- 10 de agosto de 2026
- Por: Redação

Uma atriz negra ocupa o centro das telas do Cinema Sesc a partir desta terça-feira, 11 de agosto. A mostra “Retrospectiva Brasil: Zezé Motta” reúne quatro produções que atravessam seis décadas de carreira e revisitam o papel da artista na construção de uma nova imagem de protagonismo no cinema brasileiro.
A programação inclui os longas “Xica da Silva” e “Quilombo”, ambos dirigidos por Cacá Diegues, além dos curtas “Zezé Motta, La Femme Enchantée” e “Deixa”. Em “Xica da Silva”, a atriz interpreta a mulher escravizada que, no Distrito Diamantino do século XVIII, conquista posição de destaque ao se envolver com o representante da Coroa Portuguesa, o que desperta disputas de poder na colônia. Já em “Quilombo”, ela integra a narrativa sobre Ganga Zumba e Zumbi na resistência do Quilombo dos Palmares.
Os curtas completam o panorama da retrospectiva. “Zezé Motta, La Femme Enchantée” acompanha a projeção internacional da artista, enquanto “Deixa” registra sua atuação em produções audiovisuais recentes.
A abertura da mostra, nesta terça, traz a exibição do documentário “Zezé Motta, La Femme Enchantée” seguida de um debate com as atrizes Brena Maria e Lúcia Gato, com mediação de Amanda Drumont. A conversa aprofunda temas como a luta contra o racismo e a valorização da identidade negra presentes na trajetória da homenageada.
A homenagem integra as celebrações dos 80 anos do Sesc, completados em 2026, com data oficial marcada para 13 de setembro. Zezé Motta também estrela a campanha institucional da instituição neste aniversário.
Serviço
Retrospectiva Brasil: Zezé Motta
Sessão de abertura: terça-feira, 11 de agosto, às 19h
Local: Cinema Sesc Deodoro
Entrada gratuita, com ingressos retirados na portaria do Sesc Deodoro
- 10 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Tribunal de Justiça do Tocantins prorroga por mais 90 dias o afastamento da prefeita de Praia Norte, Bruna Gabrielle Neves Pires de Araújo. A decisão sai nesta segunda-feira (10), justamente no dia em que venceria o prazo do afastamento inicial, determinado em maio pela Justiça em uma ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
Quem assina a nova decisão é o desembargador Márcio Barcelos Costa, em plantão de segunda instância, atendendo a um pedido do próprio Município para que a medida continuasse valendo. Segundo o magistrado, o período em que Bruna ficou afastada permitiu que a administração interina identificasse novos elementos, hoje sob apuração, sobre possível prejuízo aos cofres públicos.
Entre os pontos analisados está o Contrato nº 72/2025, destinado à pavimentação em bloquetes. O ajuste previa 930 metros de obra por R$ 1.089.315,00, valor depois alterado por aditivo. Levantamentos técnicos preliminares indicam que apenas cerca de 230 metros teriam sido executados, pouco mais de um quarto do total contratado, enquanto os pagamentos já realizados somam R$ 780.717,72, mais de 70% do valor original. Essa diferença entre o que foi pago e o que foi entregue pesa entre os fatores que levaram à extensão do afastamento.
O desembargador faz questão de frisar que os dados ainda estão em análise e não autorizam, neste momento, nenhuma conclusão sobre improbidade, dano ao erário ou responsabilidade pessoal da prefeita.
Outro argumento usado na decisão é o risco de interferência nas investigações caso Bruna retome o comando da Prefeitura, já que voltaria a ter acesso direto à estrutura administrativa, a documentos e a servidores ligados aos fatos apurados. Para o TJTO, manter o afastamento neste momento preserva a produção de provas. O Ministério Público do Tocantins também se posicionou a favor da prorrogação.
O afastamento de Bruna havia começado em 12 de maio, por determinação da 1ª Vara da Comarca de Augustinópolis, com prazo inicial de 90 dias. Agora ele se estende por mais três meses, sem impacto na remuneração da prefeita.
A decisão judicial coincide com um protesto de moradores em frente à sede da Prefeitura. O grupo defendeu a manutenção do afastamento e cobrou da Câmara Municipal andamento nos pedidos de impeachment que tramitam contra Bruna, além de levantar queixas sobre a gestão do município, entre elas supostos atrasos no pagamento de servidores. Também nesta segunda-feira estava prevista a oitiva de Bruna pela Câmara, dentro dos procedimentos político-administrativos abertos contra ela.
