
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
O resultado mostra recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril), quando o indicador estava em 5,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,3 ponto percentual. No período mais recente, o país contabilizou 5,8 milhões de desempregados, uma redução de 8% frente ao trimestre anterior e de 4,9% na comparação anual, quando havia 299 mil pessoas a mais em busca de trabalho.
Paralelamente à queda no desemprego, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior patamar já registrado pelo IBGE. O avanço foi de 1 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior e de 0,9% na comparação anual. Com isso, o nível de ocupação — parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — subiu para 58,9%, ante 58,4% no período anterior.
O indicador de subutilização da força de trabalho, que soma desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e quem desistiu de procurar emprego, também recuou, chegando a 13% no trimestre. Ao todo, 14,9 milhões de brasileiros estavam nessa condição, uma redução de 819 mil pessoas frente ao trimestre anterior e de 1,2 milhão na comparação com o ano passado. Já o contingente de desalentados — pessoas que deixaram de buscar trabalho por acreditar que não encontrariam vaga — somou 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% no acumulado de um ano.
No mercado formal, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo domésticos, atingiu 39,4 milhões, novo recorde da série histórica, com estabilidade nas comparações trimestral e anual. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, alta de 477 mil pessoas no trimestre. Somando os dois grupos, o setor privado empregava 53,2 milhões de pessoas, também um recorde. A taxa de informalidade, que reúne trabalhadores sem carteira, autônomos sem CNPJ e outras formas de ocupação informal, ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas.
O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros ficou em R$ 3.762 mensais, valor estável frente ao trimestre anterior, mas 3,3% superior ao registrado um ano atrás. A massa de rendimentos — soma de toda a renda recebida pelos trabalhadores do país — somou R$ 383,5 bilhões, recorde da série histórica e alta de 4,1% na comparação anual, o que representa R$ 15,1 bilhões a mais em circulação.
Entre os setores da economia, a construção civil foi a única a ampliar o número de trabalhadores em relação ao trimestre anterior, com 371 mil novas vagas, alta de 5,1%. Na comparação anual, o setor de transporte, armazenagem e correios cresceu 5,4%, enquanto administração pública, educação, saúde e serviços sociais avançaram 2,3%. Na direção oposta, os serviços domésticos perderam 229 mil postos de trabalho, retração de 4,0% no período.
