas do Mundo” e disse dispensar promessas vazias, apontando o PAC e investimentos recordes como prova de resultados. Declarou que agressores de mulheres não deveriam votar nele e defendeu leis como o pacto contra o feminicídio. Para um quarto mandato, prometeu priorizar educação e cuidado com idosos, além de investir em defesa, drones de fronteira e terras raras.
Renan Santos (Missão)
Com convenção antecipada por videoconferência e ato de lançamento em São Paulo em 1º de agosto, Renan recontou sua trajetória desde o MBL até a criação do Missão. Rejeitou os rótulos de “terceira via” e “antipetista”, criticou Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro e propôs metas ambiciosas: menos de 10 mil homicídios por ano, juros abaixo de 6% e alfabetização de 9 em cada 10 crianças, com o objetivo de colocar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em 30 anos.
Romeu Zema (Novo)
Zema se apresentou como o candidato do “Brasil real”, destacando a experiência no setor privado e a gestão em Minas Gerais, sem escândalos de corrupção. Propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir um “superpresídio” na Amazônia e usar o modelo de El Salvador contra o crime. Na economia, apostou na atração de investimentos privados como estratégia central.
Ronaldo Caiado (PSD)
Com Gilberto Kassab como vice, Caiado oficializou a candidatura em 26 de julho apoiado nos 40 anos de vida pública e no desempenho de Goiás em educação e segurança. Posicionou-se como alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo, chamando ambos de “maiores rejeitados da política”, e desafiou Lula para debates.
- 3 de agosto de 2026
- Por: Redação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao governo de Minas Gerais. A confirmação veio em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o parlamentar, aos prantos, pediu perdão aos apoiadores e admitiu que o momento pessoal não permite seguir com o projeto eleitoral. “Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família”, disse. A decisão foi confirmada também pelo presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, que classificou a desistência como “espontânea” diante do momento difícil vivido pelo senador.
O contexto por trás da saída é marcado por luto. Cleitinho perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho, poucos dias antes do prazo decisivo para definir sua candidatura. Segundo Pereira, o partido chegou a promover uma reunião de cinco horas em São José dos Campos para tentar reverter a situação e reafirmar o apoio da legenda, mas a decisão final coube ao próprio senador. Apesar do desfecho, o clima entre Cleitinho e a cúpula do Republicanos já vinha desgastado: no dia 25 de julho, ele não compareceu à convenção estadual do partido em Belo Horizonte, ausência que a legenda classificou, em nota, como geradora de “consequências inevitáveis”.
Até a desistência, no entanto, Cleitinho era, de longe, o nome mais forte da corrida mineira. A pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho, a mais recente antes do anúncio, mostrava o senador na liderança isolada em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No cenário com mais candidatos, ele aparecia com 35% das intenções de voto, à frente de Alexandre Kalil (PDT), com 12%, Patrus Ananias (PT), com 10%, e Mateus Simões (PSD), com 6%. Os indecisos somavam 15%, e o índice de brancos, nulos ou de quem não pretendia votar chegava a 13%, números que evidenciam o tamanho da vantagem que Cleitinho vinha construindo mesmo sem ter oficializado a candidatura.
A liderança nas pesquisas, porém, conviveu por semanas com a indefinição do próprio senador sobre concorrer. Nos dias anteriores ao anúncio final, Cleitinho chegou a sinalizar publicamente, inclusive em uma publicação com imagens geradas por inteligência artificial ao lado do pai e do irmão já falecidos, que seguiria “na missão” de disputar o governo. O vaivém entre sinalizações de candidatura e o não comparecimento a atos oficiais do partido acabou consumindo o tempo que a legenda via como necessário para consolidar alianças em torno de seu nome.
