- Crime bárbaro
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação

Os suspeitos de envolvimento nas mortes de uma gestante e do filho dela, de quatro anos, em São João Batista, já foram identificados. A declaração foi dada pelo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, na manhã deste domingo (12), em entrevista ao apresentador Marcial Lima, da Mirante News FM.
“Nós já temos a identificação dos envolvidos. Nós já temos pessoas trabalhando na procura deles na região. Nós temos pessoas fazendo todo o trabalho de inteligência para que a gente possa dar uma resposta rápida e firme a toda a sociedade”, declarou.
Gestante e filho de 4 anos são mortos e têm corpos carbonizados
Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).
Crime tem possível relação com facção criminosa
Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.
Segundo Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.
Vingança de facção pode estar por trás de crime contra gestante e filho
“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.
O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
Entenda o caso
Durante o levantamento inicial, os policiais receberam informações de que homens armados teriam atacado três imóveis pertencentes à mesma família. Apenas uma das residências estaria ocupada no momento da ação.
Cerca de 15 homens teriam participado do ataque
Segundo relatos de moradores, aproximadamente 15 homens ainda não identificados arrombaram as três residências e seguiram até o imóvel que seria o principal alvo da ação criminosa.
Os suspeitos teriam efetuado vários disparos de arma de fogo dentro da casa. Em seguida, teriam roubado bens do imóvel, incluindo aparelhos de televisão, e ateado fogo à residência.
Os criminosos fugiram a pé e, até o momento, não há informações de que tenham sido localizados.
Corpos foram encontrados carbonizados dentro da residência
Ao chegarem ao imóvel incendiado, os policiais encontraram dois corpos completamente carbonizados.
Imirante
- Ex-deputado
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
A decisão foi tornada pública neste domingo (12) e é datada no dia 6, mesmo dia em que o magistrado bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Além do bloqueio, a decisão de Dino determina que o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) apresente em dez dias todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela Polícia Federal, “de modo individualizado e organizado por emenda”.
No mesmo período, o ministro também ordena que a Câmara, a AGU (Advocacia-Geral da União) e a Controladoria-Geral da União informem as providências adotadas em suas esferas de competências para o cumprimento da decisão. E que a AGU comunique formalmente todos os municípios beneficiários da suspensão das emendas.
A CNN tentou contato com o ex-deputado Eduardo Cunha neste domingo (12), mas ainda obteve resposta. O espaço segue aberto.
“Afigura-se necessária, portanto, a emissão de provimento cautelar para suspender, imediatamente, a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas indicadas na representação policial, estejam elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento. Com efeito, a proteção ao patrimônio público, à moralidade administrativa e às regras que regem a atividade financeira pública determina que atos espúrios não continuem a produzir efeitos”, determinou o ministro.
A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. A Polícia Federal, no entanto, identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. Mariangela é conhecida como Tuca e foi alvo de operação da PF no fim do ano passado.
Na época da operação, o celular de Mariangela foi apreendido e a PF descobriu as negociações para envio de emendas. Essas medidas do STF ocorrem após a representação e conclusão da PF com base nessas diligências.
“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado EDUARDO CUNHA contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários. Os espaços constitucionalmente permitidos às emendas parlamentares não degradam o Erário à condição de patrimônio privado, passível de aquisição, transação ou quotização entre as agremiações partidárias e seus dirigentes”, destaca Flávio Dino.
Em nota na sexta-feira (10), a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a atuação dela era “estritamente técnica, apartidária e impessoal” e destacou que não se atribui à servidora “a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal”.
A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha também emitiu uma nota afirmando que o ex-deputado “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. Leia a íntegra abaixo:
A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.
Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.
Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.
Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.
Com informações da CNN
- Eleições
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação
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O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro. Faltando menos de três meses para o pleito, eleitores e candidatos devem observar diversas regras previstas na Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, e nas resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir das próximas semanas, as principais datas já começam a mobilizar eleitores, candidatos e partidos.
Convenções
As convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho até 5 de agosto.
Para concorrer às vagas disputadas nas eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.
Após serem chanceladas pelas legendas, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Voto em trânsito
O dia 20 de julho também marcará a abertura do prazo para pedidos de voto em trânsito, mecanismo que permite ao eleitor votar fora de sua cidade (domicílio eleitoral) no dia da eleição. Os detalhes da solicitação ainda serão divulgados pela Justiça Eleitoral.
O eleitor quer estiver em outra cidade, mas dentro de seu estado, poderá votar para presidente da República, governador, deputados federal, estadual e distrital. Se estiver em outro estado, somente para presidente.
O voto em trânsito estará disponível nas capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.
O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem mudança do local de votação.
Propaganda eleitoral
A propaganda eleitoral nas ruas vai começar no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão participar de carreatas e passeatas entre as 8h e as 22h. As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas.
Os comícios podem ser realizados entre as 8h e a meia-noite. Os anúncios pagos na imprensa escrita e internet também estarão liberados a partir desta data.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Agência Brasil
- Rechaçou
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

O pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, afirmou que sua campanha para as eleições de 2026 será centrada nos desafios do estado e não na polarização política nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao jornal O Globo, Braide rejeitou o rótulo de bolsonarista e defendeu que o eleitor maranhense está mais preocupado com questões como renda, infraestrutura, saúde e educação do que com a disputa entre direita e esquerda.
Campanha voltada para questões estaduais
Durante a entrevista, Braide afirmou que pretende manter o debate eleitoral voltado para os problemas enfrentados pela população maranhense. Segundo ele, a prioridade da campanha será apresentar propostas para melhorar indicadores sociais e econômicos do estado.
“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou ao O Globo.
Ainda de acordo com o pré-candidato, temas ligados à infraestrutura, saúde e educação deverão ocupar o centro da campanha, deixando em segundo plano os debates relacionados ao cenário político nacional.
Tentativa de aproximação com grupo governista
Na entrevista, Braide também revelou que aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, chegaram a procurar sua equipe para discutir uma possível aliança com o grupo governista no Maranhão.
Segundo o pré-candidato, a composição não avançou porque ele não concordou com a condição de pedir votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral.
Braide afirmou que sua estratégia é manter independência em relação aos principais polos da política nacional e concentrar o discurso nas demandas específicas do Maranhão.
Aliança com Lahesio Bonfim
Apesar da defesa de uma campanha sem alinhamento nacional, a composição da chapa encabeçada por Braide passou a ser associada ao campo conservador após o anúncio do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado.
A aliança levou adversários políticos a classificarem a chapa como bolsonarista. Braide, no entanto, rejeita essa definição e sustenta que sua candidatura não será pautada por disputas ideológicas, mas por propostas voltadas ao desenvolvimento do estado.
- Composição
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

A pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao Senado Federal será oficializada neste sábado (11), durante uma coletiva de imprensa em São Luís. O parlamentar passa a integrar a chapa majoritária encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), ampliando a composição do grupo político para as eleições estaduais de 2026.
Coletiva marcará anúncio oficial
O anúncio está previsto para ocorrer às 15h, na sede do União Brasil, localizada na Rua Garoupas, nº 44, no bairro do Calhau, em São Luís.
Durante a coletiva, Orleans Brandão e Pedro Lucas Fernandes concederão entrevista à imprensa para apresentar oficialmente a composição da chapa majoritária e detalhar as diretrizes da pré-campanha.
A expectativa é que o evento reúna lideranças partidárias, aliados políticos e representantes da imprensa.
Chapa governista ganha novo integrante
Com a confirmação de Pedro Lucas Fernandes como pré-candidato ao Senado, o grupo liderado por Orleans Brandão avança na consolidação da chapa para a disputa eleitoral de 2026.
Além do deputado federal, a composição já conta com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), anunciado como pré-candidato a vice-governador.
Também integra o grupo o senador Weverton Rocha (PDT), que buscará a reeleição ao Senado Federal.
A definição de Pedro Lucas fortalece a articulação política da aliança governista e amplia a participação de partidos na construção do projeto eleitoral.
- Repercutiu nacionalmente
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

Líder nas pesquisas de intenção de voto ao governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) anunciou na quinta-feira a composição completa da chapa neste ano. Braide, que tenta evitar a nacionalização do pleito buscando distanciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), dividirá o palanque com apoiadores do petista e do bolsonarismo. Disputarão o Senado o ex-ministro do Esporte no governo Lula André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo).
Fufuca deixou a Esplanada dos Ministérios em abril, após dois anos e sete meses no governo Lula. Meses antes, ele chegou a ser punido pelo PP após contrariar a legenda permanecendo na gestão petista. Mesmo com o ultimato da sigla para que deixasse a pasta, Fufuca foi enfático e disse “estar com Lula”. O desembarque do PP do governo petista fez parte da estratégia do partido para a eleição deste ano.
Já Bonfim tem uma relação de idas e vindas com o bolsonarismo. O ex-prefeito anunciou a desistência da disputa ao governo estadual em junho para disputar o Senado. A candidatura dele ao Executivo era vista pela direita como uma oportunidade de ter palanque no Maranhão.
Bonfim foi candidato ao governo do Maranhão em 2022, quando declarou apoio a Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Bolsonaro não fez campanha pelo ex-prefeito.
Após a derrota do ex-presidente, Bonfim fez críticas ao antigo chefe do Executivo por aproximações ao Centrão. Nas redes sociais, o ex-prefeito ainda segue membros da família Bolsonaro.
A vice anunciada por Braide é Elaine Carneiro, que é conhecida publicamente como Elaine dos Pneus. A escolha representa um aceno do ex-prefeito ao empresariado na composição da chapa.
O anúncio da chapa provocou reações no campo petista. A senadora Eliziane Gama, que disputará reeleição, criticou a composição e buscou associá-la ao bolsonarismo.
“E a chapa bolsonarista para o governo do Maranhão agora completa”, escreveu na quinta-feira.
Nem esquerda nem direita
Como mostrou o GLOBO no mês passado, Braide não vê vantagem eleitoral em se associar a Lula ou a Flávio no pleito deste ano no Maranhão — ele aparece à frente na Genial/Quaest, de março, com 39% das intenções de voto. Aliados do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, tentaram uma aliança com o ex-prefeito para levá-lo ao campo governista, mas o antigo gestor municipal não aceitou pedir voto para o petista.
— O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda — diz Braide, que opta por destacar entregas nas áreas de infraestrutura, saúde e educação durante a campanha.
Braide aparece à frente de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (sem partido). Também são pré-candidatos ao Executivo estadual o atual vice-governador Felipe Camarão (PT), o advogado André Luís (Missão), o professor universitário Saulo Arcangeli (PSTU) e o político Enilton Rodrigues (PSOL).
