São Luís ganha busto em homenagem ao padre e escritor João Mohana

Foto: João Mohana foi médico, psicólogo, sacerdote, escritor, conferencista e pesquisador. (Divulgação)

No dia 27 de agosto de 2026, às 16h, a Praça do Panteon, no Centro Histórico de São Luís, será palco da entrega de um novo busto dedicado ao padre, médico e escritor João Miguel Mohana. A cerimônia é uma realização da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), em conjunto com a Academia Maranhense de Letras (AML).

A peça, esculpida pelo artista plástico Eduardo Sereno, passa a fazer parte do conjunto de monumentos que celebra figuras marcantes da vida cultural e intelectual maranhense.

Uma trajetória multifacetada

João Mohana reuniu, ao longo da vida, atuações pouco comuns: foi médico, psicólogo, sacerdote, escritor, conferencista e pesquisador. Também se destacou por um extenso trabalho de resgate da música maranhense, catalogando partituras e registros musicais espalhados entre São Luís e cidades do interior do estado.

A homenagem integra as ações da FUMPH voltadas ao Mês do Patrimônio Cultural, iniciativa que conta com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Maranhão (CAU/MA).

Quem foi João Mohana

Natural de Bacabal, onde nasceu em 15 de junho de 1925, Mohana construiu uma obra literária que combinou romances com textos de tom religioso e humanista — parte dela traduzida para outros idiomas. Ingressou na Academia Maranhense de Letras em 1970, onde ocupou a Cadeira de número 3 até sua morte, em 12 de agosto de 1995.

Em 2025, quando se completou o centenário de seu nascimento, ele foi o patrono da 18ª Feira do Livro de São Luís, promovida pela Prefeitura sob o tema “João Mohana: a palavra em corpo e alma”. A chegada do busto à Praça do Panteon dá sequência a essas homenagens, agora transformando o reconhecimento em um marco permanente na paisagem da cidade.

O Panteon Maranhense

A Praça do Panteon faz parte do Complexo Deodoro, ao lado da Praça Deodoro e das alamedas Gomes de Castro e Silva Maia. Erguida sobre parte do antigo terreno do Quartel do 5º Batalhão de Infantaria, recebeu esse nome em 1954, por indicação do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Desde a Lei Municipal nº 3.697, de 20 de abril de 1998, o espaço é reconhecido oficialmente como local permanente de homenagem póstuma a personalidades que se destacaram nas letras e nas artes do Maranhão. A norma determina que qualquer novo busto precisa da anuência prévia da Academia Maranhense de Letras, responsável por indicar ao Executivo municipal os nomes a serem celebrados, considerando contribuições nas letras, artes, ciências e vida pública do país.

Em setembro de 2022, o conjunto de esculturas da praça passou por uma ampla reforma, que envolveu a restauração de 18 bustos já existentes e a instalação de sete novos — entre eles, a reconstrução do busto de Humberto de Campos, que havia sido furtado em 2005. Na mesma leva, o Panteon passou a homenagear também Nascimento Moraes Filho, Celso Magalhães, Jomar Moraes, Sousândrade, Aluísio Azevedo e Ferreira Gullar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *