- 29 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta sexta-feira (28) uma nova estimativa populacional do país: o Brasil soma atualmente 214.211.951 habitantes. O número reflete uma contagem feita até 1º de julho de 2026 e representa um avanço de 0,37% frente ao ano anterior.
A comparação com o último Censo Demográfico, concluído em 2022, mostra a dimensão desse crescimento. Naquele levantamento, adiado por uma década em razão da pandemia, o país havia registrado 203.062.512 moradores.
Entre os municípios, São Paulo permanece disparado na liderança, com quase 11,9 milhões de habitantes. Rio de Janeiro aparece em seguida, com pouco mais de 6,7 milhões, e Brasília completa o topo da lista, somando cerca de 3 milhões de pessoas. No total, o país já reúne 15 cidades com mais de 1 milhão de moradores, um grupo que reúne um quinto de toda a população nacional. Guarulhos e Campinas são os únicos municípios dessa lista que não exercem função de capital estadual.
No recorte por unidades da federação, Roraima se destacou com o maior ritmo de expansão populacional do país, seguido por Santa Catarina e Mato Grosso. Já entre as capitais, Boa Vista lidera o crescimento, enquanto Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte apresentaram leve retração no número de moradores em relação ao ano passado.
O levantamento também traz um retrato da distribuição regional da população brasileira. O Sudeste concentra a maior fatia, com mais de 41% dos habitantes do país, seguido pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. As capitais estaduais, somadas, abrigam praticamente um quarto de toda a população nacional.
Entre os estados, São Paulo segue isolado na primeira posição, com mais de 46 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Maranhão aparece na 11ª colocação do ranking nacional, com pouco mais de 7 milhões de moradores, à frente de estados como Amazonas e Paraíba. Roraima fecha a lista como a unidade da federação menos populosa do país.
- 29 de agosto de 2026
- Por: Redação

O Ministério Público Eleitoral do Maranhão registrou um salto expressivo no número de impugnações de candidaturas para as Eleições Gerais de 2026. Foram protocoladas 55 ações contra registros junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, um crescimento de 77% em comparação com as 31 impugnações apresentadas em 2022. O dado chama atenção especialmente porque o volume de candidaturas analisadas neste ano foi menor que no pleito anterior.
Segundo o levantamento do órgão, 617 registros de candidatura foram avaliados dentro do prazo legal de cinco dias corridos em 2026, número inferior aos 959 analisados quatro anos atrás. Ainda assim, o trabalho de triagem identificou mais situações de possível inelegibilidade, o que resultou em um número muito maior de contestações encaminhadas à Justiça Eleitoral.
Parte da explicação para esse resultado está na forma como o MP Eleitoral conduziu a análise. A instituição passou a contar com o Sairc, o Sistema de Automação de Impugnação de Registro de Candidatura, criado pelo procurador regional eleitoral Tiago de Sousa Carneiro. A ferramenta foi desenvolvida para organizar e cruzar informações de diferentes fontes oficiais durante o curto período em que os registros precisam ser examinados.
O sistema integra dados do Tribunal Superior Eleitoral, dos Tribunais de Contas, da Controladoria-Geral da União e do Radar, plataforma mantida pelo Conselho Nacional de Justiça. Além disso, o Sairc reúne documentos vinculados aos processos que tramitam pelo Processo Judicial Eletrônico e faz uma primeira triagem com apoio de inteligência artificial, o que acelera a identificação de possíveis irregularidades.
Apesar da automação na etapa inicial, o procurador Tiago de Sousa Carneiro reforça que a decisão sobre impugnar ou não uma candidatura continua sendo uma atribuição exclusivamente humana. A tecnologia funciona como suporte para organizar o grande volume de informações que chega em poucos dias, mas a análise jurídica de cada caso segue sob responsabilidade dos membros do Ministério Público Eleitoral.
