
O deputado estadual maranhense Édson Araújo (sem partido) alegou problemas de saúde e pediu o adiamento do depoimento à CPMI do INSS, marcado para segunda-feira (9). O pedido foi feito por meio de habeas corpus, mas negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Na decisão, Dino não autorizou a ausência do parlamentar na oitiva, mas garantiu o direito constitucional ao silêncio, permitindo que Édson Araújo não responda a perguntas que possam incriminá-lo e não assuma compromisso de dizer a verdade durante o depoimento.
O deputado deverá explicar a movimentação de mais de R$ 73 milhões em cerca de um ano. Após a quebra de sigilo bancário determinada pela CPMI, foi identificado que ele recebeu R$ 54,9 milhões em junho de 2024 e R$ 18,5 milhões entre janeiro e junho de 2025.
Édson Araújo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em benefícios do INSS.


