- Números negativos
- 14 de junho de 2026
- Por: Redação

O Maranhão concentra oito dos dez municípios com pior desempenho em qualidade de vida da região Nordeste, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento, que avalia os 5.570 municípios brasileiros a partir de indicadores sociais e ambientais, aponta Peritoró como a cidade nordestina com o pior resultado no ranking.
Com nota 47,53, Peritoró ocupa a 5.555ª posição entre todos os municípios avaliados no país. O município lidera a lista regional dos piores desempenhos, seguido por Cajari e Marajá do Sena, também no Maranhão.
Além dessas cidades, aparecem no ranking Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos. Fora do Maranhão, apenas Camamu, na Bahia, e Carnaubeira da Penha, em Pernambuco, figuram entre os dez municípios com os menores índices de qualidade de vida do Nordeste.
Peritoró registra pior desempenho em educação superior e saúde básica
Segundo o estudo, o pior resultado de Peritoró foi registrado no componente de acesso à educação superior, que reúne indicadores relacionados à escolaridade da população inserida no mercado de trabalho e ao desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O município também apresentou um dado preocupante na área da saúde. Peritoró obteve a menor nota do Brasil no componente de nutrição e cuidados médicos básicos, que considera indicadores como cobertura vacinal, mortalidade infantil, subnutrição e internações evitáveis na atenção primária.
Como funciona o IPS Brasil
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é elaborado com base em 57 indicadores provenientes de fontes públicas oficiais. A metodologia avalia o desempenho dos municípios em 12 componentes agrupados em três grandes dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.
Os dados reforçam os desafios enfrentados por diversos municípios maranhenses em áreas essenciais para o desenvolvimento humano e evidenciam a necessidade de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida da população.
- Posse
- 14 de junho de 2026
- Por: Redação
O ministro Flávio Dino tomou posse como ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral. A cerimônia ocorreu antes do início da sessão plenária de quinta-feira e não teve transmissão dos canais da Justiça Eleitoral.
Na terça-feira 9, Dias Toffoli, colega de Dino no Supremo Tribunal Federal, assumiu como ministro efetivo do TSE. Na ocasião, disse que terá o compromisso de garantir a soberania do voto.
O TSE tem sete ministros titulares: três provenientes do STF (atualmente Toffoli, André Mendonça e Kassio Nunes Marques), dois do Superior Tribunal de Justiça (Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva) e dois representantes da advocacia (Floriano Peixoto de Azevedo e Estela Aranha).
Compõem o tribunal outros sete ministros substitutos nas mesmas categorias. No caso do Supremo, são Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.
- 14 de junho de 2026
- Por: Redação
Vinicius Júnior marcou o gol da Seleção Brasileira Créditos: Nelson Terme/ CBF
A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.

A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.
A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.
O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.
Fim do mistério
Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.
Primeiro tempo no lucro
A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.
Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.
O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.
Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.
Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.
Brasil melhora
Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.
Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.
Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.
Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.
O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.
Agência Brasil
- Inflação
- 12 de junho de 2026
- Por: Redação

O preço dos alimentos pressionou o bolso dos brasileiros em maio e representou metade da inflação, que variou 0,58%, no mês passado.
O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do limite de tolerância estipulado pelo governo.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O teto é descumprido se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora do limite havia sido em outubro de 2025, quando marcou 4,68%.
Veja o comportamento da inflação mensal ao longo de 2026:
- Maio: 0,58%
- Abril: 0,67%
- Março: 0,88%
- Fevereiro: 0,70%
- Janeiro: 0,33%
O IPCA de maio veio acima da estimativa do mercado. O Boletim Focus da última segunda-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de maio ficaria em 0,48%. Para o fim de 2026, o mercado projeta 5,11%.
Agência Brasil
- Condução duvidosa
- 12 de junho de 2026
- Por: Redação
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A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado.
A Justiça italiana cita parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo na condução do processo. Segundo a justiça, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a conduta do decano. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso.
A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.
A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”.
Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana.
Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022.
Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana.
Com informações da Agência Brasil
- 12 de junho de 2026
- Por: Redação
A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações de repasses feitos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11/6), Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador (R$ 155 milhões na cotação atual).
O montante teria sido depositado em conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta de delação, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
Na noite desta quinta, o senador se manifestou sobre o caso, por meio de nota. Alcolumbre diz que as informações “são absolutamente falsas, não procedem” e que serão “enfrentadas com a máxima firmeza”.
“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz trecho da nota.

As informações constam da segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro, rejeitada pela Polícia Federal na quarta-feira (10/6), conforme noticiou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha.
Na avaliação da PF, a nova proposta de delação continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.
Vorcaro, Rueda e PT Bahia
A segunda proposta apresentada por Vorcaro também menciona supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do PT da Bahia.
Rueda nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório de advocacia prestou serviços ao Banco Master.
Já o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), citado no contexto das operações do programa Credcesta na Bahia, também nega proximidade com o empresário.
Ele afirma ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, em agenda institucional, e defende a apuração dos fatos.
Metrópoles