O prazo para contestar registros de candidatura é de apenas cinco dias corridos após a publicação dos editais, contando fins de semana e feriados. É nesse intervalo curto que o MP Eleitoral precisa reunir provas, cruzar dados e decidir quais casos justificam o encaminhamento ao TRE-MA, um trabalho que ganhou eficiência com o novo sistema, mas que mantém a análise técnica como etapa central do processo.
- 28 de agosto de 2026
- Por: Redação

São Luís contabilizou 15 casos de extorsão mediante sequestro, o chamado sequestro-relâmpago, entre janeiro e julho de 2026. O número representa uma queda de 28,6% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando a capital maranhense somou 21 registros da mesma natureza, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
A distribuição mensal dos casos ao longo de 2026 mostra oscilação: duas ocorrências em janeiro, nenhuma em fevereiro, três em março, quatro em abril, apenas uma em maio, três em junho e duas em julho. No acumulado de 2025, o total chegou a 33 casos, com destaque para dezembro, mês que concentrou o maior volume, cinco registros.
Apesar da redução apontada pelos números oficiais, episódios recentes mantiveram o tema em evidência na capital. Um dos casos mais comentados envolveu a influenciadora Daiana Resende, que relatou ter sido abordada por criminosos no Espigão da Ponta d’Areia na noite da última sexta-feira (21). Segundo seu relato, ela e mais uma pessoa foram conduzidas a uma área de mata e coagidas a fornecer senhas bancárias. Os suspeitos ainda tentaram uma segunda transferência, de valor mais alto, que não chegou a ser concluída. A vítima afirmou ter reagido ao perceber que o objeto empunhado por um dos criminosos era uma réplica de arma de fogo, o que levou o grupo a fugir.
Outras ocorrências registradas neste ano seguiram padrão semelhante, com vítimas mantidas sob controle dos criminosos até a obtenção de valores por Pix ou saques em caixas eletrônicos. Em março, um motorista de aplicativo foi rendido na região da Cidade Olímpica, teve celular e dinheiro levados e sofreu uma transferência via Pix. Já uma mulher foi obrigada a entrar em um veículo e, durante o trajeto pela cidade, teve o telefone usado para movimentações financeiras antes de ser levada a um caixa eletrônico para sacar dinheiro. Houve ainda um caso na região do Araçagy, em que um empresário foi mantido dentro do próprio carro por três homens, que exigiram transferências via Pix e levaram pertences pessoais; o veículo foi encontrado posteriormente em Paço do Lumiar.
O sequestro-relâmpago se caracteriza pela restrição da liberdade da vítima com o propósito de obter vantagem econômica imediata. Durante o período em que permanece sob domínio dos criminosos, a vítima costuma ser pressionada a realizar transferências, saques ou entregar bens de valor. Além do prejuízo financeiro, esse tipo de crime expõe as vítimas a risco elevado e pode deixar sequelas psicológicas duradouras.
A SSP informou que as forças de segurança atuam de maneira integrada no combate a esse tipo de crime, combinando policiamento ostensivo, investigação e inteligência para identificar os responsáveis. O órgão reforça que situações em andamento devem ser comunicadas de imediato à Polícia Militar pelo telefone 190, e que o registro formal da ocorrência é essencial para subsidiar as investigações com dados sobre suspeitos, veículos, locais e a dinâmica dos crimes.
*Com notícias do Blog Linha 1
- 27 de agosto de 2026
- Por: Redação

O favoritismo de Eduardo Braide (PSD) na corrida ao governo do Maranhão não decorre principalmente do escândalo que atinge o atual governador, Carlos Brandão (MDB). Segundo avaliação da cientista política Ananda Marques, doutoranda em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), o que sustenta a liderança do ex-prefeito de São Luís é a sua capacidade de capitalizar politicamente a divisão dentro do grupo aliado a Flávio Dino, ex-governador do estado e atual ministro do Supremo Tribunal Federal.
Uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (24) mostra Braide à frente da disputa, com 44% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador, com 25%. Completam a lista Felipe Camarão (PT), com 6%; Roberto Rocha (PRTB), com 3%; e André Luís (Missão), com 1%. Os demais candidatos não pontuaram, cenário que indicaria vitória de Braide já no primeiro turno.
