Empresas maranhenses têm até segunda-feira (31) para renegociar dívidas com o Banco do Nordeste

Foto: Assessoria de Comunicação

Micro e pequenas empresas do Maranhão têm até a próxima segunda-feira, dia 31, para aproveitar condições especiais de renegociação de dívidas junto ao Banco do Nordeste (BNB). O benefício foi viabilizado pela Medida Provisória 1.355/2026, sancionada em 4 de maio deste ano, que criou o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias. Segundo o banco, cerca de 4 mil empreendimentos maranhenses ainda podem recorrer à medida para quitar ou renegociar seus débitos.

Quem pode participar

Têm direito ao benefício os clientes que contrataram crédito com recursos internos do Banco do Nordeste a partir de 1º de julho de 1994 e que ainda estejam inadimplentes no momento do atendimento. Para essas empresas, existem duas alternativas: quitação total da dívida ou renegociação com recálculo dos valores em condições diferenciadas.

As novas condições preveem prazos de pagamento de até 96 meses, com carência de até 24 meses antes do início da quitação — um fôlego considerável para negócios que enfrentam dificuldades financeiras.

Fôlego para recomeçar

Para o superintendente estadual do BNB no Maranhão, Isaque Nascimento, a medida vai além da simples quitação de débitos. Segundo ele, a possibilidade de unificar dívidas e ganhar prazo permite que os empreendedores recuperem fôlego financeiro e voltem a ter acesso a linhas de crédito para investir em seus negócios.

Como aderir

Empreendedores interessados em verificar se estão enquadrados no programa podem procurar uma agência de relacionamento do Banco do Nordeste, entrar em contato pelo WhatsApp (85) 4020-0004 ou consultar a situação diretamente pelo Portal BNB. No Maranhão, 29 agências estão preparadas para conduzir o processo de renegociação.

Com o prazo se encerrando na próxima segunda-feira, a recomendação é que os empresários interessados não deixem para buscar informações na última hora.

Foto: João Mohana foi médico, psicólogo, sacerdote, escritor, conferencista e pesquisador. (Divulgação)

No dia 27 de agosto de 2026, às 16h, a Praça do Panteon, no Centro Histórico de São Luís, será palco da entrega de um novo busto dedicado ao padre, médico e escritor João Miguel Mohana. A cerimônia é uma realização da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), em conjunto com a Academia Maranhense de Letras (AML).

A peça, esculpida pelo artista plástico Eduardo Sereno, passa a fazer parte do conjunto de monumentos que celebra figuras marcantes da vida cultural e intelectual maranhense.

Uma trajetória multifacetada

João Mohana reuniu, ao longo da vida, atuações pouco comuns: foi médico, psicólogo, sacerdote, escritor, conferencista e pesquisador. Também se destacou por um extenso trabalho de resgate da música maranhense, catalogando partituras e registros musicais espalhados entre São Luís e cidades do interior do estado.

A homenagem integra as ações da FUMPH voltadas ao Mês do Patrimônio Cultural, iniciativa que conta com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Maranhão (CAU/MA).

Quem foi João Mohana

Natural de Bacabal, onde nasceu em 15 de junho de 1925, Mohana construiu uma obra literária que combinou romances com textos de tom religioso e humanista — parte dela traduzida para outros idiomas. Ingressou na Academia Maranhense de Letras em 1970, onde ocupou a Cadeira de número 3 até sua morte, em 12 de agosto de 1995.

Em 2025, quando se completou o centenário de seu nascimento, ele foi o patrono da 18ª Feira do Livro de São Luís, promovida pela Prefeitura sob o tema “João Mohana: a palavra em corpo e alma”. A chegada do busto à Praça do Panteon dá sequência a essas homenagens, agora transformando o reconhecimento em um marco permanente na paisagem da cidade.

