- Bastidores políticos
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB está sendo cobrado por posicionamento em favor de Lula no 2º turno das eleições. No entanto, o silêncio do governador, reflete a pressão de prefeitos e partidos aliados para que ele apoie a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Embora tenha mantido o apoio formal à candidatura do presidente Lula no 1ºturno, o grupo governista estadual opera sob o impacto das dinâmicas locais de 2026, e parte dessa base defende que o governador não assuma a linha de frente da campanha de reeleição de Lula.
A base política de Brandão reúne cerca de 180 prefeituras no estado. Essa movimentação ganha força após o presidente Lula ter manifestado apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT), que obteve 9,6% dos votos na disputa estadual, enquanto Orleans Brandão (MDB), candidato apoiado pelo grupo do governador, alcançou 34,7%. Já o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que se manteve neutro, venceu a eleição em primeiro turno com 54,03%.
Entre os aliados do Palácio dos Leões, a avaliação é que Lula optou por fortalecer o grupo político ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em vez de priorizar o palanque de Orleans.
O convite recente de Felipe Camarão para que Brandão e Orleans participem ativamente do palanque de Lula no segundo turno ampliou os debates internos. Para os prefeitos aliados, o governador deve levar em conta o cenário estadual e as posições adotadas pelo presidente durante o pleito maranhense antes de cravar um posicionamento definitivo na disputa nacional.
Pressão dos partidos aliados
A cobrança sobre Brandão também envolve os diferentes posicionamentos das legendas que integram sua base política, entre elas MDB, Republicanos e PL. No cenário nacional, partidos de centro e de direita têm anunciado apoio a Flávio Bolsonaro, movimento que aumenta a pressão sobre lideranças estaduais com alianças políticas heterogêneas.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, o Republicanos e o Novo anunciaram apoio ao senador. Nesta quinta-feira (8), o Podemos também declarou adesão à candidatura de Flávio.
No MDB, a situação é mais complexa. Enquanto parte expressiva dos diretórios estaduais defende apoio ao senador, a direção nacional, presidida por Baleia Rossi, resiste a abandonar a posição de neutralidade partidária. Levantamento citado pela Folha de S.Paulo apontou que pelo menos 15 dos 27 diretórios estaduais eram favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Esses posicionamentos nacionais, porém, não determinam automaticamente a conduta de todos os integrantes das legendas nos estados. No caso do Republicanos, por exemplo, o apoio institucional a Flávio veio acompanhado da liberação de filiados para apoiar outros candidatos.
Brandão tem preferência por Lula
Apesar da pressão dos aliados, Carlos Brandão já manifestou publicamente sua preferência pela candidatura de Lula. Em agosto, ao comentar a posição do MDB nacional, o governador afirmou: “Eu, por mim, eu tava com Lula. Lá (no Maranhão) nós somos Lula de corpo e alma”.
Agora, o governador precisa administrar as cobranças de prefeitos e lideranças partidárias que defendem outro caminho para o segundo turno. Uma declaração formal de apoio a Flávio Bolsonaro poderia aproximá-lo de setores da direita presentes em sua base, enquanto a manutenção do apoio a Lula ou uma eventual posição de neutralidade teria repercussões nas relações políticas com seus aliados.
Lula venceu em 211 municípios maranhenses
O resultado do primeiro turno também pesa na definição do posicionamento do governador. Lula recebeu 2.566.301 votos no Maranhão, o equivalente a 63,99% dos votos válidos, contra 1.239.040 votos de Flávio Bolsonaro, que obteve 30,90%.
O presidente venceu em 211 dos 217 municípios maranhenses, demonstrando a dimensão de sua votação no estado.
Até o momento, não há indicação de que Carlos Brandão vá aderir ao palanque de Flávio Bolsonaro. O governador também não sinalizou disposição para assumir protagonismo na campanha de reeleição de Lula.
A definição de Brandão é aguardada por aliados e lideranças políticas, diante do peso de sua base municipal e das diferentes posições existentes dentro do grupo governista. A decisão deverá esclarecer como o governador pretende conciliar suas declarações anteriores de apoio ao presidente com as pressões de prefeitos e partidos que defendem a candidatura do senador do PL.
- Números
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

Pesquisa do instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. No levantamento estimulado, Lula registra 44,2% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 42,7%.
A diferença entre os candidatos é de 1,5 ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os entrevistados que declararam voto branco, nulo ou que não escolheram nenhum dos candidatos somam 3,4%. Outros 9,7% não souberam responder ou não opinaram.
O Vox Brasil entrevistou 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro, por meio de entrevistas presenciais domiciliares. O intervalo de confiança do levantamento é de 95%.
Lula e Flávio Bolsonaro disputarão o segundo turno da eleição para a Presidência da República no dia 25 de outubro.
- Levantamento
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52,8% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República, contra 47,2% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9). A vantagem é de 5,6 pontos percentuais.
O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual para mais ou para menos.
Nos votos totais, Flávio registra 51,1%, enquanto Lula soma 45,7%. Os entrevistados que declararam voto branco ou nulo ou não souberam responder representam 3,2%.
No levantamento divulgado um dia antes do primeiro turno, a simulação de segundo turno apontava Lula com 50,1% dos votos válidos e Flávio com 49,9%. Na comparação, o senador avançou 2,9 pontos percentuais, enquanto o presidente recuou na mesma proporção.
A pesquisa ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro e tem nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.
- Pesquisa
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na intenção de voto total, Flávio registra 49%, enquanto Lula aparece com 45%. Os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 5%, e os indecisos representam 1%. O cálculo dos votos válidos exclui esses dois grupos.
Segundo as informações divulgadas, este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na votação, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula.
As campanhas intensificaram as articulações para a etapa final da disputa. Flávio recebeu apoio de partidos como União Brasil, PP, Republicanos e Novo. Lula, por sua vez, aposta em mudanças na comunicação e na ampliação da presença nas redes sociais, com foco também nos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. Contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.
- Novo Governo
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), anunciou nesta quinta-feira (8) mais três integrantes de sua equipe de transição: Silvana Santos, Manuela Oliveira Fernandes e David Col Debella. Os nomes foram apresentados nas redes sociais e participarão da preparação para a nova gestão estadual, que começa em 2027.
Segundo as informações divulgadas por Braide, Silvana Santos é advogada, especialista em Direito Administrativo, Auditoria no Setor Público e Gestão da Saúde Pública. Ela tem experiência em contratações públicas nas esferas estadual e municipal.
Manuela Oliveira Fernandes é administradora e especialista em Gestão de Pessoas, com certificação em Regime Próprio de Previdência e experiência em gestão pública municipal.
Já David Col Debella é engenheiro civil, mestre em Gerenciamento de Obras, com experiência na execução de obras públicas nas esferas estadual e municipal.
O anúncio dá continuidade à formação da equipe responsável pela transição. Em publicação anterior, Braide afirmou que já trabalhava na preparação do novo governo e que iniciaria a montagem de um secretariado técnico. O governador eleito também prometeu apresentar ações nos primeiros dias do mandato, citando como prioridades a saúde, as estradas e a educação.
- Novos rumos
- 7 de outubro de 2026
- Por: Redação

O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), anunciou nesta quarta-feira (07) nas redes sociais os primeiros integrantes da sua equipe de transição. A coordenação ficará a cargo da advogada Caroline Marques Salgado. Com ela, foram anunciados os economistas Simão Cirineu Dias e José de Jesus Azzolini.
Caroline é especialista em Direito Público e tem experiência em gestão pública estadual e municipal. Ela está atualmente à frente da Secretaria de Educação de São Luís.
Simão Cirineu Dias é o secretário de Planejamento da capital, e possui experiência em planejamento e finanças públicas nas esferas federal, estadual e municipal. Já José de Jesus Azzolini tem atuação na área de finanças públicas nos âmbitos estadual e municipal e é o atual titular da Semfaz.
Braide afirmou que o trabalho da equipe será voltado ao levantamento de informações sobre o estado e à preparação da próxima gestão.
“A missão da equipe será conhecer a realidade do Maranhão com dados e preparar o governo para trabalhar pelos maranhenses desde o primeiro dia”, declarou.


