- Operação
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), a operação Fundo Oculto para desarticular dois grupos suspeitos de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais nas eleições de 2024 no Maranhão.
Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um servidor público e o bloqueio de bens no valor de R$ 4 milhões. Entre os nomes citados nas investigações estão os prefeitos Edésio Cavalcanti (Republicanos), de Turiaçu; Neto Carvalho (PDT), de Araioses; Marcio Viana (PSB), de Godofredo Viana; Nonato Carvalho (PDT), de Magalhães de Almeida; e Ivaldo Ribeiro (Avante), de Miranda do Norte.

Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. O g1 apurou que entre os alvos estão prefeitos das seguintes cidades:
Edésio Cavalcanti (Republicanos), de Turiaçu;
Neto Carvalho (PDT), de Araioses;
Marcio Viana (PSB), de Godofredo Viana;
Nonato Carvalho (PDT), de Magalhães de Almeida;
Ivaldo Ribeiro (Avante), de Miranda do Norte.
O g1 tenta contato com a defesa dos investigados.
Investigação aponta uso de empresas para desvio de recursos
Segundo a PF, o esquema desviava dinheiro público por meio de empresas contratadas por prefeituras. Os valores eram transferidos para essas contas e sacados rapidamente em dinheiro vivo. Os grupos contavam com a ajuda de um gerente de banco em São Luís.

A apuração aponta que as movimentações financeiras aumentaram nas semanas antes das eleições. Nesse período, as transações suspeitas chegaram a quase R$ 10 milhões. Em apenas um dos grupos investigados, cerca de R$ 2 milhões foram movimentados para repasses ilegais.
As investigações indicam que o esquema também usava técnicas de lavagem de dinheiro. O dinheiro era sacado das contas das empresas e transferido para contas de laranjas.
Os policiais encontraram planilhas de “caixa dois” e arquivos com detalhes sobre a entrega dos valores e o monitoramento da presença policial perto do banco. Segundo a PF, os valores eram distribuídos entre servidores.
Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva e desvio de recursos públicos.
G1MA
- Pesquisa
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno e venceria o rival por 44% a 38% dos votos.
Em maio, na rodada anterior, Lula aparecia com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 41%, situação que configurava um empate na margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar eram 14%, e indecisos, 3%.
O terceiro lugar é compartilhado por sete pré-candidatos. Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), 2% cada; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), 1% cada. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.
Na simulação de primeiro turno, saíram Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e foram testados pela primeira vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).
Também nesse cenário Lula mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%.
O desempenho é aferido após a divulgado do áudio de uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro em que o senador pedia dinheiro para o financiamento do filme “Dark Horse”, uma autobiografia do pai, Jair. O ex-banqueiro chegou a transferir R$ 61 milhões.
Os outros nomes aventados não chegaram aos dois dígitos. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
O levantamento também testou os nomes de Renan, Zema e Caiado em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%.
Simulações de segundo turno
Lula venceria Flávio Bolsonaro por 44% a 38% dos votos no segundo turno, com 14% de brancos e nulos e 4% de indecisos.
Contra Romeu Zema, a vantagem para o petista é de 45% a 35%, com 17% de nulos e brancos e 3% de indecisos.
Lula também venceria Ronaldo Caiado por 45% a 35%. Na simulação entre o presidente e o ex-governador de Goiás, há 17% de votos brancos e nulos e 3% de indecisos.
Em um segundo turno entre Lula e Renan Santos, o presidente vence por 45% a 31% dos votos, com 20% de brancos e nulos e 4% de indecisos.
Caso Master
O instituto também questionou os entrevistados sobre o caso do Banco Master. Uma parcela de 60% disse que, pelo que ouviram ou ficaram sabendo, as conversas entre Flávio e Vorcaro levantaram suspeitas sobre atitudes ilegais, contra 19% que responderam que o diálogo foi normal.
Na opinião de 17%, o senador acertou ao pedir financiamento para o filme sobre o pai, não há nada de mais. Outros 65%, por outro lado, afirmaram que o filho 01 errou e deveria ter evitado a conversa.
Rejeição
Lula e Flávio continuam a acumular o maior percentual de rejeição. A pesquisa aponta que 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT. No caso do filho do ex-presidente, são 56%. Os índices são similares aos registrados em maio.
Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.
Avaliação de governo
Para 38%, o presidente Lula está fazendo um governo ruim ou péssimo, enquanto 34% dizem que o trabalho é bom ou ótimo. Avaliam a gestão como regular 26%, e 2% não souberam ou não responderam. Os índices permanecem estáveis em relação a maio.
- Redução
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação
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A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados.

