- Justiça eleitoral
- 8 de julho de 2026
- Por: Redação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou a advogada Anna Graziella Santana Neiva Costa para o cargo de juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) e garante a recondução da advogada à Corte na vaga destinada à advocacia.
Anna Graziella retorna ao tribunal para suceder o primeiro mandato do advogado Rodrigo Maia Rocha. Ela já integrou o TRE-MA entre 2021 e 2023, período em que atuou como membro da Corte Eleitoral.
Também foi nomeada para o TRE-MA a advogada Luciana Sarney Alves de Araújo Costa, que assumirá o cargo de juíza substituta. Ela foi escolhida a partir da lista tríplice formada pelo tribunal para ocupar a vaga aberta com o encerramento do primeiro mandato de Antônio Pontes de Aguiar Filho.
Outra nomeação publicada pelo presidente Lula foi a do advogado Luís Eduardo Franco Bouéres, que passa a integrar a Corte Eleitoral como juiz substituto, na vaga anteriormente ocupada por Amanda Waquim.
- Pesquisa
- 8 de julho de 2026
- Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40,4% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada pela CNN Brasil. O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) registra 32,0%, configurando a principal disputa apresentada pelo levantamento.
Pesquisa mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro
De acordo com a pesquisa Meio/Ideia, Lula lidera o cenário estimulado com 40,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 32,0%.
Os demais candidatos testados pelo levantamento também foram incluídos no cenário, mas os percentuais completos não foram divulgados na pauta apresentada.
A pesquisa retrata o cenário eleitoral atual e serve como um indicativo das preferências do eleitorado neste momento, sem representar resultado definitivo das eleições.
Levantamento foi realizado em julho
Segundo a CNN Brasil, o instituto entrevistou 1.500 eleitores entre os dias 3 e 6 de julho de 2026.
A pesquisa possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.
Cenário ainda pode mudar até as eleições
Pesquisas de intenção de voto refletem o momento em que são realizadas e podem sofrer alterações ao longo do período eleitoral, conforme o andamento da campanha, debates, alianças partidárias e demais acontecimentos políticos.
Com o processo eleitoral ainda em curso, novos levantamentos devem ser divulgados nas próximas semanas para acompanhar a evolução da disputa presidencial.
Importância das pesquisas eleitorais
Os levantamentos de intenção de voto são utilizados para medir a percepção do eleitorado em determinado período e auxiliam na análise do cenário político. No entanto, os resultados representam uma fotografia do momento da coleta de dados e não substituem o resultado das urnas.
As pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral seguem regras estabelecidas pela legislação eleitoral e devem informar metodologia, período de realização, número de entrevistados e margem de erro.
Com a aproximação das eleições de 2026, novos levantamentos deverão indicar possíveis mudanças na preferência do eleitorado e no desempenho dos pré-candidatos.
- Levantamento
- 8 de julho de 2026
- Por: Redação

A pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira (8), mostra que o pré-candidato Eduardo Braide (PSD) lidera a corrida pelo Governo do Maranhão no cenário estimulado, com 44% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Orleans Brandão (MDB), com 31%. O levantamento também indica um cenário competitivo para o Senado, com diversos pré-candidatos próximos dentro da margem de erro.
Braide abre vantagem na disputa pelo Governo do Maranhão
De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, Eduardo Braide aparece na liderança da disputa estadual com 44% das intenções de voto. Orleans Brandão ocupa a segunda posição, registrando 31%.
Na sequência, aparecem Roberto Rocha (Novo) e Felipe Camarão (PT), ambos com 9%. Já Enilton Rodrigues (PSOL) soma 2%, enquanto André Luís (Missão) registra 1%. Os votos brancos e nulos representam 2%, mesmo percentual dos entrevistados que disseram não saber ou preferiram não responder.
A diferença de 13 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados coloca Braide em posição de vantagem no cenário estimulado apresentado pelo instituto.
Cenário espontâneo mostra elevado número de indecisos
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados aos entrevistados, o percentual de eleitores indecisos permanece elevado.
Eduardo Braide foi citado por 13% dos entrevistados, seguido por Orleans Brandão, com 7%. Carlos Brandão, Felipe Camarão e Lahesio Bonfim aparecem com 2% cada. Roberto Rocha e Flávio Dino registram 1% das citações.
Nesse cenário, 58% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 11% declararam voto branco ou nulo.
Simulações de segundo turno
O levantamento também simulou possíveis cenários de segundo turno.
Em uma eventual disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, o candidato do PSD aparece com 52%, enquanto o emedebista registra 38%.
