PF prende homem com R$ 1 milhão em espécie no porta-malas em São Luís

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), prendeu em flagrante na manhã desta quarta-feira (4) um homem que transportava R$ 998,9 mil em espécie no porta-malas de um veículo, em São Luís.

Ao perceber a aproximação das equipes policiais, o motorista realizou manobras evasivas e tentou fugir, mas acabou interceptado. A quantia de quase R$ 1 milhão foi localizada acondicionada no compartimento traseiro do carro.

O homem foi levado à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, onde foi autuado pelo crime de lavagem de dinheiro, passou por exame de corpo de delito e acabou transferido para o sistema prisional. As investigações conjuntas com a CGU buscam agora identificar a origem exata do valor e os destinatários da movimentação, sob a suspeita de ligação com fraudes em licitações e desvio de verbas públicas no Estado.

O Plenário Virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4.nov.2026), norma que obriga cartórios de todo o país a registrar expressamente nas certidões de óbito se a morte ocorreu em decorrência de intervenção de órgãos de segurança pública.

Atualmente, os documentos anotam apenas a causa médica do falecimento. Com a nova regra, caberá a inclusão do contexto da ocorrência sempre que a morte violenta for provocada por agentes das Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal ou Bombeiros.

 Adequação de linguagem: a medida proíbe terminologias criminalizantes ou estigmatizantes nos documentos, vetando expressões como “auto de resistência”, “confronto” ou “oposição à intervenção policial”;

Redação padronizada: o texto deverá registrar: “morte não natural, violenta, ocorrida em decorrência ou no contexto de intervenção de órgão de segurança pública”;

Transparência e reparação: o relator e presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que a decisão melhora a fidedignidade dos dados de letalidade estatal e desonera familiares na busca por reparações e benefícios sociais;

Sem antecipação de culpa: o CNJ destacou que o registro no documento não implica apuração automática de responsabilidade civil, administrativa ou penal, procedimentos que seguem a cargo das instâncias judiciais cabíveis.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição, anunciou nesta quarta-feira (4.nov.2026) sua candidatura à presidência do Senado Federal para o biênio 2027–2028. O anúncio foi oficializado após reunião da bancada do Partido Liberal, em Brasília.

Marinho terá como principal adversário o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A eleição ocorrerá na primeira semana de fevereiro de 2027, em votação secreta, exigindo o apoio mínimo de 41 dos 81 senadores para a vitória.

Força partidária: o PL contará com 29 senadores a partir de 2027, consolidando a maior bancada do Senado;

Articulação política: o candidato da oposição busca alianças com o PP e o Republicanos. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é cotada no bloco da direita;

Perfil do candidato: economista de 62 anos, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional e relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.

 

O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), declarou nesta quarta-feira (4.nov.2026) que implementará um “choque de gestão” e uma reforma administrativa no governo estadual ao assumir o comando do Palácio dos Leões, em janeiro de 2027.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Braide afirmou que a equipe de transição elabora um plano de ação para os primeiros 100 dias de governo. O objetivo anunciado é elevar a eficiência da máquina pública e reestruturar os serviços estaduais nos meses iniciais da gestão.

Interlocução estadual: o governador eleito afirmou estar em contato com governadores de outros Estados para mapear e replicar modelos de gestão bem-sucedidos no Maranhão;

Prazo de atuação: declarou que as mudanças operacionais e administrativas começarão a ser aplicadas no início de 2027;

Detalhamento pendente: o texto final da reforma, a reestruturação de secretarias e as metas específicas dos 100 dias iniciais ainda não foram detalhados pela equipe de transição.

Candidatos nascidos no Brasil conquistaram vitórias históricas nas eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos nesta terça-feira (3). Disputando pelo Partido Democrata, os representantes garantiram assentos nas assembleias legislativas estaduais da Flórida e de Massachusetts.

O desempenho reforça a ampliação da representatividade da comunidade brasileira e hispano-americana na política norte-americana.

Quem são os eleitos:

Felipe Sousa-Lazaballet (Flórida): Natural de Duque de Caxias (RJ), o ativista de 40 anos fez história ao ser eleito deputado estadual pelo Distrito 42 (região de Orlando). Trata-se do 1º brasileiro eleito para a Assembleia da Flórida e do 1º ex-beneficiário do DACA a alcançar o posto legislativo no estado;

Rita Mendes (Massachusetts): Advogada de 42 anos, conquistou a reeleição para a Câmara dos Representantes de Massachusetts representando a cidade de Brockton;

Priscila Sousa (Massachusetts): Também reeleita para a Câmara estadual de Massachusetts, a parlamentar consolidou sua trajetória política no estado, atuando na defesa das comunidades imigrantes e da educação pública.

 

Nas eleições de meio de mandato (midterms) realizadas nesta terça-feira (3), o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, impondo uma derrota expressiva ao governo do presidente Donald Trump e ao Partido Republicano.

A vitória na Câmara, somada à retomada do controle do Senado, garante aos democratas a maioria nas duas casas do Congresso americano. O resultado altera significativamente a dinâmica de poder em Washington para os dois anos finais do mandato de Trump, permitindo à oposição abrir investigações contra a administração e reformatar a pauta legislativa do país.

Principais destaques da apuração:

Inversão de maioria: Os democratas garantiram as 218 cadeiras necessárias para a maioria na Câmara dos Representantes, revertendo a vantagem que os republicanos mantinham desde as eleições anteriores;

Fim do “carimbo” legislativo: Com a mudança do comando na Câmara, o lider democrata Hakeem Jeffries deve assumir a presidência da casa (Speaker of the House), bloqueando projetos prioritários da Casa Branca e impondo forte fiscalização sobre o Poder Executivo;

Reação da Casa Branca: Em declarações após o resultado, o presidente Trump minimizou a derrota pessoal, atribuindo o resultado ao desempenho dos candidatos republicanos locais, mas antecipou que pretende recorrer ao poder de veto contra propostas aprovadas pela nova maioria.