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O cantor Rick, da dupla com Renner, morreu na queda de um helicóptero em Santa Catarina. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (22). Na aeronave estavam ainda o empresário Bruno Avelar, o videomaker, o piloto e o copiloto.
Nascido em Monte do Carmo, região central do Tocantins — na época, território goiano — o cantor e compositor tinha 59 anos (conheça mais da sua trajetória abaixo).
A aeronave desapareceu na tarde de segunda-feira (21). Eles tinham decolado de Porto Belo, no Litoral Norte, com destino a São Joaquim, na Serra, e não chegaram ao local previsto. A região tinha previsão de fortes tempestades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A aeronave era um PP-MGR – Bell 430, da JTA Empreendimento e Urbanismo, e tinha sido emprestada ao cantor e ao empresário.
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Destroços do helicóptero que levava Rick e outros 3 — Foto: Reprodução/NSC TV
A trajetória do cantor Rick
Muito antes de multidões cantarem versos de clássicos como “Ela É Demais”, “Muleca” e “Filha”, o homem que o Brasil se acostumou a chamar de Rick era conhecido como Geraldo Antônio de Carvalho. Nascido em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, região central do Tocantins — na época, território goiano — o cantor e compositor carregava em sua essência a simplicidade da vida no campo e as tradições populares.
Casado com Geralda Carvalho e pai de Mônica e Victor Henrique, Rick sempre buscou manter suas raízes vivas, mesmo após se consolidar como uma das referências do cancioneiro sertanejo nacional.
A infância de Geraldo esteve distante de qualquer glamour. Criado em meio à natureza até os dez anos de idade, o cantor guarda lembranças vívidas de um tempo em que as parteiras faziam os partos e a cultura regional ditava o ritmo dos dias.
Na verdade, eu falo que nasci em Monte do Carmo porque era o município, né? Mas, se meu pai ver essa entrevista aqui ele vai falar “eu falei pra você não falar isso, por que quem nasce no mato é arroz e feijão”, mas eu nasci na roça, no meio do mato mesmo. Naquela coisa de parteira né… e eu fiquei no mato até os 10 anos de idade, que foi quando eu tive a oportunidade de ir pra cidade. Passei por ali, fui pra Porto Nacional e aí mudei pra Brasília. Mas eu vivi um período da minha vida literalmente na roça”, relembrou Rick em entrevista ao Fantástico em 2017.
G1


