- 5 de setembro de 2026
- Por: Redação

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a um placar de 2 votos a 0 contra um recurso em habeas corpus que pedia a liberdade de Jair Bolsonaro (PL). O ministro Cristiano Zanin acompanhou o voto da relatora, Cármen Lúcia, e rejeitou o pedido apresentado por um homem sem vínculo com a defesa do ex-presidente. O julgamento ocorre no Plenário virtual e deve se encerrar em 14 de setembro, com os votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino ainda pendentes.
O habeas corpus foi apresentado por Claudio Leme Cavalheiro, que não integra a equipe de advogados de Bolsonaro. Ele alega que o ex-presidente sofre uma suposta “coação ilegal à liberdade” e pede que o STF reconheça essa condição. A defesa constituída de Bolsonaro, no entanto, não autorizou nem reconheceu a iniciativa apresentada em nome do ex-presidente.
Em seu voto, Cármen Lúcia ponderou que qualquer pessoa pode impetrar habeas corpus em favor de alguém com a liberdade restringida, mas que esse direito não pode ser exercido contra a vontade do próprio beneficiário. A ministra já havia negado o pedido inicial em 24 de agosto, decisão contra a qual o autor recorreu argumentando que a suposta ilegalidade deveria ser analisada independentemente da legitimidade de terceiros para apresentar o recurso. A relatora manteve o entendimento anterior, destacando que Bolsonaro possui advogados regularmente constituídos, e Zanin seguiu a mesma linha.
A relatora também apontou que o habeas corpus não é instrumento adequado para contestar decisões já tomadas por ministros ou por órgãos colegiados do próprio Supremo, e considerou que o pedido não trouxe elementos que comprovassem a ilegalidade alegada.
Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a atuação do chamado “núcleo 1” na tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar humanitária por questões de saúde. Em julho, Moraes decidiu mantê-lo nesse regime e, posteriormente, impôs restrições adicionais, entre elas a proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições.
*Com informações do Congresso em Foco
- 5 de setembro de 2026
- Por: Redação

O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra um procedimento para apurar possível interferência na elaboração do relatório da Polícia Federal que identificou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou que a PF esclareça as circunstâncias em que o documento foi produzido e informe se houve ordem ou interferência externa capaz de comprometer seu conteúdo. Em manifestação enviada a Fachin, Gonet pediu que a autoridade policial explique se houve “ordem ou interferência externa” na elaboração do relatório, de forma a preservar a idoneidade do material.
O documento foi produzido a pedido do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo, e teve o sigilo retirado na terça-feira (1º). Segundo o relatório, Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes, incluindo uma em que aparentemente consultava o ministro sobre uma possível saída do país dias antes de ser preso pela Polícia Federal. A PGR já havia contestado anteriormente a legalidade das diligências conduzidas por Mendonça, argumentando que o ministro direcionou parte da apuração a fatos envolvendo Moraes sem comunicar previamente o Ministério Público, órgão responsável pelo controle externo da atividade policial.
A divulgação do relatório aprofundou o desgaste entre os dois ministros do STF. Na quinta-feira (3), Moraes pediu a Fachin providências contra o que classificou como possíveis condutas criminosas de Mendonça na condução das investigações sobre o Banco Master e sobre desvios no INSS. O pedido foi apresentado inicialmente no inquérito das fake news, sob relatoria do próprio Moraes, mas Fachin retirou a questão desse processo e abriu um procedimento separado, sob sua própria relatoria.
Como parte da apuração, Fachin também determinou que Gonet, Mendonça, Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos no prazo de cinco dias úteis. Com base nas respostas, o presidente do STF deverá definir os próximos passos do caso, inclusive se submeterá ao plenário o pedido relacionado à conduta de Mendonça.
*Com informações do Congresso em Foco
- 5 de setembro de 2026
- Por: Redação

A um mês do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) adotam estratégias distintas para a reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.
No campo petista, a orientação é transformar a campanha em uma comparação direta entre o atual governo e a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O partido pretende explorar temas como segurança pública, emprego, combate à corrupção, saúde e educação, além de apresentar propostas para um eventual novo mandato. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Eden Valadares, Lula orientou a equipe a conduzir uma “disputa de alto nível”, com uso de dados para rebater o que for identificado como fake news ou manipulação. A estratégia também prevê comparações entre as trajetórias políticas e as biografias dos dois candidatos — segundo Valadares, “não há assunto que seja tabu” para a campanha petista.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro não deve promover mudanças significativas em relação à estratégia já adotada. Internamente, a avaliação é de que o senador estaria em trajetória de crescimento nas pesquisas, enquanto Lula perderia apoio popular. Os números mais recentes mostram um cenário de aproximação: no Datafolha, Lula tem 38% contra 33% de Flávio no primeiro turno — a menor diferença registrada entre os dois candidatos desde o início da série histórica —, com 46% a 44% em um eventual segundo turno, dentro da margem de empate técnico. Na Quaest, o presidente aparece com 37% ante 29% de Flávio no primeiro turno, e a disputa também fica tecnicamente empatada em um possível segundo turno, com 42% a 41%.
Diante desse cenário, Flávio deve manter o foco nos temas de segurança pública e economia, mas também deve intensificar a exploração da crise em torno do ministro do STF Alexandre de Moraes e do Banco Master. Após a quebra do sigilo da investigação pelo ministro relator do caso, André Mendonça — que expôs a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro —, o senador ampliou as críticas ao magistrado, buscando associá-lo ao governo Lula. A aposta da campanha é usar o desgaste em torno do STF para reforçar o discurso de que Moraes atuaria de forma alinhada ao petista.
- 5 de setembro de 2026
- Por: Redação

O Movimento Violência Sexual Zero lançou o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares, uma plataforma gratuita que reúne informações de contato atualizadas de mais de 3,5 mil conselhos tutelares em funcionamento no Brasil. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia.
Disponível no site violenciasexualzero.com.br, a ferramenta funciona como um atalho para que a população localize rapidamente o conselho tutelar mais próximo e formalize denúncias relacionadas a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A plataforma também orienta sobre os principais canais de denúncia disponíveis no país: o Disque 100, serviço gratuito e anônimo mantido pelo governo federal para apuração de situações suspeitas; os telefones da Polícia Militar (190) e da Polícia Rodoviária Federal (191), indicados para casos de violação presenciada; e a SaferNet (denuncia.org.br), voltada especificamente para denúncias de abuso cometido com uso da internet.
A iniciativa surge em um momento de forte crescimento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes no ambiente digital no Brasil. Levantamento da rede internacional InHope mostrou que o país saltou da 27ª para a 5ª posição no ranking de denúncias de páginas de distribuição de conteúdo de abuso sexual infantil entre 2022 e 2024.
Além do mapa de conselhos tutelares, a plataforma reúne dados estatísticos de instituições como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o DataSUS e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) — este último responsável por um levantamento que revela que apenas 8,5% dos casos de abuso sexual infantil registrados no país chegam a ser denunciados.
O site também disponibiliza materiais de apoio para empresas que queiram implementar ações de conscientização, além de conteúdos voltados a famílias e educadores — como indicações de livros, ferramentas e séries de vídeos — para auxiliar no diálogo sobre o tema com crianças e adolescentes.
- 4 de setembro de 2026
- Por: Redação

Um novo levantamento de intenção de voto realizado pelo Instituto de Pesquisa e Opinião Pública (IPPI) traz os números referentes à corrida eleitoral para o Governo do Estado. De acordo com os dados estimulados, Eduardo Braide desponta na liderança com 44,8% da preferência do eleitorado maranhense.
Na segunda colocação do levantamento aparece Orleans Brandão, somando 24,5% das intenções de voto. A lista dos mais citados pelos entrevistados segue com o vice-governador Felipe Camarão, que contabiliza 7,8%, e o ex-senador Roberto Rocha, que registra 3,4% das intenções.
Números da Pesquisa Estimulada para o Governo do Maranhão:
Eduardo Braide: 44,8%
Orleans Brandão: 24,5%
Felipe Camarão: 7,8%
Roberto Rocha: 3,4%
- 4 de setembro de 2026
- Por: Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que os fatos “graves” da “crise Master” que atinge a Corte estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.
Ele também afirmou que a “gravidade” dos acontecimentos tornados públicos nesta semana – que envolvem relações do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a atuação de magistrados – “não autoriza atalhos”.
O presidente do STF acrescentou que a resposta institucional ao que foi revelado nesta semana será “firme”.
“Esta presidência seguirá a legislação e a Constituição, faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão”, disse Fachin.
“Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum poder está acima da lei, e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, completou o ministro.
Fachin declarou ainda que a sua gestão à frente do STF tem como metas o fim do “inquérito das fake news”, que já tem sete anos de duração e está sob a relatoria de Alexandre de Moraes, e adoção de um código de conduta para magistrados.
O magistrado participou nesta sexta, no Palácio do Planalto, de uma cerimônia em que o presidente Lula sancionou a criação de fundo para reunir recursos destinados ao sistema de Justiça. O evento também contou com a presença de Paulo Gonet, que fez um pronunciamento mas não mencionou a crise.
Crise ‘Master’ no STF
Na última terça-feira (1º), o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
🔎Moraes, Andrei e Gonet foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master.
Mendonça sugeriu na mesma decisão que os elementos constantes dos relatórios da PF sobre o caso fossem avaliados pelo plenário da Corte.
Após a divulgação das informações, o relator também determinou que a PGR desse seu parecer sobre o tema. O procurador Paulo Gonet – mencionado nos relatórios publicizados por Mendonça – afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite dessa quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra o Mendonça.
Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
No entanto, ele cita um relatório da PF em que os investigadores apontam a ressalva de que o documento é de uso restrito, não tem poder de decisão, não pode ser usado como prova e não pode ser usado para fundamentar representação ou ser citado “como fonte em documento externo”.
🔎 Na prática, isso indica que o material de inteligência produzido pela PF não teria validade legal para servir como prova de um processo. Isso porque não cumpriria requisitos formais.
🔎Relatórios de inteligência em geral, por sua natureza, não são feitos para serem usados em processos judiciais. É por isso que, nesse caso, seu conteúdo é tratado como indício.
Mas, com base nas informações citadas pela PF, Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados.
Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.
G1
