Ofensiva americana na Venezuela racha comunidade internacional: Milei celebra e Espanha oferece mediação

Comunidade internacional se manifesta após ataques dos EUA à Venezuela  -  (crédito: AFP)

Em uma ação sem precedentes na madrugada deste sábado (3), forças norte-americanas realizaram uma ofensiva em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro. O episódio desencadeou uma onda de condenações globais e elevou a tensão na América Latina.

A operação teve início com uma série de explosões registradas na capital venezuelana. Pouco tempo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que tropas americanas haviam detido Nicolás Maduro e o retirado do território venezuelano.

Até o momento, o paradeiro exato de Maduro é desconhecido. O governo venezuelano, agora sob comando interino da vice-presidência, decretou estado de alerta, classificou o ato como uma “violação flagrante da soberania” e exigiu provas de vida do líder capturado. Relatos locais indicam instabilidade em serviços essenciais e forte presença militar nas ruas de Caracas.

Reações Internacionais: Entre o Repúdio e o Apoio

A ação militar dividiu a comunidade internacional e reacendeu alianças geopolíticas:

  • Rússia e Irã: Moscou classificou o ataque como “profundamente inquietante”, acusando Washington de substituir a diplomacia pelo confronto direto. O Irã seguiu a mesma linha, condenando a “violação da integridade territorial” da Venezuela.

  • Colômbia: O presidente Gustavo Petro reagiu prontamente, enviando tropas para a fronteira. Petro afirmou que a ofensiva é um ataque à soberania de toda a América Latina e alertou para o risco de uma crise humanitária e migratória sem precedentes.

  • Argentina: No extremo oposto, o presidente Javier Milei utilizou suas redes sociais para celebrar a ação. Com o lema “Viva la libertad, carajo”, Milei sinalizou apoio ideológico à queda de Maduro e reforçou seu alinhamento com a Casa Branca.

  • União Europeia e Espanha: A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, embora tenha questionado a legitimidade de Maduro no passado, defendeu o respeito ao Direito Internacional e à Carta da ONU. Já a Espanha ofereceu-se oficialmente como mediadora para buscar uma solução diplomática e evitar uma escalada de violência.

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