
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, obtido pela Coluna do Estadão, revela que 58,5% dos entrevistados ficaram sabendo da prisão da cabelereira condenada pelos atos do 8 de janeiro. Entre eles, 70,8% consideraram “injusta” a pena de 14 anos de prisão. Outros 25,7% acharam a condenação justa, enquanto 3,6% não souberam ou preferiram não opinar. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.
Débora, a cabelereira condenada, se tornou um símbolo para apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que defendem a aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional para anistiar todos os envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes.
A pena de 14 anos gerou divergências entre os ministros do Supremo Tribunal Federal. A maioria da Primeira Turma votou pela condenação, com apoio dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Luiz Fux, por outro lado, defendeu uma pena de um ano e seis meses, enquanto Cristiano Zanin sugeriu 11 anos de reclusão.
O levantamento também apontou que 32,8% dos entrevistados acreditam que os presos pelos atos de 8 de janeiro já cumpriram tempo suficiente e deveriam ser soltos. Outros 31,8% defendem mais 15 anos de prisão para os condenados. Já 29,1% afirmaram que essas pessoas não deveriam ter sido presas, alegando que, em invasões anteriores a prédios públicos, não houve detenções. Os que não souberam ou não quiseram responder somaram 6,3%.
Ao serem questionados sobre como classificam o episódio do 8 de janeiro, 35,9% o consideraram um “ato irresponsável por não aceitar o resultado da eleição”; 29,5% o definiram como “tentativa de golpe de Estado para tomar o poder”; 27,9% apontaram “vandalismo e quebra-quebra”; e 6,7% não opinaram.