A fragmentação observada tem raízes na trajetória política de Flávio Dino, que governou o Maranhão entre 2015 e 2022 tendo Carlos Brandão como vice em ambos os mandatos. Brandão, por sua vez, venceu a eleição de 2022 com Felipe Camarão na chapa. Orleans Brandão e Camarão representam, assim, duas ramificações distintas da base que antes era unificada sob o chamado “dinismo” — uma divisão que abriu espaço para a candidatura de Braide se apresentar como alternativa de terceira via.
Para Ananda Marques, parte do sucesso de Braide está na forma como ele constrói sua imagem pública. “Ele se apresenta como alguém que consegue convencer o eleitorado de que é independente, apesar de ser de uma família de políticos. Ele consegue se descolar disso e vender uma figura de bom gestor”, afirma a pesquisadora. Diferentemente dos candidatos ligados a Brandão, o ex-prefeito evita criticar publicamente Dino — estratégia que ajudaria a atrair eleitores tanto de direita quanto de esquerda.
Os números da pesquisa Quaest revelam, porém, um dado aparentemente contraditório: enquanto o candidato do PT, Felipe Camarão, soma apenas 6% das intenções de voto, 54% do eleitorado maranhense afirma preferir que o próximo governador seja aliado do presidente Lula (PT) — partido que nunca venceu uma eleição para o governo do estado. Segundo Ananda Marques, o Maranhão historicamente rejeita a nacionalização do embate entre petismo e antipetismo, configurando-se como um eleitorado mais lulista do que petista. É por isso que Camarão aposta em associar sua imagem à do presidente nos 40 dias que restam até o primeiro turno — Lula lidera as intenções de voto no estado com 58%, contra 20% de Flávio Bolsonaro (PL).
Já o escândalo que atinge diretamente o governador Carlos Brandão — que começou como uma suposta perseguição a um blogueiro maranhense e se transformou em investigação sobre um possível esquema de corrupção, chegando a ser descrito em relatório parcial da Polícia Federal como uma organização criminosa com Brandão na liderança — ainda não afetou sua popularidade, segundo a cientista política. A pesquisa Quaest mostra que 54% do eleitorado aprova a gestão do governador, que nega as acusações de comandar um esquema de desvio de emendas e envolvimento em assassinato. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria de Flávio Dino, hoje apontado como desafeto do emedebista.
*Com informações do Blog Carta Capital
- 27 de agosto de 2026
- Por: Redação

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
O resultado mostra recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril), quando o indicador estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,3 ponto percentual. No período mais recente, o país contabilizou 5,8 milhões de desempregados, uma redução de 8% frente ao trimestre anterior e de 4,9% na comparação anual, quando havia 299 mil pessoas a mais em busca de trabalho.
Paralelamente à queda no desemprego, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior patamar já registrado pelo IBGE. O avanço foi de 1 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior e de 0,9% na comparação anual. Com isso, o nível de ocupação — parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — subiu para 58,9%, ante 58,4% no período anterior.
O indicador de subutilização da força de trabalho, que soma desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e quem desistiu de procurar emprego, também recuou, chegando a 13% no trimestre. Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa condição, uma redução de 819 mil pessoas frente ao trimestre anterior e de 1,2 milhão na comparação com o ano passado. Já o contingente de desalentados — pessoas que deixaram de buscar trabalho por acreditar que não encontrariam vaga — somou 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% no acumulado de um ano.
No mercado formal, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo domésticos, atingiu 39,4 milhões, novo recorde da série histórica, com estabilidade nas comparações trimestral e anual. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, alta de 477 mil pessoas no trimestre. Somando os dois grupos, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, também um recorde. A taxa de informalidade, que reúne trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas.