Com a saída de Cleitinho definitivamente selada, o Republicanos mineiro já articula um novo nome para a disputa. O ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP) desponta como favorito para herdar o apoio do partido, do PL e da federação União Progressistas, tendência que deve se consolidar rapidamente já que o prazo final para o registro oficial das candidaturas se encerra em 5 de agosto. O desfecho reconfigura de forma abrupta o tabuleiro eleitoral mineiro, que até a véspera tinha no senador seu protagonista mais evidente.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Partido dos Trabalhadores oficializou neste sábado (1º) o nome que vai defender as cores da legenda na disputa pelo governo do Maranhão em outubro. Em convenção realizada no Centro Educa Mais Almirante Tamandaré, no bairro Cohab, em São Luís, o vice-governador Felipe Camarão foi confirmado como candidato ao Palácio dos Leões, encerrando qualquer especulação sobre os planos do partido para o estado.
Uma trajetória que passa pela educação
Aos 41 anos, Felipe Camarão chega à disputa com um currículo que mistura vida acadêmica e gestão pública. Carioca de nascimento, advogado, professor universitário e procurador federal, ele é casado e pai de três filhos. Antes de se tornar vice-governador na chapa eleita em 2022 ao lado de Carlos Brandão (MDB), Camarão comandou a Secretaria de Estado da Educação, experiência que hoje aparece como um dos pilares centrais do discurso de campanha.
A chapa e os aliados
Ao lado de Camarão na disputa majoritária estará Ricardo Rodrigues, também do PT, como candidato a vice-governador. Para o Senado, a legenda apresenta dois nomes: a senadora Eliziane Gama, pelo PT, e Enilton Rodrigues, pelo PSOL.
A candidatura nasce dentro de uma aliança ampla. O PT integra a Federação Brasil da Esperança, composta também por PC do B e PV, e disputa o pleito maranhense em conjunto com o PSB e a Federação PSOL/Rede. Essa engenharia política, porém, ainda enfrenta um capítulo pendente: no mesmo sábado, o PV divulgou nota apoiando a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo do estado, um posicionamento que precisará ser referendado (ou revisto) na convenção da federação marcada para segunda-feira (3).
O discurso de largada
Ao discursar após a confirmação, Camarão tratou o dia como um marco simbólico para a campanha, associando sua candidatura diretamente à figura do presidente Lula no cenário estadual. Em um dos trechos mais repetidos por quem acompanhou o evento, o candidato resumiu a estratégia eleitoral em poucas palavras: “é Lula lá e Camarão cá”.
No campo das propostas, o candidato sinalizou que pretende retomar o programa Escola Digna e ampliar o atendimento a populações historicamente negligenciadas pelo poder público, comunidades quilombolas, aldeias indígenas e periferias urbanas, com ênfase em saúde, segurança e educação.
O que vem pela frente
A convenção de São Luís é apenas o primeiro passo de um calendário eleitoral apertado. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções, e os nomes escolhidos precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, data a partir da qual a campanha eleitoral começa oficialmente. As eleições acontecem em 4 de outubro, quando o país vai às urnas para escolher presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Para o Maranhão, a corrida ao governo já começa desenhada: de um lado, um PT que aposta na força do nome de Lula e no histórico de Camarão à frente da Educação; do outro, um tabuleiro de alianças ainda em movimento, com o MDB buscando consolidar apoios como o do PV. Os próximos dias, sobretudo a convenção da federação na segunda-feira, devem definir os contornos finais dessa disputa.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

A corrida pelo Governo do Maranhão ganhou um novo capítulo com a divulgação de mais um levantamento sobre a intenção de voto dos eleitores maranhenses. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, o pré-candidato Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, aparece com ampla vantagem sobre os demais concorrentes, reforçando uma tendência que já vinha sendo observada em levantamentos anteriores do mesmo instituto ao longo de 2026.
Os números recentes divulgados pelo Veritá colocam Braide na casa dos 56% das intenções de voto, à frente de nomes como Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT) e outros postulantes ao cargo. A distância registrada entre o primeiro e o segundo colocado tem se mantido expressiva nas últimas rodadas de pesquisa, um cenário que a campanha de Braide tem destacado como sinal de fôlego para uma eventual vitória já no primeiro turno.