Nas demais simulações, Braide também lidera contra Felipe Camarão (62% a 22%) e Roberto Rocha (58% a 25%).
Já Orleans Brandão vence os confrontos simulados contra Felipe Camarão (56% a 24%) e Roberto Rocha (52% a 30%). No cenário entre Felipe Camarão e Roberto Rocha, há empate em 33% para cada um.
Disputa pelo Senado segue equilibrada
Além da corrida ao Palácio dos Leões, a pesquisa mostra uma disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado Federal.
Nos cenários testados pelo instituto, diversos pré-candidatos aparecem concentrados dentro da margem de erro, indicando um cenário ainda indefinido para a eleição. Entre os nomes mais bem posicionados estão Duarte Jr., Roseana Sarney, Weverton Rocha, Roberto Rocha, Eliziane Gama, Lahesio Bonfim, André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes, dependendo do cenário apresentado.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores no Maranhão entre os dias 6 e 7 de julho de 2026.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-04311/2026.
Com pouco mais de três meses para as eleições, os números retratam o cenário atual da disputa e poderão sofrer alterações conforme o avanço da campanha eleitoral.
- Calúnia
- 7 de julho de 2026
- Por: Redação
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta terça-feira (7) a Polícia Federal (PF) colher o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no caso em que ele é investigado por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela decisão, o senador tem dez dias de prazo para prestar o depoimento. O ministro seguiu parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou o procedimento de “especial relevância” para esclarecer o caso.
No mês passado, a PF afirmou, em relatório enviado ao Supremo, haver “indícios concretos” de que Flávio praticou calúnia contra Lula em decorrência de postagens feitas na rede social X em 3 de janeiro.
Nas publicações, o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. Uma das postagens, por exemplo, faz uma associação entre Lula e Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela.
Relator do processo, Moraes autorizou, em abril, a abertura de um inquérito para apurar a falsa imputação de crime a Lula por Flávio.
“ACOLHO a manifestação da Procuradoria-Geral da República e DETERMINO O RETORNO DOS AUTOS à Polícia Federal para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de 10 (dez) dias”, escreveu Moraes na decisão desta terça.
Instado a se manifestar, Gonet disse ao Supremo que somente decidiria sobre a apresentação ou não de denúncia contra Flávio após o depoimento do senador.
- Combate
- 7 de julho de 2026
- Por: Redação

A Força-Tarefa Previdenciária no Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (7/7), a Operação Fake Fisher, com a finalidade de reprimir crimes contra o sistema previdenciário praticados por associação criminosa. A ação foi conduzida pela Polícia Federal, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) do Ministério da Previdência Social (MPS).
Trata-se de desdobramento da Operação Fake ID, deflagrada em 2023, de acordo com os indícios de fraude no requerimento de Seguro Defeso, benefício destinado a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema.
A investigação identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por um escritório de advocacia e por agenciadores/intermediários que seriam os responsáveis pela prospecção de beneficiários em massa com o objetivo de simular vínculos com a atividade pesqueira.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão por 18 policiais federais, nas residências e nos escritórios profissionais dos investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na cidade de São Luís/MA.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo estimado com a concessão de 552 benefícios já identificados alcança aproximadamente R$ 3,7 milhões.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.
- Emendas
- 7 de julho de 2026
- Por: Redação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares em 2026 até o dia 4 de julho. É o maior valor da história em um período pré-eleitoral e supera tudo que foi repassado no ano de 2022 inteiro, nas últimas eleições presidenciais.
Procurada, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República afirmou que a “execução de recursos orçamentários é feita de acordo com a legislação e as determinações do Supremo Tribunal Federal, observada a aprovação técnica das propostas pelos órgãos responsáveis pela sua execução, bem como a disponibilidade orçamentária e financeira”.
O valor supera todos os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) pagos no mesmo período (R$ 19,65 bilhões) e representa um quarto de tudo que o governo federal gastou com despesas livres do Orçamento. Os dados são do Siga Brasil, sistema mantido pelo Senado Federal.
No dia 4 de julho começou o chamado defeso eleitoral. A legislação proíbe o pagamento de emendas e outras transferências voluntárias da União três meses antes da eleição para não afetar a igualdade entre os candidatos. A exceção é para obras em andamento e situações de calamidade.
Governo repassa emendas antes da conclusão de projetos e obras
Pelo menos R$ 24,5 bilhões foram pagos sem a conclusão de projetos e obras e o dinheiro poderá ser gasto em plena campanha eleitoral. Isso ocorre porque desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o Executivo começou a repassar a verba de forma antecipada, distorcendo a legislação eleitoral.
