Trânsito Direitos e Deveres

Duarte Jr. reafirma pré-candidatura ao Senado e descarta ser vice de Orleans

O deputado federal Duarte Jr. (Avante) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 e voltou a descartar a possibilidade de integrar uma chapa como candidato a vice de Orleans Brandão.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que seguirá percorrendo o Maranhão e ouvindo a população, destacando que seu objetivo é representar o estado no Congresso Nacional.

“Sigo ouvindo as pessoas e trabalhando por um Maranhão mais forte, justo e com voz em Brasília. Essa é a missão que escolhi”, declarou.

Duarte também afirmou que pretende conduzir sua pré-campanha com “coragem, independência e muito trabalho” e convocou apoiadores a compartilharem sua mensagem e participarem da mobilização em torno de sua candidatura ao Senado.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta quinta-feira (25), para reformar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) que havia determinado a cassação dos mandatos dos deputados estaduais Fernando Braide e Wellington do Curso por suposta fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais.

Por 4 votos a 3, a Corte Eleitoral acolheu o recurso apresentado pela chapa do antigo PSC e decidiu pela manutenção dos mandatos dos parlamentares. O julgamento registrou uma reviravolta em relação ao entendimento adotado pelo TRE-MA, que havia reconhecido irregularidades na composição da chapa durante o pleito.

Votaram pela manutenção da decisão do TRE-MA e, consequentemente, pela cassação dos mandatos, o relator do processo, ministro André Mendonça, além dos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Nunes Marques.

Já abriram divergência e votaram pelo provimento do recurso, garantindo a permanência dos deputados nos cargos, os ministros Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Floriano de Azevedo Marques.

Com a formação da maioria, Fernando Braide e Wellington do Curso permanecem nos mandatos. A decisão ainda será formalizada com a conclusão do julgamento e a publicação do acórdão pelo TSE.

 

Levantamento divulgado pelo instituto PoderData/Aya mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em situação de empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa pela Presidência da República em 2026. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho, ouvindo 2.400 eleitores em 617 municípios de todas as unidades da Federação.

Na simulação de segundo turno, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados. Em relação ao levantamento anterior, divulgado no fim de maio, o cenário permaneceu praticamente inalterado: Lula manteve os mesmos 46%, enquanto Flávio oscilou um ponto percentual para cima, dentro da margem de erro.

O instituto também simulou disputas de segundo turno entre Lula e outros possíveis adversários. Nos cenários contra Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) e Romeu Zema (Novo), o presidente também aparece em empate técnico. Apenas na simulação diante de Renan Santos (Missão), Lula abre vantagem além da margem de erro.

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%, diferença que também configura empate técnico. Na sequência aparecem Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 4%. Romeu Zema, Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa registram 3% cada. Os percentuais permaneceram estáveis em relação à pesquisa anterior.

Os dados estratificados mostram diferenças relevantes entre os perfis dos eleitores. No segundo turno, Lula tem desempenho mais forte entre as mulheres, alcançando 50% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o senador lidera com 48%, enquanto o presidente soma 41%.

Regionalmente, Lula concentra sua maior vantagem no Nordeste, onde registra 53% das intenções de voto no segundo turno. Já Flávio Bolsonaro apresenta seu melhor desempenho no Centro-Oeste, com 52%. No primeiro turno, o petista também lidera entre os eleitores nordestinos e entre aqueles com escolaridade até o ensino fundamental, enquanto o senador do PL obtém melhor desempenho entre os entrevistados com ensino médio.

O levantamento também investigou os fatores que mais influenciam a escolha do voto. Para 29% dos entrevistados, a principal razão é a posição política do candidato. Outros 18% afirmaram que a decisão é motivada principalmente pela rejeição aos demais concorrentes.

A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas telefônicas utilizando o sistema URA (Unidade de Resposta Audível), no qual os entrevistados respondem às perguntas por meio do teclado do telefone. O estudo tem margem de erro de dois pontos percentuais, intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05722/2026. O levantamento foi financiado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com o Aya Bancah.

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (25), a autarquia destaca a surpresa positiva no resultado do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) do primeiro trimestre e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025, com expansão nos três grandes setores da economia – agropecuária, indústria e serviços. Diante do resultado, de acordo com o BC, as estimativas para os três setores foram elevadas, bem como para a demanda interna, de consumo das famílias e investimentos por parte de empresários.

“A revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”, diz o BC no relatório.

“Em sentido oposto, a expectativa de trajetória mais elevada para as taxas de juros tende a mitigar esse impulso”, acrescentou.

O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual – para 14,25% ao ano – pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra.

A autoridade monetária ainda pondera que permanecem as incertezas sobre os efeitos dos conflitos no ambiente doméstico.

“Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços [especialmente combustíveis e alimentos], o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento”, explicou.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Inflação

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já acima do teto da meta de inflação.

A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Em seu Relatório de Política Monetária, o BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, ficando mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância ao redor da meta de inflação, e volta a diminuir em 2027.

A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 30% para 79% em comparação ao relatório anterior, de março.

No horizonte relevante de política monetária, atualmente o quarto trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,7%.

De acordo com o BC, as projeções de inflação até o horizonte relevante elevaram-se consideravelmente desde março, em 0,5 ponto percentual.

“Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções para esse horizonte, destacam-se a surpresa altista com a realização do IPCA; a estimativa mais alta para o

hiato do produto (capacidade ociosa da economia); o aumento nos preços do petróleo, de seus derivados e de commodities em geral; e o aumento das expectativas de inflação”, diz o BC.