Vale registrar que o levantamento em questão é de autoria do Instituto Veritá, com metodologia e amostragem próprias, e não representa necessariamente um consenso entre todos os institutos que pesquisam o cenário eleitoral maranhense , outros levantamentos, de institutos diferentes, têm mostrado disputas mais equilibradas entre os principais nomes da corrida. Como em qualquer pesquisa eleitoral, os números refletem um retrato pontual da opinião pública, sujeito a variações à medida que a campanha avança e novos fatos entram no radar do eleitor.
De todo modo, a repetição de resultados favoráveis a Braide em diferentes rodadas do Veritá ao longo do ano é um dado que merece acompanhamento, especialmente pelo contraste que gera com pesquisas de outros institutos. Resta saber se essa vantagem se sustenta — e se será confirmada — nas urnas de outubro.
Este espaço seguirá acompanhando de perto a divulgação de novas pesquisas e o desenrolar da corrida eleitoral no Maranhão, sempre com o compromisso de trazer a pluralidade de números e fontes que o momento exige.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

Lula desembarcou em Salvador neste sábado (1º/8) para dar seu aval público à chapa que o PT monta para disputar a Bahia em outubro. O gesto não é trivial: a convenção baiana aconteceu na véspera do encontro nacional do partido em São Paulo, que deve confirmar a própria candidatura de Lula à reeleição, um sinal de que o presidente está disposto a gastar capital político em praças estratégicas antes mesmo de cuidar da sua própria campanha.
O evento, realizado no Parque de Exposições da Bahia a partir das 9h, reuniu dirigentes partidários, prefeitos, ministros e militantes em torno da chapa comandada por Jerônimo Rodrigues. O governador, que busca renovar o mandato ao lado do vice Geraldo Júnior (MDB), discursou associando sua candidatura à continuidade das políticas sociais, com foco em geração de oportunidades, atendimento a populações vulneráveis e políticas para a juventude.
A grande novidade em relação a convenções anteriores foi a presença simultânea dos dois nomes petistas ao Senado: Jaques Wagner, que governou a Bahia entre 2007 e 2014 e tenta a reeleição, e Rui Costa, governador entre 2015 e 2022, que disputa pela primeira vez uma cadeira na Casa. Em seu discurso, Jerônimo reforçou a meta da base aliada: entregar três senadores a Lula em 2026, citando nominalmente Otto Alencar, Rui Costa e o próprio Jaques Wagner.
O clima de confraternização partidária, no entanto, conviveu com um pano de fundo delicado. Poucas horas antes do ato, o ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo da investigação contra Wagner, revelando ao menos 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master, registradas entre novembro de 2023 e maio de 2025. Foi justamente por causa dessa apuração da Polícia Federal que Wagner deixou, após buscas realizadas em 18 de junho, a liderança do governo Lula no Senado, um movimento para reduzir o desgaste na campanha do partido.
Mesmo sob esse cenário, Lula optou por reafirmar publicamente o apoio ao aliado histórico. Segundo relatos do próprio evento, o presidente chegou a dizer que “nem todo irmão é amigo, mas todo amigo é um irmão” em referência a Wagner, buscando blindar politicamente o senador diante do desgaste da investigação. A fala resume a estratégia petista na Bahia: não recuar do apoio aos nomes historicamente ligados ao partido, mesmo em meio a turbulências jurídicas.
Do ponto de vista eleitoral, o ato também serviu para amarrar a base estadual antes do prazo de registro das candidaturas. Após a convenção, os partidos terão até 15 de agosto para formalizar os nomes perante a Justiça Eleitoral, o que torna a presença de Lula um empurrão simbólico decisivo para uma disputa que já se desenha acirrada entre governistas e a oposição liderada por ACM Neto na corrida pelo Palácio de Ondina.