Por se tratar de decisão cautelar, a prorrogação do afastamento não representa condenação, perda definitiva de mandato ou reconhecimento das irregularidades investigadas. As apurações seguem em curso e ainda passarão pelas etapas previstas em lei.
- 10 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Desenrola Adimplentes entra em vigor nesta segunda-feira (10), com regras renovadas para a participação das instituições financeiras. A modalidade oferece crédito em condições mais vantajosas para trabalhadores informais que mantêm suas dívidas em dia e para estudantes e empresas adimplentes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprova a regra em reunião extraordinária na última sexta-feira (7), depois da publicação da Medida Provisória nº 1.382, em 1º de agosto. O programa representa uma nova etapa do Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal em junho.
Para os trabalhadores informais, a modalidade permite trocar uma dívida mais cara por um novo crédito, com juros menores. No caso do Fies, o programa abre linhas de crédito voltadas ao financiamento de atividades empreendedoras.
O que muda
A medida provisória que cria o Desenrola Adimplentes previa inicialmente que os recursos repassados pela União ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal pudessem ser combinados com dinheiro próprio dessas instituições, inclusive em parceria com outros bancos. A MP nº 1.382 altera esse ponto e permite que o dinheiro do governo se some a recursos das próprias instituições e de outras autorizadas a participar do programa.
Com a mudança, todas as instituições participantes passam a usar 30% de capital próprio nas operações. Os outros 70% vêm dos recursos repassados pela União. O Ministério da Fazenda afirma que o objetivo é estimular a adesão de mais instituições financeiras, mantendo o uso eficiente do dinheiro público. O CMN também revoga a regra que previa cobrança de encargos entre os agentes financeiros pelo uso de recursos próprios nas operações.
Trabalhadores informais
A modalidade atende trabalhadores do mercado informal com histórico recente de pagamento em dia. Podem participar pessoas sem carteira assinada que não sejam servidores públicos, aposentados ou pensionistas do INSS.
Para se enquadrar, o trabalhador precisa ter uma operação de crédito pessoal não consignado com saldo devedor e já ter pago pelo menos quatro parcelas. A dívida deve estar em dia ou com atraso de até 90 dias, tanto na data da Medida Provisória nº 1.373, de 29 de junho, quanto na data da contratação do novo crédito. O saldo devedor não pode ultrapassar R$ 15 mil por instituição financeira.
A operação prevê um novo crédito para quitar integralmente a dívida anterior, com juros de até 1,99% ao mês. O prazo acompanha o período que ainda restava para o pagamento da dívida original, com possibilidade de extensão: até 1 mês para dívidas com até 6 meses restantes, até 2 meses para dívidas entre 6 e 12 meses, até 4 meses para dívidas entre 12 e 24 meses e até 6 meses para dívidas acima de 24 meses. A nova parcela não pode superar 90% do valor da prestação original, e o cliente pode receber um crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a parcela continue dentro desse limite.
As operações contam com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre 50% das primeiras perdas da carteira e garante integralmente cada operação.
Fies
Estudantes com contratos do Fies celebrados até 2017, em fase de amortização em 4 de maio deste ano e com menos de 90 dias de atraso nessa data, recebem desconto de 12% sobre o valor consolidado da dívida, incluindo o principal, para pagamento à vista.
O programa também cria linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes com o Fies que queiram financiar atividades empreendedoras. Segundo o governo, parte desse público conclui cursos ligados a profissões autônomas e precisa de capital para começar a atuar, e parte dos beneficiários já possui CNPJ.
Para acessar o crédito, o graduado precisa estar adimplente com o Fies há pelo menos 36 meses e não ter renegociado a dívida anteriormente. Os juros chegam a até 11% ao ano, o equivalente a 0,87% ao mês. O limite é de R$ 80 mil para pessoas físicas e R$ 180 mil para pessoas jurídicas, com prazo máximo de 60 meses para pessoas físicas e 96 meses para empresas.
Como contratar
No início do programa, as linhas de crédito ficam disponíveis na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Outras instituições financeiras podem aderir posteriormente. Clientes com dívidas em outros bancos também podem procurar as duas instituições públicas, que farão uma nova análise de crédito para verificar o enquadramento nas regras do programa.
Trabalhadores informais devem procurar a Caixa ou o Banco do Brasil para solicitar a análise de crédito. Se a operação for aprovada, a dívida é substituída pelo novo crédito, com juros de até 1,99% ao mês, e a contratação deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais das instituições. No Banco do Brasil, as informações estão disponíveis em bb.com.br/site/pra-voce/desenrola-brasil e pelo WhatsApp (61) 4004-0001. Na Caixa, o acesso é pelo site caixa.gov.br/desenrola e pelo WhatsApp 0800 104 0104.
