Trânsito Direitos e Deveres

Menino de 10 anos morre após passar mal durante travessia de ferryboat no Maranhão

 

Uma criança de 10 anos morreu na manhã desta terça-feira (9) durante uma viagem de ferryboat no trajeto entre o Terminal do Cujupe, na Baixada Maranhense, e São Luís.

De acordo com informações preliminares, a vítima viajava em uma van que faz a linha entre o município de São Bento e a capital maranhense quando passou mal durante a travessia. Passageiros que estavam no local tentaram prestar os primeiros socorros até a chegada do atendimento especializado.

Ainda segundo relatos, a criança foi encaminhada para uma ambulância que estava embarcada na embarcação. Equipes de saúde realizaram procedimentos de reanimação, mas, apesar dos esforços, a vítima não resistiu e morreu ainda durante o percurso.

Testemunhas informaram que a travessia seguiu normalmente, uma vez que o caso ocorreu quando o ferryboat já estava em deslocamento entre os terminais de Cujupe e São Luís.

Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes. Também não havia informações sobre manifestação da administração portuária ou da empresa responsável pelo serviço até a publicação desta matéria.

A Praia de Atins, localizada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, foi reconhecida como a praia brasileira mais bem colocada em um dos principais rankings internacionais de turismo. O destino apareceu na 7ª posição entre as 100 melhores praias do mundo, segundo a lista divulgada pela plataforma The World’s 50 Best Beaches em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos.  

O levantamento é elaborado anualmente a partir da avaliação de mais de mil especialistas do setor de viagens, entre jornalistas, influenciadores, blogueiros e profissionais do turismo de diversos países.  

Além de Atins, outras dez praias brasileiras foram incluídas na seleção mundial. Entre elas estão a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha, Copacabana, no Rio de Janeiro, a Ilha do Amor, em Alter do Chão, e a Praia do Madeiro, em Pipa.  

Conhecida por suas dunas de areia branca, lagoas de águas cristalinas e pela prática de esportes como o kitesurfe, Atins tem se consolidado como um dos destinos mais procurados do turismo nacional e internacional. O reconhecimento reforça a projeção dos Lençóis Maranhenses como uma das paisagens naturais mais impressionantes do planeta.

 

Leniel Borel, pai de Henri fala antes da audiência de instrução no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

 

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, entrou nesta segunda-feira (8) com recurso pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança.

No último dia  4 de junho, a juíza Elizabeth Louro, que presidiu o julgamento, concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. O júri havia decidido desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e condená-la pelo crime de tortura por omissão.

Ao aplicar o perdão judicial, a juíza justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A defesa de Leniel Borel argumenta que “os jurados já haviam reconhecido a materialidade e a autoria atribuídas a Monique, bem como rejeitado a tese absolutória apresentada pela defesa”.

“Contudo, na sequência da votação, foram submetidos a novos quesitos cujas respostas se mostraram incompatíveis com as conclusões anteriormente alcançadas pelo próprio Conselho de Sentença, gerando contradição interna no veredicto e comprometendo a correta interpretação da vontade soberana dos jurados”, destaca o advogado Cristiano da Rocha Medina, que representa Leniel Borel.

Segundo o recurso, o perdão judicial “impede a identificação inequívoca da real manifestação do Conselho de Sentença”. A defesa requer a anulação do julgamento e a realização de novo júri.

“O respeito à soberania dos veredictos pressupõe que a vontade dos jurados seja manifestada de forma clara, coerente e livre de contradições. Quando há dúvida objetiva sobre o alcance das respostas fornecidas pelo Conselho de Sentença, impõe-se a realização de novo julgamento para que a decisão reflita, de maneira inequívoca, a vontade dos jurados”, conclui.

De acordo com o promotor de Justiça, Fábio Vieira, que atuou no júri, o Ministério Público recorreu da decisão, “uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”.

Defesa de Jairinho

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021.

A defesa de Jairinho também apresentou recurso nesta segunda-feira (8) contra a condenação. Os advogados alegam parcialidade da juíza Elizabeth Machado Louro. Segundo os advogados, a questão vem sendo levantada desde o início do processo e ganhou força após críticas feitas pelo Ministério Público e pela assistência de acusação em relação ao perdão judicial para Monique Medeiros.

A defesa sustenta que, “caso a Justiça reconheça vícios capazes de anular o julgamento de Monique Medeiros, o mesmo entendimento deve ser aplicado a Jairinho”.

Os advogados afirmam que um eventual novo júri deveria ocorrer sem as supostas nulidades apontadas ao longo da tramitação do processo.

Defesa de Monique

Os advogados que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular.

Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

Com informações da Agência Brasil

Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko. 

O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru.

Keiko vs Sanchéz

Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país.

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021.

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país.

Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais.

Moderação do discurso

Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio.

Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista.

Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais.

Com informações da Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 21/02/2026 - Municípios fluminenses começam a receber vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. Foto: Instituto Butantan/Divulgação

 

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.

“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.

A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. 

Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.

Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).

Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo.

O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.

A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.

Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.

Brasília (DF), 08/06/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação. Frame: MS/Youtube
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Frame: MS/Youtube – MS/Youtube

Casos graves

A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.

Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados.

Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.

Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:

  • Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
  • Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
  • Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.

Observação

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.

A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

Agência Brasil

Jordélia Pereira Barbosa acusada de envenenar uma família com ovo de páscoa, em abril do ano passado, em Imperatriz, na região tocantina, vai a júri popular neste mês de junho. A mulher está presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís.

A mulher é acusada pela morte dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumirem um ovo de Páscoa envenenado. Além da tentativa de homicídio contra Mirian Lira, mães das crianças mortas, que também comeu o doce, mas conseguiu sobreviver.

Mãe e filhos consumiram o doce na noite de 16 de abril de 2025 e, já na madrugada do dia 17, deram entrada no hospital; Luiz Fernando morreu pouco após ser internado, enquanto a irmã, Evelyn Fernanda Rocha Silva, morreu cinco dias depois, em 22 de abril, e Mirian ficou alguns dias intubada, mas se recuperou fisicamente.

Jordélia Pereira será levada a júri popular no dia 22 de junho, segundo informações do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em Imperatriz. Ela será julgada pelos crimes de duplo homicídio consumado e por tentativa de homicídio por envenenamento.

Defesa tentou reverter decisão que levou acusada a júri

Acusada de envenenar ovos de páscoa que mataram duas crianças vai a júri popular no MA — Foto: Reprodução/Montagem g1
Acusada de envenenar ovos de páscoa que mataram duas crianças vai a júri popular no MA — Foto: Reprodução/Montagem g1

Apesar da repercussão nacional e internacional do caso, o julgamento de Jordélia Pereira Barbosa, apontada pela Polícia Civil e acusada pelo Ministério Público de ser a autora do envenenamento, passou mais de um ano para ser marcado.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aceitou a denúncia logo após a conclusão do inquérito e, em setembro do mesmo ano, decidiu que ela deveria ir a júri popular. O julgamento, porém, não aconteceu porque a defesa recorreu da decisão.

Ao g1, a Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou que o recurso foi apresentado em setembro de 2025, depois da decisão que determinou o envio do caso ao júri, e os autos foram encaminhados no dia 30 do mesmo mês. Mas o processo ainda estava em análise no Tribunal de Justiça.

Na prática, a defesa tentou reverter a decisão que levou a acusada a júri. Entre os pedidos, estavam a anulação da decisão, a retirada do caso do júri ou a mudança da classificação do crime.

O caso ainda aguardava julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, mais detalhes não foram divulgados.

g1 também procurou o Tribunal de Justiça do Maranhão para saber o porquê de o recurso da defesa ainda não ter sido analisado com celeridade, tendo em vista a repercussão do caso, mas o TJ-MA nunca se manifestou.

Prisão rápida trouxe um pouco de alívio, diz vítima que sobreviveu ao envenenamento

Em entrevista ao g1, Mirian Lira afirmou que para ela a investigação foi rápida, com a prisão de Jordélia sendo feita poucos dias após o crime. Mas, apesar da prisão trazer um alívio para a família, a expectativa agora é pela realização do julgamento e pela definição de uma sentença para que, de fato, a justiça seja feita.

“A investigação foi muito rápida, foi competente. Foi rápida a prisão, foi em questão de dias de fechar o inquérito, de ter as provas em mãos. Nessa questão, a justiça foi bem rápida, eficiente em tudo. Agora, a gente só está aguardando mesmo. Porque, de ter ela já presa, é um alívio, mas o sentimento de que a justiça seja feita é quando vier o julgamento, que vier a sentença realmente, que ela venha cumprir com o que a justiça mandar.”

Saiba quem é a mulher acusada pelo crime

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, é mãe de um casal de filhos, uma criança e um adolescente, que teve com o ex-marido, que era companheiro de Mirian Lira, uma das vítimas do envenenamento.

[CONTEXTO] Com a prisão sob acusação de ser a autora do crime, Jordélia perdeu provisoriamente a guarda dos dois filhos por decisão do juiz Alexandre Antônio José de Mesquita, da 3ª Vara de Santa Inês, que atendeu ao pedido do pai das crianças, com quem elas já viviam, ao considerar que a suspeita de duplo homicídio e a situação de prisão comprometeram a capacidade da mulher de garantir o melhor interesse dos filhos.

Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, Jordélia Pereira era conhecida no ramo da beleza e possuía um estúdio de estética em casa.

Em um perfil em uma rede social, Jordélia afirmava ser esteticista, atuando com estética facial e corporal, além de ser embaixadora de uma linha de cosméticos e instrutora em uma instituição de ensino profissionalizante no curso de estética, desde 2019.

Com 12,5 mil seguidores em uma rede social, Jordélia Pereira compartilhava o trabalho que realizava como esteticista, além de publicar mensagens de superação e motivação.

Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, ela era conhecida no ramo da beleza e mantinha um estúdio de estética em casa. — Foto: Divulgação/Redes sociais
Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, ela era conhecida no ramo da beleza e mantinha um estúdio de estética em casa. — Foto: Divulgação/Redes sociais

A suspeita de envenenar a família também frequentava uma igreja evangélica quando era casada. Segundo relatos de alguns fiéis, o casal tinha um relacionamento conturbado, com discussões frequentes — inclusive na porta da instituição religiosa.

Para os vizinhos, que conheciam Jordélia há décadas, ela era uma mulher trabalhadora e de boa índole.

“Era uma pessoa muito boa, simpática, falava com todo mundo”, afirma um dos vizinhos de Jordélia, que preferiu não se identificar.

Já outra conhecida da suspeita, que trabalhou com ela na instituição de ensino profissionalizante, disse que já teve desentendimentos com Jordélia, mas que não imaginava que ela cometeria algo tão grave.

“Ela fez o mal pra mim, ela era uma pessoa muito mal. Todo mundo (do curso) está abalado”, relatou uma colega de curso de Jordélia, que não quis ser identificada.

G1 Maranhão