- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

Uma nova pesquisa do Instituto Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), revela um cenário de empate técnico triplo na corrida pelo Senado em São Paulo. Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) aparecem empatados na liderança, com 14% cada, enquanto Simone Tebet (PSB) vem logo atrás, com 12% das intenções de voto.
Na sequência, André do Prado (PL) marca 7%, e Salles (Novo) soma 3%. Um grupo de seis candidatos aparece empatado na casa de 1%: Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine (Cidadania), Maíra de Souza (UP), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Guto Schiavetto (Missão) e Salles. Já Márcio Alves (UP), William Teixeira (Agir), Weller Gonçalves (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO) e Petter Maahs (PCB) não registraram pontuação no levantamento.
Chama atenção o volume de eleitores ainda sem definição de voto: 26% se declaram indecisos, enquanto outros 19% dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não comparecerão às urnas. Somados, esses percentuais superam um terço do eleitorado paulista, o que indica que a disputa pelo Senado segue em aberto.
O instituto ouviu 1.800 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada no TSE sob o número SP-00959/2026.
O resultado reforça a competitividade da disputa pela vaga ao Senado paulista, com três nomes de perfis políticos distintos dividindo a preferência do eleitorado dentro da margem de erro. A curta distância entre Marina Silva, Derrite e Tebet sugere que qualquer um dos três pode assumir a ponta nas próximas rodadas de pesquisa.
Com o alto índice de indecisão e o expressivo percentual de votos brancos, nulos ou de abstenção, a corrida ao Senado em São Paulo deve seguir instável até a reta final da campanha, com espaço para movimentações significativas entre os candidatos mais bem posicionados.
- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Justiça de São Paulo manteve a prisão do policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de matar a esposa, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, dentro da casa do casal em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A decisão veio após audiência de custódia, e o TJSP não identificou irregularidades no cumprimento do mandado.
O caso começou a ser tratado como morte suspeita, mas ganhou novos contornos quando exames periciais apontaram inconsistências entre a versão contada pelo marido e a trajetória do projétil que atingiu a vítima. Foi esse descompasso que levou a polícia a solicitar formalmente a prisão do PM.
Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte do casal, com um ferimento na cabeça. Acionado, o Samu apenas constatou o óbito. Vinícius relatou à polícia que chegou em casa por volta das 6h, discutiu com a esposa sobre o fim do relacionamento e foi dormir; horas depois, teria acordado com o barulho de um disparo e encontrado a mulher já sem vida, alegando se tratar de suicídio.
A família de Larissa, porém, questiona essa versão. Segundo a avó da vítima, ela teria enviado uma mensagem por volta das 9h comunicando que havia terminado o casamento — cerca de duas horas antes de ser encontrada morta.
A delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pelo caso em Embu das Artes, apontou que a trajetória do projétil, a dinâmica da morte, a postura do investigado durante a colaboração e depoimentos de testemunhas fundamentaram o pedido de prisão temporária. O policial acabou detido durante o velório da própria esposa. Novos exames foram requisitados para reconstruir com precisão a cena do disparo, e o corpo segue no Instituto Médico Legal para necropsia e análise da trajetória da bala.
A defesa de Vinícius, feita pelo advogado Roberto Montanari, nega qualquer envolvimento do policial na morte e sustenta que ele jamais cometeria um ato de violência contra a esposa. Em nota, os advogados também mencionam registros anteriores em que Larissa teria manifestado pensamentos suicidas, argumento usado para reforçar a tese de defesa.
- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro fechou o inquérito sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, indiciando 13 pessoas envolvidas no caso. O crime aconteceu em Copacabana, bairro turístico da capital fluminense, na madrugada de 11 para 12 de agosto, quando Cláudio foi espancado até a morte após ser confundido com um ladrão de bicicleta — que, na verdade, pertencia à sua própria irmã.
O delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª DP, concluiu a investigação na segunda-feira (7) e encaminhou o material ao Ministério Público. Segundo apurado pela corporação, nada indicava que a vítima, que enfrentava problemas psiquiátricos e não teve condições de se defender da acusação, tivesse de fato cometido o furto.
Câmeras de segurança da região registraram cerca de nove minutos de agressão contínua. Cláudio recebeu socos, chutes e diversos golpes com um pedaço de madeira, permanecendo caído e agonizante por mais de meia hora até ser socorrido. Ele morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.
Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que impediu a defesa da vítima. São elas os seguranças de rua Davi dos Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, os entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Dias e Ailton José da Silva, e Wellington Luiz Santos de Souza, que teria chutado a cabeça da vítima já indefesa ao final do espancamento. Quatro deles estão presos; Wellington continua foragido.
A apuração também expôs um esquema paralelo de segurança clandestina que financiava a atuação desses vigilantes informais na região. Conforme relatado no inquérito, os pagamentos eram feitos em dinheiro, sem contrato ou vínculo trabalhista formal, e quatro comerciantes locais foram indiciados justamente por bancar essa estrutura irregular periodicamente.
Além dos autores diretos da agressão, outras duas pessoas responderão por crimes conexos: uma mulher que forneceu o bastão de madeira usado no ataque foi indiciada por lesão corporal, e um homem que testemunhou a cena sem acionar socorro foi indiciado por omissão de socorro. Para a polícia, mesmo sem obrigação de intervir fisicamente, havia o dever de buscar ajuda junto aos serviços de emergência — algo que não ocorreu.
- Em meio a crise
- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista e interrompeu a análise no plenário virtual. A decisão de Mendonça segue valendo enquanto o caso está paralisado.
O julgamento começou às 10h com o voto de Mendonça para manter a própria decisão. Logo depois, Gilmar solicitou mais tempo para análise. Os magistrados, no entanto, podem apresentar os votos mesmo assim, o que aconteceu em seguida. Primeiro, Luiz Fux acompanhou Mendonça, movimento feito por Kassio Nunes Marques em sequência. Todas essas manifestações aconteceram em nove minutos.
Com o pedido de vista do decano, a finalização do julgamento é adiada ainda que haja maioria para confirmar a decisão de Mendonça. Gilmar tem até 90 dias para devolver o caso a plenário, para que o julgamento seja retomado. Quando isso acontecer, os demais ministros têm inclusive a possibilidade de ajustar seus votos.
Além de Gilmar, que ainda não se manifestou, falta votar o ministro Dias Toffoli. A decisão de afastamento de Andrei Rodrigues foi antecipada pela colunista do GLOBO Malu Gaspar.
O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, avisou a interlocutores que irá recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Ele vai argumentar que, ao determinar a medida monocraticamente, o magistrado violou competência privativa da Presidência da República.
Segundo Mendonça, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal. A decisão foi antecipada pela colunista do GLOBO Malu Gaspar.
Entenda o afastamento do chefe da PF
Mendonça afirmou ter sido alvo de um “monitoramento sistemático” e ilegal realizado pela área de inteligência da Polícia Federal por mais de um mês. O magistrado listou seis relatórios produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto com análises sobre sua atuação e sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em decisão tomada a partir de pedido do partido Novo.
A afirmação consta de decisão na qual Mendonça analisa documentos de inteligência produzidos dentro da PF. O ministro sustenta que o material revela a realização de “monitoramento e coleta dirigida” tanto sobre ele quanto sobre Messias. Para Mendonça, a prática configura um “monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país”.
“Em segundo lugar, importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da polícia federal. Conforme consta do já mencionado Ofício 40/2026/GAB/PF, subscrito pelo Diretor-Geral da Polícia Federal, houve a produção de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos pela UADIP/CINQ/CGRC/DICOR/PF, os quais teriam sido recebidos por referida autoridade entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026. Ou seja, ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu Mendonça.
