
As convenções partidárias movimentaram as últimas semanas e já deixam claro o tom que os principais presidenciáveis pretendem dar à campanha. Entre discursos emocionados, ataques a adversários e as primeiras propostas, cinco nomes se destacaram nas pesquisas. O prazo para definir candidaturas vai até 5 de agosto, com registro no TSE até dia 15.
Confira um resumo do que cada um disse.
Flávio Bolsonaro (PL)
Oficializado em 25 de julho, no Pacaembu (SP), o senador apostou na emoção e no legado do pai, Jair Bolsonaro. Chamou a candidatura de missão para “devolver o Brasil aos brasileiros” e prometeu que os dois subiriam juntos a rampa do Planalto em 2027. Entre as propostas: redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e castração química para pedófilos. Alertou ainda para o risco de o país “virar uma ditadura” sob Lula.
Lula (PT)
Buscando a reeleição, o presidente comparou suas sete candidaturas a “Copas do Mundo” e disse dispensar promessas vazias, apontando o PAC e investimentos recordes como prova de resultados. Declarou que agressores de mulheres não deveriam votar nele e defendeu leis como o pacto contra o feminicídio. Para um quarto mandato, prometeu priorizar educação e cuidado com idosos, além de investir em defesa, drones de fronteira e terras raras.
Renan Santos (Missão)
Com convenção antecipada por videoconferência e ato de lançamento em São Paulo em 1º de agosto, Renan recontou sua trajetória desde o MBL até a criação do Missão. Rejeitou os rótulos de “terceira via” e “antipetista”, criticou Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro e propôs metas ambiciosas: menos de 10 mil homicídios por ano, juros abaixo de 6% e alfabetização de 9 em cada 10 crianças, com o objetivo de colocar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em 30 anos.
Romeu Zema (Novo)
Zema se apresentou como o candidato do “Brasil real”, destacando a experiência no setor privado e a gestão em Minas Gerais, sem escândalos de corrupção. Propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir um “superpresídio” na Amazônia e usar o modelo de El Salvador contra o crime. Na economia, apostou na atração de investimentos privados como estratégia central.
Ronaldo Caiado (PSD)
Com Gilberto Kassab como vice, Caiado oficializou a candidatura em 26 de julho apoiado nos 40 anos de vida pública e no desempenho de Goiás em educação e segurança. Posicionou-se como alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo, chamando ambos de “maiores rejeitados da política”, e desafiou Lula para debates.
