- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de se comunicar com outros investigados no inquérito que apura desvios de emendas parlamentares para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A medida consta na decisão em que o ministro autorizou a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10), em que a Polícia Federal (PF) cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Além de Frias, a produtora Karina Gama, responsável pelo filme, está entre os alvos, bem como outras 27 pessoas. Todas foram proibidas de deixar o país.
Ao autorizar a operação, Dino destacou que Frias se valeu de uma viagem internacional para retardar a prestação de informações relevantes para a investigação, levando o ministro a acionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, para verificar a regularidade da referida viagem do parlamentar.
“Não se pode ignorar, outrossim, que o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas recentes de que a evasão internacional é via cogitada por alguns parlamentares brasileiros ante a perspectiva da persecução penal”, escreveu Dino.
Emendas parlamentares
O ministro é relator de uma investigação aberta a partir de relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) que indicaram irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para duas entidades registradas em nome de Karina Gama – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Segundo os achados da CGU, houve a destinação, por exemplo, de emendas de Frias para projetos sociais esportivos tocados pelo ICB na cidade paulista de Pirassununga, mas cuja efetiva execução na destinação pretendida não restou comprovada. A PF apontou indícios de que o dinheiro acabou direcionado para a produção do filme Dark Horse.
Além das emendas específicas de Frias, a PF apontou suspeitas a respeito da movimentação financeira de diversos CNPJs ligados a Karina Gama, que movimentaram dezenas de milhões de reais nos últimos anos, em aparente incompatibilidade com sua real atividade econômica.
No relatório em que pediu os mandados da operação desta quinta, a PF escreveu que “os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades”.
“[A investigação] apura o cometimento de crimes como fraude em procedimentos de contratação, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em contexto marcado pela movimentação de valores expressivos e pela utilização de múltiplas pessoas jurídicas inter-relacionadas”, completa o documento.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias, mas ainda não recebeu resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.
Em paralelo à investigação relatada por Dino, outro processo, relatado pelo ministro do STF André Mendonça, apura se houve irregularidade no repasse de R$ 61 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Neste caso, a apuração foi aberta após o portal The Intercept Brasil revelar áudios em que Flávio aparece pedindo recursos a Vorcaro, que é suspeito de corromper agentes públicos e praticar fraudes financeiras bilionárias. Ao se manifestar na ocasião, o senador não negou a autenticidade das gravações, mas disse não haver irregularidade no pedido.
Agência Brasil
- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação
A Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10) em operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito era de São Paulo e foi transferido para o STF. A operação não tem mandados de prisão, apenas de busca e apreensão. A empresa produtora do filme, Go Up, não está na mira dos mandados.
A operação desta quinta-feira foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e foi batizada de “Make Up”. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF.
Segundo a investigação, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.
A PF informa ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema e afirma que as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano.
São investigados os crimes de peculato (desvio, por parte de um funcionário público, de bens e valores que ele tem acesso por conta do cargo que ocupa), falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Auditoria da CGU apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, como gastos não comprovados.
Frias atua como roteirista e produtor-executivo da produção. Em maio, o parlamentar enviou uma manifestação ao STF na qual negou que as emendas enviadas para ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro tenham sido enviadas a “qualquer produção cinematográfica”.
Os citados na operação foram procurados pela reportagem, mas ainda não se pronunciaram.
Investigações sobre ‘Dark Horse’ no STF
Há duas investigações em curso sob a supervisão de ministros do STF sobre o filme “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”).O caso que está com Flávio Dino se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.
Um outro inquérito, sob a relatoria do ministro André Mendonça, examina os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o percurso desse dinheiro.
Karina Gama, produtora do filme ‘Dark Horse’, e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos de ação da Polícia Federal, que cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10). — Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados
Financiamento do filme
Em maio, o site Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025.
O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.
Contrato de Karina Gama com a Prefeitura de SP
O Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A entidade tem um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi gratuitos na periferia.
- Pesquisa
- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10) aponta empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República.
Flávio aparece numericamente à frente, com 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. A diferença é de apenas 0,2 ponto percentual, dentro da margem de erro da pesquisa, de um ponto percentual para mais ou para menos. Brancos, nulos e indecisos somam 7,4%.
Em comparação com o levantamento anterior do instituto, Flávio avançou 3,8 pontos percentuais, saindo de 42,6% para 46,4%. Lula, por sua vez, recuou 0,9 ponto, passando de 47,1% para 46,2%. A parcela de eleitores que pretendia votar em branco, anular ou ainda não havia decidido caiu de 10,3% para 7,4%.
A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5 mil eleitores de todo o país entre os dias 4 e 9 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. O levantamento, financiado com recursos próprios do instituto, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01452/2026.
- Bons números
- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação

O Maranhão registrou queda na taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais, segundo dados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O índice passou de 11,2% em 2024 para 10,9% em 2025.
No cenário nacional, o Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica. Em 2025, 4,9% da população com 15 anos ou mais não sabia ler nem escrever. Essa faixa etária é contemplada pelas políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Apesar da redução de 0,3 ponto percentual, a taxa maranhense permanece mais que o dobro da média brasileira, com uma diferença de seis pontos percentuais.
O Ministério da Educação (MEC) afirma que o enfrentamento ao analfabetismo ocorre por meio de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, desenvolvido em parceria com estados e municípios.
Entre as iniciativas está o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual destinada a facilitar o retorno aos estudos de pessoas que não concluíram a educação básica na idade regular.
Instituído pela Portaria nº 275/2026, o sistema permite que os interessados manifestem a intenção de retomar a formação escolar e recebam orientações para encontrar oportunidades de matrícula.