- 1 de agosto de 2026
- Por: Redação

Passados 12 dias desde a abertura oficial do período de convenções, em 20 de julho, o calendário eleitoral chega a este sábado, 1º de agosto, com boa parte das principais candidaturas do Nordeste já homologadas, e outra parte ainda por vir até o encerramento do prazo, em 5 de agosto. No Maranhão, hoje é justamente um dos dias mais movimentados: é a data marcada para a convenção do PT, que deve confirmar o vice-governador Felipe Camarão como candidato ao Palácio dos Leões.
O calendário maranhense já tem metade do caminho percorrido. O partido Missão, ligado ao MBL, abriu a sequência em 21 de julho, em formato virtual, confirmando André Luís como pré-candidato ao governo. Em 25 de julho, o MDB homologou, no Bacanga, em São Luís, a candidatura de Orleans Brandão. Quatro dias depois, em 29 de julho, foi a vez do PSTU oficializar Saulo Arcângeli. Hoje, é o PT que sobe ao palco para chancelar Felipe Camarão. Ainda restam dois nomes de peso: o PSD, que deve levar Eduardo Braide à disputa apenas no último dia do prazo, 5 de agosto, e o PSOL, que apostava em Enilton Rodrigues e, segundo as últimas informações disponíveis, ainda buscava fechar a data para sua convenção.
Essas reuniões seguem regras específicas da Justiça Eleitoral, como o envio de atas, a divulgação da lista de presentes e o respeito à cota de gênero nas candidaturas proporcionais, entre 30% e 70% por sexo, e podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida, conforme a Resolução nº 23.609/2019 do TSE. Uma vez homologados, os candidatos têm até 15 de agosto para protocolar o pedido de registro na Justiça Eleitoral, e a campanha nas ruas só começa oficialmente em 16 de agosto.
O movimento de hoje não é exclusivo do Maranhão: 1º de agosto é um dos dias mais concentrados de convenções em todo o Nordeste. Na Bahia, é a data marcada para a convenção conjunta da Federação formada por PT, PCdoB e PV, que deve confirmar a tentativa do PT de emplacar o sexto mandato seguido no comando do Estado, com o governador Jerônimo Rodrigues buscando reeleição, a expectativa era de que o presidente Lula participasse do ato.
No mesmo dia, o MDB baiano também tem convenção marcada. Em Pernambuco, o PSB tem convenção hoje, movimento que deve oficializar a pré-candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos ao governo. E no Ceará, hoje é o dia do ato de lançamento da candidatura do governador Elmano de Freitas à reeleição pelo PT, também com presença esperada de Lula, coincidindo com o lançamento da candidatura de Ciro Gomes ao Palácio da Abolição, cuja convenção pela Federação PSDB/Cidadania já havia sido realizada em 20 de julho.
Nos demais estados da região, o cenário é desigual. Em Pernambuco, a Federação formada por PT, PCdoB e PV confirmou Humberto Costa à reeleição no Senado logo no primeiro dia do calendário, 20 de julho. O Rio Grande do Norte já concluiu suas convenções entre 20 e 26 de julho. Sergipe e Piauí, por outro lado, também têm agenda neste 1º de agosto: em Sergipe, PSD, União Progressista e PT têm convenções previstas para hoje ou amanhã; no Piauí, é dia de convenção do União Progressista, com o PSDB ainda por vir, em 2 de agosto. Paraíba e Alagoas seguem com boa parte do calendário em aberto, com parte das definições deixadas para o limite do prazo, em 5 de agosto, e siglas como União Progressista (AL) e PL (SE e PI), seguiam sem data confirmada até o momento.
Com quatro dias ainda pela frente, a reta final do período de convenções deve concentrar as últimas definições da região: no Maranhão, a expectativa é pela convenção do PSD e pela confirmação da data do PSOL; na Paraíba, restam as convenções do PL, em 2 de agosto, e do MDB e do bloco União Progressista/Republicanos/PSB, ambos marcados para o último dia do prazo, 5 de agosto; em Alagoas, falta apenas o União Progressista definir data. A partir da homologação, os nomes escolhidos seguem para o registro na Justiça Eleitoral, até 15 de agosto, último passo antes do início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto.