Para beneficiários do Fies, a contratação no Banco do Brasil ocorre pelo aplicativo BB, no caminho Soluções de Dívidas, Central de Renegociações e Fies, ou em uma agência do banco. Os estudantes têm até 31 de dezembro deste ano para aderir às condições especiais. Na Caixa, a renegociação é feita pelo SIFESWEB, em uma agência do banco e, futuramente, pelo aplicativo Fies.
Bloqueio para apostas
Para participar do Desenrola Adimplentes, o beneficiário precisa aceitar o bloqueio do CPF em plataformas de apostas online por seis meses. A medida busca evitar que o crédito com juros mais baixos oferecido pelo programa seja direcionado para apostas, e impede o cadastro e o acesso a contas vinculadas ao CPF durante o período.
- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação
Ao analisar o celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), policiais federais encontraram uma foto que dá pistas da influência do advogado Willer Tomaz. A imagem, obtida pela Revista Piauí, mostra Willer mergulhado numa piscina no Rancho Tomaz, uma propriedade sua na cidade de Planaltina, a 80 km de Brasília. No seu entorno, dentro e fora d’água, estão deputados e senadores de diferentes partidos – quase todos da direita e do Centrão –, apinhados, animados, com cervejas e drinques na mão. O celular do senador maranhense está em posse da PF desse o ano passado devido às investigações dos desvios escandalosos do INSS. A reportagem é de Pedro Tavares, da Revista Piauí.
Segundo o jornalista da Piauí, é possível identificar ao menos seis politicos na foto: Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados; Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro; Juscelino Filho (PSDB); Elmar Nascimento (União); Paulo Azi (União) e Weverton Rocha.
A fotografia está registrada no rolo de câmera do senador com a data de 23 de abril de 2023 – um domingo, depois do feriado de Tiradentes. A viagem, de acordo com as informações da polícia, foi combinada em um grupo de WhatsApp intitulado “Grupo Seleto”, do qual participavam boa parte dos parlamentares que aparecem na foto. A piauí obteve um print da conversa, em que os participantes parecem formar uma lista de presença para o “FERIADO TIRADENTES”.
As mulheres de alguns políticos também faziam parte do grupo – caso de Lia Rezende, esposa de Juscelino, e Angela Lira, casada com Arthur Lira. Na data em que ocorreu a festa, Lira ainda era presidente da Câmara, cargo que deixou em 2025. Alexandre Ramagem, por sua vez, ainda era deputado federal. Ele acabou sendo cassado em dezembro de 2025, depois de ser condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado contra Lula. Hoje, está foragido.
O Rancho Tomaz é suntuoso. Além de academia e da piscina aquecida na qual posaram os parlamentares, tem quadras de tênis, campo de minigolfe e um píer com acesso à Lagoa Formosa, um dos principais pontos turísticos de Planaltina. Os objetos e móveis que decoram a casa são estilizados com as iniciais WT, de Willer Tomaz, em que o último traço do W forma a letra T. O advogado tem lanchas, jet skis e mesas para jogar poker.
Os investigadores da Polícia Federal suspeitam que Willer lavava dinheiro para o senador Weverton Rocha e que parte dos valores provinham de desvios de aposentadorias e pensões.

- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação

Mais de 100 pequenos negócios maranhenses terão a oportunidade de apresentar produtos, ampliar contatos comerciais e buscar novos mercados durante a Feira do Empreendedor 2026, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Promovido pelo Sebrae Maranhão, o evento reúne espaços de exposição, capacitações e rodadas de negócios voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo no estado.
Os expositores estarão distribuídos entre a Expo MEI e o Armazém do Empreendedor, com participação gratuita. A Expo MEI contará com 80 microempreendedores individuais e sete artesãos de diferentes áreas, como comércio, indústria, serviços e agronegócio. Já o Armazém do Empreendedor reunirá 20 participantes selecionados pela Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc), com produtos e serviços desenvolvidos por pequenos empreendedores maranhenses.