A plataforma também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.
- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Civil do Maranhão informou que a Polícia Federal descartou a existência de um pedido de cooperação internacional que indique que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, tenham sido localizados em uma operação realizada nos Estados Unidos.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, a consulta à PF foi feita após a circulação de informações que associavam o caso dos irmãos à Operação Statewide Shield, realizada recentemente no país.
Em nota, a Polícia Federal também informou que, segundo informações das autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas durante a operação.
“Buscamos a Polícia Federal e obtivemos a confirmação de que não existe qualquer pedido de cooperação internacional relacionado a crianças maranhenses desaparecidas que tenham sido localizadas em alguma operação realizada naquele país”, afirmou o delegado.
Pedido de inclusão na Difusão Amarela
Clarice Cardoso participou, nesta quarta-feira (9), de uma reunião na sede da Polícia Federal, em São Luís, para tratar do apoio da Interpol nas buscas pelos filhos. O encontro foi solicitado pela mãe das crianças e pela advogada da família, Nathaly Moraes.
Durante a reunião, elas solicitaram a inclusão de Ágatha e Allan na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O pedido será analisado pela Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal e, posteriormente, encaminhado à Interpol, que decidirá sobre a emissão do alerta aos países-membros.
Por meio das redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), afirmou que a inclusão dos nomes das crianças na Interpol ocorreu após uma articulação da Polícia Civil com a Polícia Federal e outras instituições, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional.
O governador disse ainda que as diligências continuam em andamento e que todas as informações recebidas são analisadas pelas equipes responsáveis. Denúncias ou informações sobre o caso podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181.
Entretanto, ao g1, a PF confirmou que não houve outras solicitações de inclusão das crianças na lista da Interpol antes desta quarta-feira.
Mãe fornece material genético
Após a reunião na sede da Polícia Federal, em São Luís, foi coletado material genético de Clarice Cardoso para comparação com o DNA de uma criança encontrada nos Estados Unidos, que, segundo a advogada da família, pode ser Allan Michael.
Ao g1, a Polícia Federal informou que a coleta foi realizada pelo Setor Técnico-Científico da instituição e que a amostra será encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.
No local, será elaborado o perfil genético do material, que será inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e ficará disponível para eventuais comparações realizadas por meio da Interpol.
A mobilização da família ocorreu após a divulgação da notícia de que 163 crianças foram resgatadas pelo Departamento de Polícia da Flórida, nos Estados Unidos, durante diferentes operações.
“Eu sempre falei nas minhas entrevistas que coração de mãe não engana. O meu sempre diz que meus filhos estão vivos. E eu tenho fé de que eles vão ser encontrados”, afirmou Clarice Cardoso.
Fotos de criança nos Estados Unidos levantaram suspeita
A família apresentou imagens de uma criança localizada nos Estados Unidos, mas segundo a advogada, as fotografias não são suficientes para confirmar a identidade da criança e a confirmação depende da comparação genética.
Clarice disse reconhecer características do filho nas imagens, como a feição e a cor, mas ressaltou que não é possível ter certeza apenas pelas fotos. “Não dá para ter muita certeza, mas cada característica da criança é igual à do Michael”, afirmou.
G1MA
- Caso ‘Dark Horse’
- 10 de setembro de 2026
- Por: Redação

A empresária Karina Ferreira da Gama relatou a aliados ter sofrido pressão para delatar o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo interlocutores, ela foi abordada por pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula, sugerindo que, se ela não delatasse Flávio, seria presa.
Karina foi orientada a registrar os contatos que teve em cartório. Esse documento, segundo fontes, foi encontrado pela PF (Polícia Federal) nas buscas ocorridas hoje.
No relato, ela diz que um dos que a procuraram foi Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. À CNN, ele negou o contato.
Segundo Karina, o empresário do Maranhão e filho do ex-presidente José Sarney se apresentou como alguém que “possui grande proximidade com o ministro Flávio Dino” e que poderia oferecer apoio jurídico, caso a produtora decidisse delatar. ”
“No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido apenas no dia 22 de maio de 2026, às 9h07. Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino. Na mesma ocasião, declarou que poderia me apoiar caso eu tivesse interesse em realizar uma ‘delação premiada’”, diz o documento.
“Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular exercício do direito de defesa”, segue Karina.
Ainda no documento, a empresária afirma que a referência à proximidade de Fernando Sarney com Dino “partiu exclusivamente do próprio Dr. Fernando Sarney”. “Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam afirmar que o Ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato.”, segue Karina.
Fernando Sarney disse que não conhece Karina e nunca teve qualquer tipo de contato com ela.
“Eu não conheço essa pessoa, a Karina. Não conheço, nunca vi, nunca tratei nada”, relatou, reforçando depois: “Não tenho a menor relação, não conheço, nunca vi”.
Sarney, contudo, diz que a suposta proximidade com Dino “não faz sentido nenhum” porque os dois foram adversários no Maranhão.
“Não faz sentido nenhum, pelo contrário. A gente foi adversário aqui no Maranhão a vida inteira”, afirma.
Ainda no documento, a empresária afirma que a referência à suposta proximidade com o ministro “partiu exclusivamente do próprio Dr. Fernando Sarney”. “Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam afirmar que o ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato”, segue Karina.
Em nota, Fernando Sarney reforçou que não conhece Karina e que o relato é “inverossímil”.
“Não conheço a Sra. Karina Gama e jamais mantive contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre suposta delação premiada envolvendo a produção audiovisual ‘Dark Horse’. Também é inverossímil – e completamente absurda – a informação de que eu teria me apresentado como ‘pessoa com grande proximidade do ministro Flávio Dino’”, diz o texto.


