Delegado André David promete renunciar à candidatura se ligação com R$ 240 mil for comprovada

Foto: Sergipe Notícias

O delegado e pré-candidato ao Senado André David rebate as especulações que tentam vinculá-lo aos R$ 240 mil apreendidos recentemente em Sergipe. Em entrevista ao jornalista Narcizo Machado, na Rádio Fan FM, nesta terça-feira (11), ele afirma estar disposto a abrir mão da candidatura caso fique comprovada qualquer relação sua ou de familiares com o dinheiro.

As especulações surgem depois que versões passaram a circular associando a quantia a uma empresa pertencente à cunhada do delegado, com a suspeita de que os recursos se destinariam ao financiamento irregular de campanha por meio de caixa dois. André David nega qualquer envolvimento e classifica as acusações como uma tentativa de atingir sua imagem, defendendo que se esclareça quem de fato está ligado à entrega do dinheiro. “Eu sou o mais interessado em saber quem foi o dono, no masculino, dessa empresa que entregou esse dinheiro”, declara, garantindo que nenhum veículo pertence a empresas da cunhada e que o valor não tinha como destino sua pessoa. Ele reforça o compromisso assumido: comprovada a ligação, renuncia à candidatura.

O delegado também critica o uso de acusações sem comprovação no período eleitoral, avaliando que práticas desse tipo têm o potencial de comprometer candidaturas e influenciar o resultado das eleições. Segundo ele, é uma prática recorrente não apenas em Sergipe, mas em todo o país, destruir reputações e usar instituições para forçar alianças políticas, o que classifica como lamentável e exige responsabilidade redobrada na construção de narrativas.

Ao longo da entrevista, André David destaca sua trajetória na Polícia Civil, onde soma 18 anos de carreira, com passagens pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e pelo Departamento de Narcóticos (DENARC). Ele cita ainda sua situação patrimonial como argumento em sua defesa, afirmando morar de aluguel no mesmo apartamento há uma década e não possuir bens como imóveis, fazendas ou veículos.

Por fim, o delegado se coloca à disposição dos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público e a Polícia Federal, para prestar esclarecimentos a qualquer momento. Ele afirma que pode apresentar documentos pessoais e sua movimentação financeira caso seja chamado a depor sobre o caso.

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