“Por outro lado, a trajetória mais alta considerada para a taxa Selic e a apreciação cambial contribuíram para atenuar esse aumento”, acrescentou a autarquia.

Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 foi mantido em 9%. Houve revisão para baixo na expectativa de crescimento do crédito livre sendo compensada por maior crescimento projetado para o direcionado.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

O crescimento esperado para o crédito com recursos livres diminuiu 0,3 ponto percentual, para 7,8%, com revisões para baixo no segmento de pessoas jurídicas e para cima no de pessoas físicas.

Para as famílias, o desempenho considera os novos programas do governo, que tem efeito positivo sobre o saldo, como o Move Brasil voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, e que tendem a reduzir o estoque de dívida, como o Novo Desenrola Brasil. Para as empresas, a projeção diminuiu diante da trajetória esperada para fatores determinantes do crédito, tais como as taxas de juros e de câmbio.

Por sua vez, a projeção para o crédito direcionado aumentou 0,5 ponto percentual, para 10,7%, com ajuste concentrado no financiamento às empresas, com destaque para o programa Desenrola para Micro e Pequenas Empresas, que flexibilizou as condições de contratação e ampliou os limites de endividamento das empresas no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.

“A desaceleração esperada segue consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária, em conjuntura de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.

Contas externas

A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões (2,1% do PIB) em 2026.

O aumento do saldo comercial, impulsionado principalmente pela elevação do preço do petróleo, explica a maior parte dessa revisão.

A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos.

“Em termos de quantum, espera-se crescimento maior em produtos básicos, em linha com a expectativa para a produção agrícola. Já nos preços, destaca-se o aumento em soja, carne bovina e, especialmente, petróleo, seguindo a dinâmica dos preços internacionais”, diz o BC.

O valor importado também foi revisto para cima, refletindo majoritariamente o aumento nos preços, especialmente dos combustíveis.

Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção de fluxo líquido de entrada de US$ 75 bilhões (2,8% do PIB), contra US$ 70 bilhões do relatório anterior.

“O cenário projetado para as contas externas, contudo, segue sujeito a riscos acima do usual, em razão das repercussões do conflito no Oriente Médio”, acrescenta o relatório.

Os fortes terremotos, de 7.2 e 7.5 graus na escala Ritcher, que afetaram a Venezuela nessa quarta-feira (24), levou chefes de Estado de todo o mundo a se solidarizarem com o país sul-americano.

Expressaram solidariedade ao povo e ao governo venezuelano, além da intenção de enviar ajuda, os líderes da França, do Brasil, Irã, da Arábia Saudita, de Cuba, da Turquia, China, Índia, Rússia, do  Paquistão, da União Africana, Itália, União Europeia, Espanha, Bolívia, do Chile, da Colômbia, Argentina, do Peru, México, Panamá e dos Estados Unidos (EUA), entre outras nações.

Até o momento, dados oficiais registram 164 mortos e 970 feridos. Porém, projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam a probabilidade de dezenas de milhares de vítimas, com perda econômica de 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB).

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou “grande preocupação e consternação” com o desastre natural, prometendo enviar ajuda e assistência ao país. 

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodriguez, agradeceu o apoio do líder brasileiro.

“Valorizamos sinceramente esse gesto de solidariedade e fraternidade entre os nossos povos, reafirmando os laços históricos de cooperação e amizade que nos unem”, respondeu Delcy a Lula.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que entrou em contato com o governo “do país irmão” e instruiu seu governo a preparar o envio de ajuda necessária.

“Nos foi solicitado que prestássemos apoio com pessoal especializado em resgate e assistência médica. O México sempre se solidariza — e continuará a se solidarizar — com os outros”, afirmou a presidente.

Por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, informou que “profissionais de saúde cubanos estão cooperando ativamente na prestação de assistência aos afetados”.

Estados Unidos

O governo dos EUA se manifestou por meio das redes sociais tanto do presidente Donald Trump, quanto do secretário de Estado, Marco Rubio. Trump destacou que o país está disposto a ajudar e Rubio informou que seriam enviadas equipes de busca e resgate ao país, além de recursos médicos e de assistência humanitária.

“Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons”, disse o chefe da Casa Branca.

Guiana

Os terremotos que afetaram a Venezuela fizeram a rivalidade com a vizinha Guiana, envolvida na disputa pelo território de Essequiba, ser deixada de lado. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, manifestou solidariedade.

“Como vizinhos, estamos prontos para oferecer assistência dentro de nossa capacidade. Nosso amor, nossas orações e nossos pensamentos estão com as famílias dos afetados e o povo da Venezuela”, afirmou Ali em uma rede social.

A mensagem foi respondida pela presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que agradeceu o gesto do chefe de Estado do país vizinho.

“A sua mensagem transmite solidariedade, respeito e um sentido de vizinhança em relação aos venezuelanos”, disse a chefe de Estado, em Caracas.

China

O governo chinês também disse que está pronto para enviar a ajuda que puder à Venezuela.

“Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Agência Brasil

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. 

Na pauta, o Projeto de Lei 5.102/2023, que dispõe sobre a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, no Rio de Janeiro, em Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais (UTFMG) e em Universidade Tecnológica Federal do Rio de Janeiro (UTFRJ).

Em pronunciamento, à bancada, senadora Teresa Leitão (PT-PE). 

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.