O Panteon Maranhense

A Praça do Panteon faz parte do Complexo Deodoro, ao lado da Praça Deodoro e das alamedas Gomes de Castro e Silva Maia. Erguida sobre parte do antigo terreno do Quartel do 5º Batalhão de Infantaria, recebeu esse nome em 1954, por indicação do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Desde a Lei Municipal nº 3.697, de 20 de abril de 1998, o espaço é reconhecido oficialmente como local permanente de homenagem póstuma a personalidades que se destacaram nas letras e nas artes do Maranhão. A norma determina que qualquer novo busto precisa da anuência prévia da Academia Maranhense de Letras, responsável por indicar ao Executivo municipal os nomes a serem celebrados, considerando contribuições nas letras, artes, ciências e vida pública do país.

Em setembro de 2022, o conjunto de esculturas da praça passou por uma ampla reforma, que envolveu a restauração de 18 bustos já existentes e a instalação de sete novos — entre eles, a reconstrução do busto de Humberto de Campos, que havia sido furtado em 2005. Na mesma leva, o Panteon passou a homenagear também Nascimento Moraes Filho, Celso Magalhães, Jomar Moraes, Sousândrade, Aluísio Azevedo e Ferreira Gullar.

Foto: Reprodução/O Observador Maranhense

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) protocolou, no dia 18 de agosto, um novo pedido de providências junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) referente à condenação do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). O ministro Cristiano Zanin, relator da ação penal no STF, autorizou o atendimento à solicitação da Corte Eleitoral. Até o momento, os autos públicos do processo não detalham qual medida específica foi requerida pelo TSE.

Relembre o caso

Em março deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho a 6 anos e 5 meses de prisão pelo crime de corrupção passiva. De acordo com a denúncia aceita pelos ministros, o parlamentar teria participado da cobrança de propina no valor de R$ 1,67 milhão em troca do direcionamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar.

Como consequência da condenação, o STF também decretou a inelegibilidade do deputado, com base na Lei da Ficha Limpa.

Outro deputado envolvido

O mesmo processo resultou na condenação do deputado federal Pastor Gil (PL-MA), sentenciado a 5 anos e 6 meses de prisão, também por corrupção passiva. Assim como Josimar, Pastor Gil teve sua inelegibilidade decretada pela Primeira Turma do STF. Ainda assim, ele registrou candidatura para tentar a reeleição a deputado federal em 2026. O pedido de registro segue pendente de análise pela Justiça Eleitoral.

O que vem pela frente

Com o novo pedido enviado ao STF, o desdobramento do caso segue sob acompanhamento das duas Cortes. Enquanto o teor específico da solicitação do TSE não é tornado público, o caso permanece como um dos exemplos recentes de articulação entre a Justiça Eleitoral e o Judiciário na fiscalização de condenados por corrupção que buscam permanecer na vida política.

Foto: BBC Brasil

Uma inundação repentina e devastadora deixou mortos e destruição em vilas na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, nesta quarta-feira. Segundo a polícia local, 22 pessoas morreram e 284 estão desaparecidas. O Conselho de Turismo do Nepal informou ainda que 384 viajantes que estavam no país, sendo 291 estrangeiros, também estão desaparecidos após o desastre.

“Pode haver muitas vítimas ou perda de bens”, afirmou o administrador distrital Narendra Pariyar, que pediu aos moradores das margens do rio que se deslocassem para terrenos mais altos. Imagens transmitidas pela televisão mostram casas destruídas pelas águas, carros flutuando e uma ponte de metal sendo levada pela correnteza do rio Bhote Koshi. Testemunhas relataram à agência Reuters que as águas engoliram vilarejos inteiros.

No condado de Gyirong, no Tibete, um deslizamento atingiu uma passagem de terra entre os dois países, deixando vários desaparecidos, entre eles oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica. Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, o deslizamento ocorreu no lado nepalês e atingiu o porto local, interrompendo estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse.

O distrito montanhoso de Rasuwa, no Nepal, com cerca de 50 mil habitantes, foi um dos locais mais atingidos pela tragédia.

Foto: Vera Baldez

O Porto do Itaqui promoveu nesta terça-feira (25) o Inova Itaqui 2026 – O Porto como Hub de Inovação, realizado no Multicenter Sebrae, em São Luís. O evento reúne representantes do setor portuário, empresas, universidades e instituições públicas para discutir tecnologia, inteligência artificial, dados, ESG, diversidade e o futuro dos portos, com patrocínio da Nouhau e apoio do Sebrae, do Iema, da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

Sob a presidência de Oquerlina Costa, a EMAP protagoniza um dos principais marcos do encontro: a assinatura do Memorando de Entendimento entre a estatal, o CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados) e a FAPEMA. O acordo dá origem à Smart Port Orchestration Platform, um gêmeo digital do Porto do Itaqui movido por inteligência artificial e dados, que deve integrar informações operacionais do complexo portuário para apoiar decisões mais rápidas e precisas.

A programação também inclui painéis e debates sobre inovação no setor, com destaque para a palestra “Como reescrever o modelo de negócios portuário com IA e Inovação”, conduzida por Bruno Stefani, fundador da NERD Partners e ex-head global de Inovação da Ambev, além do diálogo aberto “Inovação: o Futuro do Porto”, que reúne representantes de outros portos brasileiros e internacionais. O 2º Hackathon Porto do Itaqui e as premiações voltadas à inovação e ao ESG completam o dia de atividades.

Entre os projetos apresentados, a equipe DustVac, do SENAI, conquistou o primeiro lugar. Representada pelo aluno Breno Gatinho de Jesus, a proposta traz uma tecnologia voltada a reduzir os impactos ambientais provocados no descarregamento de cargas, como o desperdício de produto e a poluição atmosférica.

Foto: DustVac SENAI

Já a equipe Falcons, do SESI, ficou em terceiro lugar com o projeto PortoBot – Solução Robótica para Limpeza Inteligente de Áreas Portuárias. A iniciativa propõe o desenvolvimento de um robô autônomo capaz de percorrer áreas operacionais, identificar resíduos e realizar a limpeza do local de forma automatizada.

Foto: Falcons SESI

Os projetos de robótica apresentados no Inova Itaqui integram o Prêmio Porto do Itaqui, edital lançado pela FAPEMA em parceria com a EMAP para incentivar soluções aplicadas aos desafios do setor portuário e logístico maranhense. Nesta edição, os protótipos selecionados em triagem técnica foram expostos ao público durante o evento, que também contou com votação popular por QR Code para eleger os projetos mais inovadores.

Foto: Reprodução/Instagram

A empresária Mila Seidl, esposa do piloto e influenciador Lito Sousa, revelou nesta terça-feira (25) que a família ainda não conseguiu garantir uma vaga em tratamentos experimentais para a doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnosticada em Lito na última semana. Segundo ela, as duas pesquisas mais avançadas sobre a enfermidade, no momento, não têm abertura para novos pacientes.

De acordo com Mila, a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo do medicamento ION717, comunicou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que também não há possibilidade de uso compassivo da substância neste momento. Já o Broad Institute, vinculado a Harvard e ao MIT, sinalizou a realização de uma entrevista inicial para outro estudo, o PRiSM, mas apenas para integrar o grupo de controle, que não recebe o composto experimental.

A esposa do influenciador destacou que a possibilidade de ingressar nesse grupo traria incertezas adicionais à família, incluindo a necessidade de mudança para acompanhar o protocolo sem garantia de acesso futuro ao medicamento. Diante desse cenário, Mila afirmou que resta à família aguardar a abertura de novas vagas em um dos dois estudos.

Mila também declarou que todas as respostas obtidas até agora partiram de esforços próprios da família, sem apoio direto do Itamaraty ou de iniciativas do Ministério da Saúde nos contatos com os centros de pesquisa no exterior. A afirmação ocorre dois dias após ela relatar uma conversa breve com o ministro Alexandre Padilha, sem avanços práticos até o momento.

O caso ganhou repercussão desde a última sexta-feira (21), quando a família divulgou o diagnóstico de Lito. A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara, progressiva e sem cura conhecida, causada por proteínas príon que se deformam e desencadeiam danos sucessivos aos neurônios. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou 547 casos confirmados entre 2005 e 2021, com São Paulo concentrando o maior número.

Sem tratamento capaz de reverter a evolução da doença, os cuidados atuais se concentram no controle dos sintomas e no suporte ao paciente. A literatura médica indica que a maioria dos pacientes não sobrevive além de um ano após o início dos sintomas, o que reforça a urgência da busca da família por alternativas experimentais no exterior.