O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa.
O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A votação do texto foi adiada, pela primeira vez, por causa de um pedido de vista.
O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), elaborou parecer favorável à mudança da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos. No entanto, o parlamentar retirou a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente.
Divergências
O tema não é consenso entre os deputados integrantes da CCJ, comissão responsável por analisar a admissibilidade da proposta.
A deputada Érica Kokay (PT-DF), uma das lideranças críticas à proposta, argumenta que a iniciativa fere a Constituição. Segundo ela, a definição da maioridade é uma cláusula pétrea (dispositivos que não podem ser mudados ou abolidos por PEC) e que qualquer alteração só poderia ocorrer por meio de uma nova Constituinte.
“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, alertou, acrescentando que os crimes graves praticados por jovens representam menos de 4% dos crimes violentos no país.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o andamento da proposta.
“Estamos em um ano eleitoral e o que a extrema-direita faz? Ela pega um sentimento legítimo de medo das pessoas, de insegurança com a violência urbana, de insegurança com o feminicídio e diz que reduzindo a maioridade penal as famílias vão ficar seguras. Lidam com o medo dessas pessoas para apresentar uma falsa solução”, criticou.
Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a favor da redução da maioridade penal, defende que os adolescentes reincidentes em crimes devem ficar presos.
“A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, disse.
Atualmente, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que cerca de 12 mil adolescentes estão em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante a sessão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) lamentou que o debate ocorra de forma híbrida, o que permite aos deputados poderem votar remotamente. Para ele, a proposta é controversa e precisa ser melhor discutida.
“É lamentável que um tema com essa magnitude, uma emenda à Constituição, a gente esteja para votar na Comissão de Constituição e Justiça, pelo Infoleg [remoto] sem que sequer deputadas e deputados estejam aqui, para a gente realizar o debate que é necessário”, criticou.
Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.
Agência Brasil
- Aumento
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.
“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.
De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.
“É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país”, afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.
Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.
“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.
Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.
Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.
Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.
“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.
Agência Brasil
- Negado
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (9) um pedido de liberdade da defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa no dia 21 de maio em operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista.
A ação das autoridades, chamada de Operação Vérnix, investiga um esquema de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A defesa da influenciadora entrou com um pedido de habeas corpus que pretendia converter sua prisão preventiva em domiciliar, pelo fato de ser mãe e única responsável por uma criança de 9 anos. O recurso foi julgado pela Quinta Turma do STJ, que rejeitou por unanimidade a tese dos advogados de defesa e reiterou os argumentos para a prisão da influenciadora.
“Consta exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração, indicando seu intenso envolvimento com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro descoberto pelos órgãos de persecução penal”.
No dia 21 de maio, Deolane foi detida em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos na região metropolitana de São Paulo.
Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora foi indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Na época, ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Agência Brasil
- Entrevista
- 10 de junho de 2026
- Por: Redação

O deputado federal Duarte Júnior, pré-candidato do Avante ao Senado, declarou nesta terça-feira, 9, em entrevista ao UQ! Podcast, que está disposto a abrir mão de uma futura candidatura à prefeitura de São Luís em 2028.
O recuo estratégico seria em favor da reeleição da atual vice-prefeita, Esmênia Miranda (PSD), caso ela assuma o apoie na disputa para senador agora em 2026.
Provocado pelo jornalista Jeisael Marx sobre as condições que o fariam desistir do sonho de comandar a capital maranhense, Duarte foi pragmático e condicionou seu apoio a reciprocidade política e à continuidade da gestão.
“Depende de dois fatores. Primeiro: eleito senador da República e contando com o apoio da Esmênia, por questão de justiça, ela vai contar com todo o meu apoio para a reeleição dela à prefeitura de São Luís. Agora, claro, ela conta com esse apoio dando continuidade ao trabalho que até aqui foi bem executado”, declarou o deputado.
Duarte Jr., que historicamente se posicionou como um forte opositor à gestão de Eduardo Braide, chegou a reconhecer a aprovação popular do rival no município. “Eu fui candidato contra ele, disputei a eleição contra ele e as urnas disseram isso. As pessoas entenderam que ele fez um bom trabalho e mereceu continuar. Então ela [Esmênia] é a sucessora natural”, admitiu.