Mendonça também afirma que Moraes já tinha conhecimento da existência dos relatórios antes de eles serem formalmente encaminhados. Segundo o ministro, Andrei enviou o material a Moraes em 1º de setembro. Mendonça associa essa comunicação à sua inclusão no inquérito das fake news.
“E mais, conforme depreende da própria decisão do Ministro Alexandre de Moraes, previamente, este teria tido ‘notícias da existência’ desses relatórios. Isso significa que, ademais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro Ministro para que este subscritor fosse incluído no Inquérito das Fake News. Registro que o encaminhamento do material correspondente foi feito senhor Andrei Rodrigues, conforme ofício subscrito às 18h45 do dia 01/09/2026”, escreveu Mendonça.
Segundo Mendonça, o relatório levantou como hipótese que Messias teria deixado de recorrer para preservar sua “relação política com o relator”. O próprio documento, porém, classificava como baixa a confiança agregada na cadeia de inferências utilizada para sustentar essa hipótese. Ainda assim, registrava expressamente que as informações autorizavam “monitoramento e coleta dirigida”.
É a partir dessa passagem que Mendonça conclui que houve efetivamente coleta direcionada de informações sobre ele e sobre o chefe da AGU. O ministro observa ainda que o relatório fazia referência a elementos “ainda não registrados em relatórios anteriores” e retomava avaliações anteriores sobre a relação entre os dois, o que, em sua avaliação, reforçaria o caráter continuado do acompanhamento.
“Verifica-se que o monitoramento e coleta dirigida de informações deste Ministro relator e do Advogado-Geral da União ocorria ao menos há mais de um mês”, escreveu Mendonça.
Entenda crise no STF
A crise no Supremo Tribunal Federal escalou na quinta-feira com um pedido apresentado por Alexandre Moraes para que André Mendonça seja investigado pelo que classificou como “indícios de crimes” cometidos pelo colega de Corte na condução de inquéritos sob sua relatoria, em especial o relativo ao escândalo do Master.
O despacho surgiu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, ao próprio Moraes.
Ao demandar a PF, Moraes determinou o envio de documentos que citassem integrantes da Corte em razão de “diversas informações sobre condutas de autoridades tendentes a afastar a independência” dos magistrados.
Diante do conflito, Fachin disse sexta-feira em evento no Palácio do Planalto que a resposta será “firme e rigorosa”, mas sem “precipitação”. Ele afirmou que a “gravidade” dos fatos não “autoriza atalhos”.
— As instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum Poder está acima da lei. Nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito — afirmou o presidente do STF.
Fachin abriu prazo para que Moraes e Mendonça se manifestem. Também vão prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ambos citados em mensagens de Vorcaro.
- Pesquisa
- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (8) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a diferença é de apenas um ponto percentual e a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
Nesse cenário, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Outros 1% não souberam ou não responderam.
O levantamento também testou Lula contra outros possíveis adversários. O petista venceria o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, por 46% a 43%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por 47% a 40%; e Renan Santos, por 47% a 39%.
Já em uma disputa com o escritor Augusto Cury, Lula aparece numericamente atrás: Cury registra 45%, enquanto o presidente soma 43%. A diferença também configura empate técnico.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O estudo, contratado pelo banco BTG Pactual ao custo de R$ 164,8 mil, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026.
- 8 de setembro de 2026
- Por: Redação

O desafio de transformar memória em ativo econômico
A rota para 2050: crescimento com qualidade
- Mobilidade inteligente: distâncias reduzidas entre o lar, o trabalho e o lazer, sustentadas por um transporte público que funcione como alternativa real ao carro.
- Responsabilidade ambiental: praias permanentemente balneáveis e a preservação rigorosa de rios e manguezais, tratando-os como patrimônio ecológico e não como entraves imobiliários.
- Cultura autêntica: salvaguarda das manifestações populares e da culinária sem que percam sua essência em prol da mera mercantilização turística.
