Perícia contraria versão de suicídio e mantém PM preso por morte da esposa em SP

Foto: Reprodução/G1/Redes Sociais

A Justiça de São Paulo manteve a prisão do policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de matar a esposa, Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, dentro da casa do casal em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A decisão veio após audiência de custódia, e o TJSP não identificou irregularidades no cumprimento do mandado.

O caso começou a ser tratado como morte suspeita, mas ganhou novos contornos quando exames periciais apontaram inconsistências entre a versão contada pelo marido e a trajetória do projétil que atingiu a vítima. Foi esse descompasso que levou a polícia a solicitar formalmente a prisão do PM.

Larissa foi encontrada caída no banheiro da suíte do casal, com um ferimento na cabeça. Acionado, o Samu apenas constatou o óbito. Vinícius relatou à polícia que chegou em casa por volta das 6h, discutiu com a esposa sobre o fim do relacionamento e foi dormir; horas depois, teria acordado com o barulho de um disparo e encontrado a mulher já sem vida, alegando se tratar de suicídio.

A família de Larissa, porém, questiona essa versão. Segundo a avó da vítima, ela teria enviado uma mensagem por volta das 9h comunicando que havia terminado o casamento — cerca de duas horas antes de ser encontrada morta.

A delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pelo caso em Embu das Artes, apontou que a trajetória do projétil, a dinâmica da morte, a postura do investigado durante a colaboração e depoimentos de testemunhas fundamentaram o pedido de prisão temporária. O policial acabou detido durante o velório da própria esposa. Novos exames foram requisitados para reconstruir com precisão a cena do disparo, e o corpo segue no Instituto Médico Legal para necropsia e análise da trajetória da bala.

A defesa de Vinícius, feita pelo advogado Roberto Montanari, nega qualquer envolvimento do policial na morte e sustenta que ele jamais cometeria um ato de violência contra a esposa. Em nota, os advogados também mencionam registros anteriores em que Larissa teria manifestado pensamentos suicidas, argumento usado para reforçar a tese de defesa.

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