Em 2019, o Congresso criou a emenda Pix. A verba de interesse dos parlamentares passou a ser enviada a Estados e municípios antes do início de qualquer projeto, com menos transparência. Em 2024, o Congresso avançou aprovando o pagamento antecipado de outros tipos de repasses até R$ 1,5 milhão, que correspondem a 90% do total.
Em 2026, o Legislativo impôs um calendário para pagamento prioritário de emendas no primeiro semestre do ano, com sanção do presidente Lula. O Congresso havia exigido que o governo mirasse no centro da meta fiscal ao executar o Orçamento, o que exigiria um corte maior de gastos, e o calendário foi uma barganha para liberar o Executivo a mirar no piso da meta e gastar mais.
Com essas três mudanças, todo o processo orçamentário foi cercado e facilitou as transferências antes das eleições, permitindo que os valores sejam gastos pelas prefeituras e governos estaduais durante a campanha.
“Na média, um parlamentar pode ter R$ 80 milhões em emendas por ano. Só de as emendas existirem do jeito que estão hoje, já cria um desproporção entre um candidato no cargo e um candidato novo. Oferecer as emendas antes do período eleitoral é mais uma vantagem para ele. A lei eleitoral continua, mas fica enfraquecida”, diz Bruno Bondarovsky, pesquisador associado da PUC-Rio e idealizador da Central das Emendas, ferramenta de acompanhamento dos recursos.
Para o especialista, as emendas, como funcionam atualmente, distanciam os parlamentares do papel de propor leis e fiscalizar o Executivo para um trabalho focado em mandar emendas individuais a seus redutos eleitorais. “O Legislativo que interfere diretamente no Orçamento não cumpre o papel de legislar e fiscalizar o Executivo. A prioridade não deve ser discutir quem fica com o dinheiro, mas qual é o mecanismo que faz o Brasil avançar. Esse não faz.”
A fatura pode aumentar ainda mais. Em maio, o Congresso derrubou um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e liberou o pagamento de emendas e doações no meio da campanha, durante o defeso eleitoral. Os técnicos do governo entendem, no entanto, que a lei eleitoral é superior e cada caso deve ser analisado.
De tudo que foi pago em 2026, R$ 18,55 bilhões são de emendas individuais (indicadas por cada deputado e senador), R$ 7,68 bilhões são de emendas de comissão (aprovadas pelas comissões da Câmara e do Senado), herdeiras do orçamento secreto e R$ 7,28 bilhões são de emendas de bancada estadual (apadrinhadas pelo conjunto de parlamentares de cada Estado).
Há ainda R$ 386 milhões do extinto orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão e declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As sobras são recursos liberados no governo Jair Bolsonaro que ainda não haviam sido quitados financeiramente.
A Comissão de Saúde da Câmara lidera as emendas pagas neste ano. Foram R$ 3,6 bilhões repassados a pedido dos parlamentares. Em seguida, aparece a Comissão de Assuntos Sociais do Senado, também por conta das emendas na Saúde, com R$ 1,8 bilhão.
Internamente, quem comanda o apadrinhamento desses recursos são os presidentes das casas, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado.
O parlamentar que teve mais emendas pagas foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), com R$ 88,85 milhões. Ele é aliado do governo Lula, relatou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado, e é pré-candidato à reeleição neste ano.
No final do ano passado, Weverton foi alvo de mandados de busca e apreensão de ação na quinta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de desvios ilegais no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Ele também viajou aos Estados Unidos com o advogado e empresário Willer Tomaz, em um jatinho particular administrado por empresa que tinha o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como um dos sócios.
“Me orgulho de ser um senador que corre atrás de investimentos para o meu Estado e, por isso, já consegui enviar recursos para os 217 municípios maranhenses”, disse o senador à reportagem.
Segundo ele, os recursos garantiram o funcionamento dos três hospitais de combate ao câncer do Maranhão, além dos centros de diagnósticos, outros hospitais e postos de saúde. “Estes recursos, que são de execução obrigatória e felizmente chegaram, estão ajudando a população do meu Estado.”
Em seguida na lista de emendas pagas aparece o senador Carlos Fávaro, ex-ministro da Agricultura e também pré-candidato à reeleição, com R$ 74,5 milhões. Individualmente, senadores têm acesso a mais emendas que deputados. A assessoria do parlamentar afirmou que todo o recurso está “muito bem aplicado em obras e ações a favor da população mato-grossense.”
Estadão