O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros ficou em R$ 3.762 mensais, valor estável frente ao trimestre anterior, mas 3,3% superior ao registrado um ano atrás. A massa de rendimentos — soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores do país — somou R$ 383,5 bilhões, recorde da série histórica e alta de 4,1% na comparação anual, o que representa R$ 15,1 bilhões a mais em circulação.
Entre os setores da economia, a construção civil foi a única a ampliar o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior, com 371 mil novas vagas, alta de 5,1%. Na comparação anual, o setor de transporte, armazenagem e correios cresceu 5,4%, enquanto administração pública, educação, saúde e serviços sociais avançaram 2,3%. Na direção oposta, os serviços domésticos perderam 229 mil postos de trabalho, retração de 4,0% no período.
- 27 de agosto de 2026
- Por: Redação

A Advocacia-Geral da União (AGU) registrou, na terça-feira (25), uma ação civil pública contra o Discord, pedindo indenização de R$ 500 milhões por dano moral coletivo. O processo reúne uma série de crimes cometidos por usuários na plataforma, falhas na remoção de conteúdos nocivos e o fracasso das negociações para que o serviço se adequasse às leis brasileiras.
A ação exige que a plataforma implemente uma verificação de idade mais rigorosa e passe a agir de forma mais incisiva contra publicações que incentivem automutilação, suicídio, violência e assédio. O texto também cobra melhorias na moderação de conteúdo e nos canais de denúncia oferecidos aos usuários. Segundo o governo, a medida foi tomada porque o Discord continua com falhas nos mecanismos de proteção e não apresentou uma proposta considerada satisfatória para resolver o problema.
O processo foi protocolado cerca de três semanas após uma adolescente tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo na plataforma, caso que motivou a primeira-dama, Janja da Silva, a defender a retirada imediata do Discord do ar. A ação da AGU, no entanto, não pede o banimento da rede social no Brasil — sendo distinta da decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que já havia suspendido as lives do Discord no país.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a AGU tentou por duas semanas fechar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa antes de recorrer à Justiça. Segundo ele, a plataforma chegou a sinalizar disposição para assumir compromissos relevantes, mas recuou na assinatura do acordo no último momento, o que levou o órgão a protocolar a ação civil pública.
A procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto, explicou que um termo de confidencialidade foi assinado entre as partes antes do início das tratativas, o que impede o governo de detalhar publicamente o motivo do rompimento. Segundo ela, o padrão de exigência definido para a segurança de crianças e adolescentes não foi aceito pela empresa. Clarice também informou que o valor da indenização considera a gravidade e a quantidade de infrações atribuídas ao Discord, além do faturamento da plataforma no país, estimado pela AGU em cerca de R$ 4 bilhões por ano.
Em nota, o Discord classificou o processo como desproporcional e afirmou manter diálogo de boa-fé com a AGU, incluindo uma proposta técnica e financeira para reforçar a segurança da plataforma no Brasil. A empresa disse acreditar que existe um caminho alternativo à disputa judicial e reafirmou o compromisso de negociar uma solução com as autoridades.
O secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes, apontou lentidão da empresa no caso da adolescente que morreu durante a live: a transmissão começou por volta de 2h20, a Polícia Civil de São Paulo alertou o Discord às 3h50, mas o grupo só foi derrubado às 4h15, e o banimento dos investigados ocorreu apenas às 15h20 do dia seguinte. Segundo o Ciberlab, centro de inteligência do ministério, mais de 115 relatórios sobre indução ao suicídio, automutilação e maus-tratos a animais na plataforma foram produzidos entre 2025 e 2026.
Para a Polícia Federal, o problema é estrutural. O diretor de Combate a Crimes Cibernéticos, Otávio Margonari Russo, afirmou que o órgão já identificou casos de automutilação e maus-tratos a animais acompanhados por centenas de pessoas em grupos da plataforma. Segundo ele, o Discord costuma atender pedidos para derrubar canais nocivos, mas permite que os mesmos usuários recriem rapidamente espaços semelhantes — falha que, na avaliação da PF, só será resolvida com mudanças na arquitetura do serviço, e não com respostas pontuais a denúncias.