Ao longo dos três dias de programação, os visitantes poderão encontrar opções de alimentação, bebidas, roupas, acessórios, cosméticos, artesanato, itens de decoração, produtos da agricultura familiar, soluções tecnológicas e serviços especializados. A edição deste ano também traz frentes temáticas, como o Espaço de Inovação e Educação, dedicado à economia criativa em parceria com a comunidade Mobiliza São Luís, e a Vila do Agro, fruto de parceria entre o Sebrae Maranhão e o Sistema Faema/Senar, voltada a produtores rurais e soluções para o campo. O evento conta ainda com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI, SENAI e IEL), patrocínio da Prefeitura de São Luís e do Ceape, além de parcerias com a Universidade Federal do Maranhão, a Fecomércio-MA e o E-commerce Brasil.
A programação também terá um recorte voltado ao protagonismo feminino nos negócios. O Sebrae Maranhão dá destaque às mais de 305 mil mulheres à frente de empreendimentos no estado, um terço de todos os donos de empresas maranhenses. Entre as atrações está o “Espaço Delas”, reservado para troca de experiências e fortalecimento de redes entre empreendedoras, além da cerimônia do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, marcada para o último dia da feira.
O crescimento do empreendedorismo formal no Maranhão ajuda a explicar o porte do evento. Segundo dados do Sebrae Maranhão, o estado possui atualmente mais de 146 mil microempreendedores individuais ativos, número que representa 45,5% das empresas em funcionamento no território maranhense. Somente no primeiro semestre de 2026, foram registrados 26.435 novos MEIs, reforçando a expansão da formalização de pequenos negócios no estado.
A expectativa da organização é receber cerca de 2 mil visitantes na Expo MEI durante os três dias de evento. A estimativa é que a iniciativa movimente aproximadamente R$ 100 mil, somando as vendas realizadas no local e os negócios iniciados a partir dos contatos feitos durante a programação. O evento acontece no Sebrae Multicenter, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Alto do Calhau, com entrada gratuita.
- 8 de agosto de 2026
- Por: Redação

Um estudo conduzido por diferentes centros da Universidade de São Paulo aponta um caminho promissor para o tratamento de lesões agudas na medula espinhal. A pesquisa, realizada em ratos, testou a injeção de células da mucosa olfatória no local da lesão e registrou recuperação motora significativa nos animais tratados, que voltaram a andar já na terceira semana do experimento.
A medula espinhal é um tecido de baixa plasticidade, o que torna sua regeneração um dos maiores desafios da neurologia. Hoje, os tratamentos disponíveis se limitam a estratégias de suporte, como medicamentos e fisioterapia, sem nenhum insumo validado capaz de reverter o dano. “Sabemos que é um caminho muito difícil a investigação das lesões medulares, porque ainda não temos, do ponto de vista assistencial, validado para aplicação prática, nenhum insumo material ou terapia que consiga fazer uma reversão das lesões”, afirma Brian Coimbra, autor da tese defendida na Faculdade de Medicina da USP sob orientação do professor Alexandre Fogaça.
A escolha das células da mucosa nasal como possível terapia ganhou impulso a partir de uma observação feita durante a pandemia de covid-19: pacientes que perdiam o olfato após a infecção costumavam recuperar o sentido com o tempo. O fenômeno chamou atenção para as células ectomesenquimais, responsáveis pela regeneração contínua da mucosa olfatória e de fácil obtenção em comparação a outras fontes já testadas, como células do cordão umbilical e da medula óssea.
O experimento envolveu 60 ratos da linhagem Wistar, divididos em cinco grupos e acompanhados por seis semanas após sofrerem lesão medular provocada por um modelo controlado de contusão. Os grupos de controle passaram por procedimentos cirúrgicos de acesso à medula, enquanto os grupos experimentais receberam as células ectomesenquimais, em alguns casos associadas ao matrigel, um composto gelatinoso rico em laminina usado para direcionar as células ao local exato da lesão. O grupo que combinou todas essas técnicas apresentou os resultados mais expressivos.
Em nível molecular, a pesquisa contraria a hipótese inicial de que as células-tronco ocupariam fisicamente o espaço da lesão para restabelecer a condução nervosa. Segundo Coimbra, o mecanismo observado é outro: as células recrutam e geram substâncias que estimulam a regeneração neuronal na região afetada, atuando como catalisadoras do processo em vez de substitutas do tecido perdido.
Os próximos passos da pesquisa envolvem aprofundar a compreensão desses mecanismos moleculares e avaliar a possibilidade de translação do tratamento para humanos, inclusive com vistas ao desenvolvimento de fármacos. O trabalho será publicado em seis artigos científicos, entre eles um destinado ao Global Spine Journal, atualmente em fase final de revisão.
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