
O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado por investigados na Operação Tântalo, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão no município de Turilândia. Com a decisão, os alvos permanecem presos — alguns em regime domiciliar.
A decisão foi proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, que manteve integralmente as prisões decretadas pela desembargadora Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão.
O habeas corpus buscava a soltura de Paulo Curió, Eva Curió, Tanya Carla, Hyan Alfredo Mendonça e dos vereadores Carla Regina Pereira Chagas, Gilmar Carlos Gomes Araújo, Inailce Nogueira Lopes, José Ribamar Sampaio, Josias Froes, Mizael Brito Soares, Nadianne Judith Vieira Reis e Sávio Araújo e Araújo.
Segundo o MPMA, o esquema teria desviado cerca de R$ 56 milhões entre 2021 e 2025, por meio de fraudes em licitações e contratos públicos. As investigações apontam uso de empresas de fachada, notas fiscais frias e divisão de recursos entre agentes públicos e empresários.
Os autos indicam suspeitas de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Há ainda indícios de que a Câmara Municipal teria sido cooptada para dar sustentação política ao esquema, com repasses a parlamentares e omissão na fiscalização.


