
A cinco meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (12) o fim da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de 20% aplicada sobre produtos importados de até US$ 50 comprados em plataformas internacionais.
A medida havia sido criada durante a própria gestão petista sob o argumento de equilibrar a concorrência entre empresas estrangeiras e o comércio nacional. No entanto, a taxação acabou se transformando em um dos principais focos de desgaste do governo nas redes sociais e no debate público.
Nos bastidores, integrantes da ala política do governo defendiam a revogação total da tarifa, avaliando que a cobrança vinha afetando diretamente a popularidade da gestão federal, principalmente entre jovens e consumidores de baixa renda, que utilizavam sites internacionais para comprar roupas, acessórios e eletrônicos a preços mais acessíveis.
A “taxa das blusinhas” virou símbolo de críticas da oposição e passou a ser explorada como exemplo de aumento de impostos sobre a população. A repercussão negativa gerou pressão de parlamentares aliados e influenciadores digitais, que cobravam uma mudança de posicionamento do Palácio do Planalto.
Apesar da decisão, representantes da indústria têxtil brasileira seguem demonstrando preocupação com o fim da cobrança. Empresários do setor argumentam que a retirada da tarifa pode aumentar a concorrência de plataformas estrangeiras sobre o varejo nacional.
O governo ainda deve detalhar como ficará a nova política de tributação para compras internacionais após o anúncio da revogação.


