- Acidente
- 3 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
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O capotamento de um ônibus que transportava cerca de 60 romeiros deixou 15 pessoas mortas na manhã desta terça-feira (3), no município de São José da Tapera, no sertão de Alagoas.

Entre as 15 mortes confirmadas, estão cinco homens, sete mulheres e três crianças. Os sobreviventes foram encaminhados para hospitais da região.
O Governo do Estado de Alagoas confirmou, na manhã desta terça-feira , que mobilizou uma força-tarefa para o atendimento na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, no município de São José da Tapera, a mais de 200 quilômetros de Maceió.
O governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial de três dias e cancelou a agenda que cumpriria em Belém.
A operação de resgate contou com aeronaves do Departamento Estadual de Aviação, além de equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente, e o Instituto de Criminalística de Arapiraca enviou duas equipes para perícia no local.
Agência Brasil
- Prisão
- 3 de fevereiro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, em São Luís, um mandado de prisão preventiva contra contra Otávio Vitor, irmão da influenciadora digital Tainá Sousa, investigado por integrar uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar e à lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades ilícitas.
De acordo com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), a ordem judicial foi expedida após o investigado descumprir, de forma deliberada e reiterada, uma medida cautelar que lhe proibia o acesso às redes sociais. Mesmo devidamente intimado e ciente da decisão da Justiça, o homem, que é irmão da influenciadora digital apontada como líder do grupo criminoso, continuava realizando publicações sobre sua rotina pessoal, afrontando diretamente a determinação judicial.
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi apresentado na sede da SEIC, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. Em seguida, ele foi encaminhado para uma unidade prisional da capital maranhense, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Em 1º de agosto de 2025, a influenciadora Tainá Sousa foi presa por suspeita de liderar o esquema. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Seic, também em São Luís.
Em setembro, a Justiça do Maranhão concedeu habeas corpus à influenciadora, que responde ao processo em liberdade.
Esquema criminoso e lavagem de dinheiro
As investigações conduzidas pela SEIC apontaram que a organização criminosa, liderada por uma influenciadora digital com atuação em São Luís, utilizava as redes sociais para promover o jogo de azar conhecido como “Tigrinho”. A prática consistia em atrair vítimas por meio de promessas enganosas de ganhos rápidos e elevados.
Os seguidores eram incentivados a realizar cadastros e efetuar depósitos em plataformas de caça-níqueis virtuais, administradas por indivíduos que contratavam influenciadores digitais para ampliar o alcance da divulgação e dar aparência de credibilidade ao esquema.
Ainda segundo as investigações, o grupo criminoso era composto por influenciadores responsáveis pela promoção dos jogos, uma gerente encarregada de coordenar um grupo de WhatsApp destinado a captar jogadores e vítimas em nome da líder da organização, indivíduos responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita e, além disso, um grupo armado que atuava fornecendo proteção ao esquema.
- Volta do Legislativo
- 3 de fevereiro de 2026
- Por: Redação

Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (02), a Assembleia Legislativa do Maranhão deu início aos trabalhos da 4ª Sessão Legislativa da 20ª legislatura. Em discurso de abertura, a presidente da Casa, deputada Iracema Vale (PSB) deu um tom de resiliência e foco na estabilidade democrática, reafirmando o papel do Parlamento como pilar fundamental de sustentação do Estado.
Primeira mulher a comandar o Legislativo maranhense, Iracema Vale destacou que a gestão atravessou desafios inéditos nos últimos anos, mas que a resposta da instituição foi pautada pelo equilíbrio. A parlamentar afirmou que o que trouxe a Casa até este momento não foi o silêncio ou o improviso, mas uma decisão consciente de manter a instituição de pé e respeitada, mesmo diante de tentativas de conflito.
Durante o pronunciamento, a presidente da Alema fez um balanço da condução administrativa e política da Assembleia, enfatizando que o Parlamento jamais parou suas atividades ou permitiu que o interesse coletivo fosse substituído por disputas pessoais.
“A modernização da Casa, o resgate da memória institucional e a valorização dos servidores aproximaram o Legislativo da vida real dos maranhenses”, pontuou.
Responsabilidade
Segundo ela, a gestão transformou pressão em responsabilidade e ruído em método, consolidando uma maturidade institucional que permite à Assembleia atravessar o tempo sem perder seu eixo ou recorrer a espetáculos desnecessários.
Reconhecendo que 2026 é um ano decisivo e marcado pelo calendário eleitoral, Iracema Vale fez um apelo aos seus pares para que as urgências do povo não sejam negligenciadas. “Quem espera por saúde, educação e dignidade não pode aguardar o desfecho das urnas, o Maranhão não entra em recesso social”, disse.
Iracema Vale defendeu que este seja um ano de debates firmes e divergências claras, porém respeitosas, onde a política seja feita com coragem e sem ressentimentos. A deputada garantiu que sua condução seguirá pautada pelo diálogo aberto e pelo trabalho contínuo, reiterando que presidir o Poder Legislativo nunca foi um exercício de vaidade, mas um compromisso com a sustentação da democracia.
Ao declarar oficialmente abertos os trabalhos legislativos, Iracema Vale encerrou sua fala reafirmando o compromisso com os maranhenses que mais precisam da atuação parlamentar.
“A Assembleia chega ao seu quarto ano de gestão madura e à altura de seu papel histórico, pronta para enfrentar os desafios do ano com serenidade e grandeza”, concluiu.
- Começa o ano
- 2 de fevereiro de 2026
- Por: Redação

O Congresso Nacional inicia oficialmente o ano legislativo de 2026 neste 2 de fevereiro com uma sessão conjunta entre deputados e senadores dedicada à análise de vetos presidenciais. Ao todo, são 73 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pendentes de apreciação. Desses, 53 trancam a pauta e precisam ser votados antes de qualquer outra deliberação.
Do total, 12 vetos são totais, quando o Executivo rejeita integralmente o texto aprovado pelo Legislativo. A abertura dos trabalhos repete o formato que marcou o fim de 2025, com a reunião conjunta das duas Casas.
Dosimetria entre os vetos em destaque
Entre as matérias barradas está o PL da Dosimetria (nº 2162/2023), aprovado no fim do ano passado. A proposta reduzia penas para crimes cometidos contra o Estado democrático de direito. Ao vetar o texto, a Presidência argumentou que a medida poderia representar impunidade e ameaça ao ordenamento jurídico e ao sistema de garantias fundamentais.
Vetos fiscais e impacto na economia
Nos vetos parciais, destacam-se temas fiscais. Permanecem pendentes 24 pontos da regulamentação da reforma tributária. Dez dispositivos são da Lei Complementar 214/2025, que criou o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo (IS). Os demais vetos recaem sobre o PLP 108/2024, que deu origem à Lei Complementar 227, responsável por instituir o Comitê Gestor do IBS.
Há ainda 37 vetos ao projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA). Lula rejeitou despesas incluídas por parlamentares durante a tramitação — somando quase R$ 400 milhões — e barrou dispositivos que protegiam recursos de políticas estruturantes do agronegócio contra bloqueios e contingenciamentos, como o seguro rural. A bancada do setor lidera articulações para derrubar esse veto.
Calendário reduzido no ano eleitoral
A 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura ocorre em ano eleitoral, o que tende a concentrar votações no primeiro semestre. Pautas estratégicas, como segurança pública, regulação do trabalho por aplicativos e o marco da inteligência artificial, se não aprovadas até julho (início informal das campanhas), devem ficar para outubro, após o primeiro turno.
Outros temas no radar
A pauta do Congresso inclui ainda discussões sobre o enfrentamento ao crime organizado, a PEC da Jornada 6×1, o desfecho das CPIs das fraudes no INSS e a sabatina do indicado ao STF, o advogado-geral da União Jorge Messias.
Brasil 61
- Economia
- 2 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4% para 3,99% em 2026.

A estimativa foi publicada nesta segunda-feira (2) no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.
Inflação
Pela quarta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita no próximo dia 10 de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro.
Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião.
A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.
A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada pelo IBGE para 3 de março.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.
- Dinheiro na conta
- 2 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
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O governo federal libera, a partir desta segunda-feira (2), R$ 3,9 bilhões para pagamento da segunda parcela a trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O valor corresponde aos recursos retidos de trabalhadores que foram demitidos entre janeiro de 2020 e 20 de dezembro de 2025. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o pagamento desses saldos remanescentes nesta segunda etapa beneficiará 822,6 mil pessoas.
Os pagamentos dos saldos remanescentes serão feitos até o dia 12 de fevereiro.
Na primeira etapa, foram liberados também R$ 3,8 bilhões, que beneficiaram mais de 14 milhões de pessoas, conforme previsto em medida provisória publicada no dia 23 de dezembro.
Penalização injusta
Em nota, o MTE lembra que a modalidade impõe uma “penalização injusta” aos trabalhadores e trabalhadoras que optam por esse formato, ao impedir o acesso aos recursos do FGTS em caso de demissão.
“O saque-aniversário tem essa crueldade com o trabalhador e com a trabalhadora, que adere à modalidade e fica impedido de acessar o saldo quando perde o emprego”, alerta o ministro Luiz Marinho ao lembrar que o FGTS é uma “poupança individual criada para amparar o trabalhador e a trabalhadora nos momentos de desemprego, mas, na prática, ele não consegue acessá-la justamente quando mais precisa”.
De acordo com o MTE, a maior parte dos trabalhadores terá os valores creditados automaticamente nas contas bancárias previamente cadastradas no aplicativo FGTS.
Quem não informou um número de conta para o depósito poderá fazer o saque por meio dos terminais de autoatendimento da Caixa; nas casas lotéricas; ou nas unidades do CAIXA Aqui.
Empréstimos bancários
Dos 14,1 milhões de pessoas com saldo disponível para saque, 9,9 milhões possuem parte dos recursos parcialmente comprometidos com empréstimos bancários, “o que impede o recebimento do valor integral”, alerta o ministério.
“Outras 2,1 milhões de pessoas têm o saldo totalmente comprometido, não havendo, portanto, valores disponíveis para saque”, acrescentou.
O MTE informa que, desde 2020, cerca de R$ 197 bilhões já foram liberados pela modalidade saque-aniversário.
Desse total, 40% foram destinados diretamente aos trabalhadores, enquanto 60% foram transferidos aos bancos que anteciparam os valores por meio de operações de crédito, detalha o ministério.
Segundo a pasta, atualmente 40,3 milhões de pessoas aderiram à modalidade saque-aniversário, em um total de 130 milhões de trabalhadores celetistas. Deste total, 28,5 milhões possuem operações de antecipação de valores ativas.
Agência Brasil
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