- Discurso
- 26 de outubro de 2026
- Por: Redação
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No primeiro discurso após a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que mudará o jeito de governar o Brasil. 

Com 100% das urnas apuradas, Lula registrou mais de 64,2 milhões de votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos.
Ele prometeu investimentos em economia digital, em educação, na preservação do meio ambiente, na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS) e cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
“Essa eleição me ensinou muitas lições. Quero dizer que vamos mudar o jeito de governar este país. Vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. Quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, declarou o presidente em São Paulo.
Logo após agradecer ao deputado André Janones (Rede-MG) pelo trabalho de articulação nas redes sociais no segundo turno das eleições, Lula disse que passará a se comunicar mais diretamente com o povo.
“Daqui para a frente, vou conversar com o povo brasileiro muitas vezes por dia direto. Não vou ficar permitindo ser interpretado por jornalista com má-fé. Vou dizer o que penso, o que faço”, acrescentou Lula.
Datacenters
O presidente reeleito disse que pretende tornar a economia digital um dos eixos do novo governo. Prometeu aproveitar o potencial de energia renovável para atrair datacenters (centro de dados) para o Brasil. Também prometeu a criação de uma inteligência artificial brasileira.
“Temos que aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tenha mais capacidade de energia renovável para trazer os datacenters necessários para acumular dados no Brasil. E essa gente vai ter que deixar uma parte dos datacenters para as informações brasileiras”, declarou.
Educação e IA
Em seu quarto mandato, Lula prometeu investir em educação, com a universalização da escola integral até o ensino médio. O presidente reeleito prometeu reforçar o programa Pé-de-Meia para o ensino médio e expandir o programa para os universitários.
Lula prometeu reforçar o ensino de ciências exatas para que o Brasil conquiste a soberania na inteligência artificial.
“Queremos ensinar mais matemática, mais engenharia porque não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa e americana. Quero criar uma [inteligência artificial] brasileira”, declarou.
Big techs
O presidente reeleito também disse que, após as interferências das grandes empresas de tecnologia nas eleições brasileiras, trabalhará pela regulamentação das big techs.
“Vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime da vida real”, declarou.
“Não podemos ter empresas monstruosas e grandes ganhando bilhões, não pagando nenhum imposto neste país, tentando direcionar o resultado eleitoral deste país”, acrescentou.
Saúde
Em relação à saúde, Lula disse que uma das principais motivações na campanha foi evitar a privatização do SUS. O presidente reeleito prometeu investir na modernização do sistema, com melhoria no tratamento do câncer nos hospitais públicos.
“Vamos continuar fazendo a revolução do SUS. Estou convencido que o Brasil será o país com o maior percentual de tratamento de câncer do mundo”, afirmou.
Lula destacou os investimentos na construção do hospital inteligente em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), financiado pelo Banco do Brics, e prometeu a criação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes.
“Vamos ter 15 UTIs inteligentes neste país para não permitir que as pessoas não morram por falta de tratamento por tempo”, destacou.
Segurança
Sem citar a votação da PEC da Segurança Pública, em tramitação no Senado, Lula defendeu a federalização do tema. Segundo ele, muitos dos problemas atuais decorrem do fato de que a Constituição de 1988 transferiu toda a responsabilidade sobre a segurança para os estados.
“Agora está provado que os estados não dão conta. Vamos entrar para devolver às mulheres, aos homens e aos trabalhadores a tranquilidade e a paz [de] que eles precisam. Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão”, concluiu Lula.
Agência Brasil
- Eleito
- 26 de outubro de 2026
- Por: Redação

© Tati Beling/Ales
Com 97,34% das urnas apuradas, o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito para governar o estado do Espírito Santo.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pazolini recebeu, até o momento, 1.116.303 dos votos válidos, o que equivale a 52,01%. Ele disputou o segundo turno com Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 1.030.156 votos (47,99%).
Lorenzo Pazolini foi prefeito de Vitória por dois mandatos. Em 2026, deixou o comando municipal para disputar o governo do Espírito Santo.
Natural da capital capixaba, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.
- Eleito
- 26 de outubro de 2026
- Por: Redação
© PT/Divulgação
Com 98,76% das urnas apuradas, o candidato Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte.

O candidato recebeu, até o momento, 1.059.700 votos válidos, o equivalente a 50,71%. Ele disputou o segundo turno com Allyson Bezerra (União), que obteve 1.030.049 votos (49,29%).
Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputou pela primeira vez um cargo eletivo.
Agência Brasil
- Reeleita
- 26 de outubro de 2026
- Por: Redação
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Com 91,78 % das urnas apuradas, Celina Leão (PP) está matematicamente reeleita governadora do Distrito Federal. 

A atual governadora recebeu, até o momento, 907.869 votos, o equivalente a 57,21% dos votos válidos.
Celina disputava o segundo turno com Leandro Grass (PT), que obteve 680.125 votos (42,78%).
Natural de Goiânia (GO), Celina Leão tem 49 anos e é a atual governadora do Distrito Federal. Assumiu definitivamente o cargo após a renúncia de Ibaneis Rocha. Antes disso, foi deputada distrital e deputada federal.
- Contestou
- 25 de outubro de 2026
- Por: Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República no segundo turno, criticou a condução do processo eleitoral na noite deste domingo (25) e declarou que contestará na Justiça o resultado do pleito.
Em pronunciamento após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou que tentará a anulação da votação.
O candidato do PL direcionou críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento da votação em determinados locais, classificando a medida como inaceitável e alegando que houve quebra de isonomia no processo.
A prorrogação atendeu a um pedido inicial apresentado pela própria coligação do senador ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para estender a votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Flávio declarou ser impossível reconhecer o resultado apurado pelas urnas eletrônicas e afirmou que acionará os meios jurídicos cabíveis para questionar a validade da eleição.
- 25 de outubro de 2026
- Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para o comando do Poder Executivo federal no segundo turno das eleições presidenciais realizado neste domingo (25).
Pela primeira vez na história eleitoral do país desde a redemocratização, um candidato que terminou o 1º turno em segundo lugar conseguiu reverter o placar e vencer a disputa no 2º turno.
Às vésperas de completar 81 anos, o petista se tornou, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular. A confirmação da vitória foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas, registrando 51,74% dos votos válidos para Lula e 48,26% para o adversário do PL.
O quarto triunfo de Lula ocorre mais de duas décadas depois de chegar ao poder pela primeira vez, em 2002. A virada histórica se deu após uma forte mobilização da campanha do petista nas ruas e nas redes sociais ao longo das últimas semanas.
Um dos fundadores do PT, Lula foi eleito presidente em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Planalto em 2022, quando venceu Jair Bolsonaro, pai de Flávio. No quarto mandato, que se inicia em 1º de janeiro de 2027, o presidente terá grandes desafios pela frente, como lidar com uma forte oposição no Congresso Nacional e equilibrar as contas públicas após ampliar benefícios durante a campanha eleitoral e prometer o reforço de programas sociais.


